Posts Tagged ‘história’

Muricy ajuda o Fluminense a limpar sua história

Era o ano de 1996, o Fluminense, um dos gigantes do futebol nacional virava o saco de pancadas de todos, perdia a torto e a direito, mas isso não começava ali. O clube estava há anos entregue a amadores que só queriam faturar com o clube e foram dilapidando o patrimônio, claro que a equação não poderia fechar bem para o Flu, né?

Como todos sabem, o clube foi rebaixado para a segunda divisão. Mas o pior ainda estaria por vir. Em uma vergonhosa manobra de bastidores, articulada com figurões do clube dos 13 e CBF, ocorreu a trágica virada de mesa, que foi comemorada com champanhe pelo nosso ex-presidente Álvaro Barcelos. Essa sem dúvida foi a página mais triste da nossa história.

Mas o Fluminense conseguiu a vergonhosa mancha de chegar até a terceira divisão, realmente, o fundo do poço…

Fluminense 1996

Vendo hoje, o que vivi naqueles tempos, posso afirmar que foi um castigo para uma atitude lamentável. Mas quantos clubes chegam ao fundo do poço e conseguem se levantar? O Fluminense é um deles. Passamos por momentos muito difíceis, ainda precisamos melhorar muito, mas o primeiro passo já foi dado: romper com a CBF e dizer não!

O dia 23 de Julho de 2010 vai ficar marcado como o dia em que o Fluminense limpou sua honra ao renegar o poder absolutista de Al Capone Teixeira. Coisa para poucos!  O Flu agiu como sua história exige e estou com muito orgulho disso. Em 108 anos de história, nossa maior vergonha foi se aliar a canalhas por conta de uma virada de mesa, mas hoje podemos afirmar com orgulho que nos livramos desses canalhas e olhamos para um futuro ainda melhor!

Avante Fluminense! Se um dia nos sentimos envergonhados, hoje nos enchemos de orgulho!!!

Muito obrigado!

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Números da 4ª Pesquisa LANCE!-Ibope de torcidas

Tamanho das torcidas

Amigos, o Lance! acabou de publicar uma pesquisa de torcida feita em parceria com o instituto Ibope, como sempre, acho que esse tipo de levantamento não tem relevância nenhuma, mas vale destacar alguns pontos.

A torcida do Vasco foi a que mais diminuiu, passou de 10 milhões para 7,9 milhões, uma queda tremenda e que só pode ser resultado do rebaixamento sofrido pelo clube, em 2008.

Outros números me fizeram rir um bocado, como por exemplo colocar a torcida do Sport (3,3%) como maior que a do Fluminense e Botafogo, com 3,1%, que por sinal é o mesmo que tem a torcida do Bahia. Não dá para levar a sério, né?

Para acabar de uma vez por outra com esses números ridículos, por que não colocam na relação do senso do IBGE, um símples ítem: “Qual o clube que você torce?”. Aí sim seria um levantamento sério. O resto é balela e história para boi dormir.

Para essa pesquisa, o Ibope ouviu 7.109 pessoas no primeiro trimestre de 2010. A margem de erro da pesquisa é de 1,2 ponto percentual para mais ou para menos.

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Campeonato Carioca 2010 – Fluminense x Boavista

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Olá amigos, tudo bom? Bem, depois de uma derrota de 5 x 3, para o Flamengo, não pode estar tão bem assim, concordam, mas vida que segue…

Se vamos começar falando de derrotas, vamos relembrar os dois maiores personagens da hitória humana que mostraram que é possível ser derrotado e se levantar, que tal? O primeiro é Jesus Cristo, acreditando nele ou não, sua história mostra que ele sucumbiu e se levantou, mostrando uma superação enorme.

O outro personagem que nos mostrou isso foi: Rocky Balboa, o imortal e inesquecível pugilista interpretado pelo ator  Sylvester Stallone. Rocky apanhou muito, mas sempre mostrou que é possível dar a volta por cima e vencer, mesmo que isso custe um preço caro. No cinema não existe guerreiro maior que ele!

Rocky Balboa

Voltando ao Fluminense, bem diferente de outros por aí, eu não fiquei desesperado com o placar de domingo, fiquei irritado, é óbvio que perder um jogo do modo como ocorreu, não é legal. O Fluminense fez um primeiro tempo primoroso, jogou um futebol, que me arrisco a chamar de “total”. Esse foi o lado bom do Fla x Flu. Mas o lado negro do Fla x Flu foi o segundo tempo, onde o Flamengo jogou com raça e coração, itens que faltaram ao Fluminense. E eles venceram de forma incontestável! Novamente, vida que segue!

Agora precisamos provar que não estamos brincando neste campeonato, vamos pegar dois times pequenos na sequência: Boavista e Olaria, depois vamos pegar o Vasco ou o Botafogo e estará em xeque o estigma de “Time de Guerreiros”, mas os problemas maiores são para os dois próximos jogos nosso ataque titular está fora de combate; Fred e Maicon só poderão jogar nas Semifinais.

Cuca agora se vê novamente com a (única) opção de apostar nos jovens. Alan é o único certo no ataque e seu parceiro pode ser um dos jovens talentos Dori e Bruno Veiga, “crias de Xerém” ou o irregular Kieza. O resto do time não terá alteração. Uma sonora goleada poderá acalmar a torcida, mas o time precisa ser regular durante os 90 minutos, isso vai trazer novamente a união time-torcida que foi tão importante no final de 2009.

Vamos Time de Guerreiros, vamos levantar a poeira e dar a volta por cima!

Ficha técnica – Fluminense x Boavista

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ) – Data/hora: 04/2/2010 – 21h50 (de Brasília)

FLUMINENSE: Rafael; Gum, Leandro Euzébio e Cássio; Mariano, Diguinho, Éverton, Conca e Júlio César; Alan e Kieza (Dori ou Bruno Veiga ou Willians). Técnico: Cuca.

BOAVISTA: Vinícius, Bruno Costa, Santiago (Edson) e Pessanha; Getúlio, Thiaguinho, Mancuso, Fabrício e Paulo Rodrigues; Tony e Léo Guerreiro. Técnico: Émerson Ávila.

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ) – Auxiliares: Ricardo Maurício de Almeida (RJ) e Lilian da Silva Bruno (RJ)

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Expresso da Vitória

Expresso da vitória - Vasco da Gama

Por Thiago Allan Arede,

Expresso da Vitória é como ficou conhecido o que é considerado pela maioria, o maior time de futebol da história do Clube de Regatas Vasco da Gama e um dos maiores do Brasil. Este time jogou entre 1942 e 1952 e ganhou esse apelido por destruir seu adversários.

O Expresso da Vitória foi primeiro time do Brasil a ganhar um título no exterior, o torneio Sul Americano de 1948, ganhando de forma invicta. Formou a base da seleção carioca tricampeã do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais em 1943, 1944 e 1946,e da seleção brasileira campeã Sul-Americana em 1949 e vice-campeã do mundo em 50, tendo no elenco oito jogadores vascaínos e o técnico, Flávio Costa.

Esse time ganhou 9 títulos:

•  1944 – Campeão do Torneio Relâmpago e Campeão do Torneio Municipal.

•  1945 – Bi-Campeão do Torneio Municipal e Campeão Carioca invicto.

•  1946 – Campeão do Torneio Relâmpago e Tri-Campeão do Torneio Municipal.

•  1947 – Tetra-Campeão do Torneio Municipal e Campeão Carioca invicto.

•  1948 – Campeão dos Campeões Sul-Americanos.

•  1949 – Campeão Carioca invicto.

•  1950 – Bi-Campeão Carioca.

•  1952 – Campeão Carioca.

•  1953 – Campeão do Torneio Internacional Rivadávia Corrêa Meier

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O Campeonato Fluminense de Futebol – Os campeões estaduais esquecidos!!!

A história é complicada, mas vale dar uma lida. Qualquer correção, dúvida, sugestão ou que quer seja é só falar, pois é bem complicado mesmo e não sei se os dados estão 100% corretos.

O Campeonato Fluminense de Futebol foi a competição de clubes do Estado do Rio de Janeiro, iniciado no período em que ainda não havia ocorrido a fusão deste com o Estado da Guanabara (atual cidade do Rio de Janeiro).

Até 1960, a cidade do Rio de Janeiro era a capital do Brasil e não fazia parte do estado do Rio de Janeiro. Naquele ano, com a inauguração de Brasília (a nova capital federal), a cidade do Rio de Janeiro passou a ser a capital do novo estado da Guanabara.

Apenas em 1975, os estados foram fundidos formando o atual estado do Rio de Janeiro. As entidades desportivas de ambos, no entanto, só se fundiram em 1978. Vale ressaltar que o atual Campeonato Carioca de futebol deveria mais propriamente ser chamado de Campeonato Fluminense de Futebol.

A primeira entidade de futebol estadual do Rio de Janeiro (“Antigo” Estado do Rio) foi a Liga Sportiva Fluminense, fundada em 1915 na capital Niterói. Em 1918 a LSF torna-se a representante oficial do estado do Rio perante a então Confederação Brasileira de Desportos, atual CBF, e passa a montar as seleções fluminenses para a disputa do Campeonato Brasileiro de Seleções. No mesmo ano em que se torna a entidade oficial do estado, a LSF filia as ligas de Petrópolis, Campos dos Goytacases e Nova Friburgo, junto com Niterói, as então maiores forças do estado.

No entanto, a LSF sofreu com a falta de reconhecimento de seu campeonato, disputado quase que exclusivamente por clubes da então capital estadual (as exceções foram alguns clubes de São Gonçalo e Petrópolis). As dificuldades com transportes, aliados à exigência da LSF de que todos os jogos fossem realizados na capital afastaram s times do interior do campeonato, e a competição estadual da LSF é tratada em várias fontes como sendo um campeonato de Niterói.

Outro problema enfrentado era que a entidade estadual também organizava diretamente as seleções de Niterói nos amistosos intermunicipais com as seleções dos demais municípios, gerando antipatia no interior do estado, e utilizava preferencialmente jogadores niteroienses para formar a seleção estadual que disputava o campeonato brasileiro.

Essa série de fatores, enxergados como favorecimento ao futebol da capital, causaria um crescente desagrado entre os filiados da LSF, e que resultaria na fundação de uma nova entidade em 1925.

Os campeões de 1915 a 1924:

Ano     Campeão

1915   Ararigboya (Niterói)

1916   Parnahyba (Niterói)

1917   Odeon (Niterói)

1918   Niteroiense (Niterói)

1919   Fluminense (Niterói)

1920   Fluminense (Niterói)

1921   Barreto (Niterói)

1922   Byron (Niterói)

1923   Barreto (Niterói)

1924   Byron (Niterói)

O fim da LSF e o surgimento da AFEA

Em 1925, os clubes Grupo de Regatas Gragoatá, Serrano Foot Ball Club, Canto do Rio Football Club, Fluminense de Natação e Regatas, Rio Cricket e Associação Atlética e Internacional Football Club, revoltados com o descaso da LSF frente ao resto do estado, fundaram a Associação Fluminense de Esportes Athleticos (AFEA), disposta a organizar um campeonato estadual de futebol que facilitasse a participação de clubes de outras cidades, concedendo o direito de que cada clube mandasse seus jogos em seu município. A AFEA logo recebeu o apoio de outros clubes de Niterói e das ligas de Campos, Nova Friburgo e Petrópolis, assim como da mídia fluminense e carioca da época, que louvaram a iniciativa.

A LSF, ainda a entidade oficial do estado perante CBD, resolveu reagir e em uma tentativa de agradar aos filiados do interior organizou em março de 1925 o chamado I Campeonato Fluminense de Futebol, pondo novamente em disputa o título de 1924. A competição, que reunia o até então já campeão estadual de 1924 – Byron -, mais os campeões dos municípios de Petrópolis e Campos teve desfecho confuso: após eliminar o Campos nas semifinais em jogo único, o Petropolitano pediu a transferência do jogo decisivo contra o Byron, o que foi negado pela LSF. O Byron, sem disputar partida alguma, foi declarado vencedor por W.O. e novamente condecorado campeão estadual de 1924 pela LSF. O episódio foi motivo de descrédito da LSF por parte da mídia.

Logo depois o Campeonato Fluminense de Futebol da AFEA foi organizado, disputado por sete clubes no sistema de pontos corridos. Após terminarem empatados na primeira colocação, Serrano (Petrópolis) e Fluminense A.C. (Niterói) realizaram um jogo-extra, vencido pelo clube petropolitano por 4 a 0, sagrando-se assim o primeiro campeão estadual da AFEA.

Em 1926 a LSF ainda continuava existindo e mudou de denominação para Federação Fluminense de Desportos (FFD), mas já gravemente esvaziada não realizou o seu campeonato e se extinguiu no mesmo ano, sendo substituída pela AFEA como a entidade oficial do estado perante CBD. Sobre a oficialização da AFEA, o jornal O Imparcial, do Rio de Janeiro, escreveu em julho de 1926:

“Lembram-se, por certo, os leitores dos antecedentes da scisão do Estado do Rio. A archaica e decrepita Liga Sportiva Fluminense, a entidade dirigente officialmente reconhecida pela confederação, de dia para dia mais se enchafurdava em desastradas lutas de politicalha sportiva e concomitantemente se alheiava dos problemas vitaes do sport, a ponto de se interessar tão somente pelo campeonato de football de Nichteroy e, ainda assim de forma por todos os modos condemnaveis (…) cônscios dessa verdade, elementos prestigiosos, verdadeiros sportsmaen (sic.) decidiram a fundação de uma nova Liga, a qual denominaram Associação Fluminense de Esportes Athleticos – AFEA (…) De então para cá mais e mais a AFEA veio se impondo, conseguindo reunir sob sua bandeira além da totalidade dos clubs de Nichteroy mais as ligas officiaes de Campos, Friburgo e Petrópolis. É a AFEA, como se vê, a entidade que hoje, no Estado do Rio, representa de facto o seu expoente esportivo. E por isso ser um facto inconteste resolveram os seus dirigentes promover a sua officialização”

A AFEA prosseguiu, com sucesso, na organização do seu estadual em 1925 e 1927. Os campeões fluminenses desse período:

Ano      Campeão                        Entidade

1925     Serrano (Petrópolis)     AFEA

1925     Byron (Niterói)                LSF

1926     Elite (Niterói)                  AFEA

1927     Gragoatá (Niterói)        AFEA

O Campeonato Fluminense de Seleções

Após três edições do campeonato da AFEA, no entanto, vários clubes como o Serrano e o Friburgo reclamavam dos altos custos com viagens intermunicipais. Os filiados, então, decidiram substituir os clubes por seleções na edição de 1928. Nesse período sem disputas estaduais de clubes, a liga campeã estadual ganhava o direito de representar o estado, e seu clube campeão ganhava o título simbólico de Representante Oficial do Estado, para os casos em que a AFEA precisasse indicar um clube que a representasse.

A Associação Nichteroyense de Esportes Athleticos, campeã estadual de 1928 a 1931, ganhou esse direito, estendido até 1933 com a não-realização do campeonato de seleções em 1932 e 1933, e os clubes campeões dessa entidade ganharam a honra de Representantes Oficiais do Estado do Rio – título simbólico e provavelmente não equivalente a um título de campeão estadual. Os condecorados:

Ano       Entidade campeã do estado       Campeão da entidade

1928    ANEA (Niterói)                                        Ypiranga

1929   ANEA (Niterói)                                         Ypiranga

1930   ANEA (Niterói)                                         Ypiranga e Fluminense

1931   ANEA (Niterói)                                           Ypiranga

1932   não realizado[*]                                        Fluminense

1933  não realizado [*]                                        Canto do Rio

[*] A ANEA permaneceu com o direito de indicar o representante estadual

A crise do profissionalismo e fundação da FFE

Em 1933, os clubes niteroienses Fluminense, Byron e Niteroiense, além do gonçalense Tamoio, tornaram-se profissionais, e se desligaram de suas entidades municipais. No fim do ano, fundaram a primeira liga profissional de Niterói, a Liga Nichteroyense de Football, que logo recebeu o apoio das ligas de Campos e Petrópolis (estas ainda amadoras, mas que planejavam adotar o profissionalismo). Juntas, essas três ligas fundaram a Federação Fluminense de Esportes (FFE), entidade estadual profissional que se filiou à Federação Brasileira de Futebol.

Os primeiros campeonatos organizados pela FFE aconteceram apenas em 1934, e mantinham os moldes da competição estadual da AFEA. Esta última, por sua vez, deixou de realizar campeonatos por estar esvaziada e sem ligas municipais importantes – a ANEA extinguiu-se com a saída de seus principais clubes, e as ligas de Campos e Petrópolis se filiaram à rival FFE. Os únicos campeonatos estaduais do período de 1934 a 1940 foram todos organizados pela FFE, misturando quadros profissionais (como o de Niterói) e amadores/mistos.

A FFE manteve o sistema da AFEA de indicar o campeão de uma liga vencedora do título estadual como Representante Oficial do Estado, e esse sistema foi aproveitado para indicar o Alliança de Campos como representante do estado na Copa dos Campeões Estaduais de 1937.

Os campeões:

Ano            Entidade campeã do estado                  Campeão da entidade

1934          LESF (Barra do Piraí)                                  Central

1935          LNF (Niterói)                                                    Ypiranga

1936          ACET (Campos)                                             Alliança

1937          não realizado[*]                                             Alliança

1938          ANA (Niterói)[**]                                          Fluminense

1939          ACET (Campos)                                             Americano

1940          ACET (Campos) e ASEA (Nova Friburgo)[***]   Goytacaz e desconhecido

[*] A liga de Campos permaneceu com o direito de indicar o representante estadual.

[**] A LNF foi substituída pela Associação Nictheroyense de Athletismo.

[***] As duas ligas dividiram o título após quatro partidas sem um vencedor.

A fusão das entidades e o surgimento da FFD

Em 1941 o futebol no estado se pacificou e as rivais AFEA e FFE se fundiram na Federação Fluminense de Desportos (FFD). Ao contrário do observado em vários outros estados, após a pacificação predominou o amadorismo, sendo abandonado o profissionalismo desejado pela FFE. A entidade nova manteve como data de fundação oficial a mesma da AFEA, de 1925.

A nova FFD, com o patrocínio do Cassino da Urca, voltou a organizar o campeonato fluminense com clubes, no chamado Campeonato Fluminense de Clubes Campeões, disputado em sistema de eliminatórias pelos campeões municipais de cada entidade filiada. As competições eram sempre retroativas, ou seja, disputadas no começo de um ano, mas válida pela temporada imediatamente anterior. O primeiro campeonato organizado pela FFD, o de 1941 (disputado em 1942) foi vencido pelo Icaraí F.C., de Niterói. A partir de 1945, no entanto, o campeonato passou a aceitar seleções novamente, tornando-se misto entre seleções e clubes. Após 1946, com o fechamento do Cassino da Urca, o número de seleções passou a ser maior do que o número de clubes:

Ano    Campeão

1941 Icaraí (Niterói)

1942 Royal (Barra do Piraí)

1943 Icaraí (Niterói)

1944 Petropolitano (Petrópolis)

1945 Serrano (Petrópolis)

1946 cancelado

1947 LCD (Campos)

1948 LPD (Petrópolis)

1949 LPD (Petrópolis)

1950 LDBP (Barra do Piraí)

1951 LDBP (Barra do Piraí)

A criação do DEP e a era profissional

Em 1951 a FFD deu início ao profissionalismo no estado formando o Departamento Estadual de Profissionais (DEP), que organizou no começo de 1952 o I Campeonato Fluminense de Profissionais (válido pela temporada de 1951), conquistado pelo Adrianino. Ainda em 1952, com a inscrição de novos clubes, a FFD realizou o seu segundo campeonato. O Adrianino tornou a conquistar o título, e sagrou-se bicampeão em um mesmo ano. Em 1953 os clubes de Niterói e Campos, que haviam profissionalizado os seus campeonatos municipais, se recusaram a disputar o III Campeonato Fluminense de Profissionais, por conta do inchaço no número de participantes e dos altos custos com viagens. O campeonato de 1953 foi disputado apenas por equipes do Vale do Paraíba e conquistado pelo Barra Mansa Futebol Clube.

Em 1954, quando o IV Campeonato Fluminense de Profissionais estava em andamento, a FFD atendeu as pressões dos clubes de Niterói e Campos e transformou os campeonatos estaduais organizados pelo Departamento Estadual de Profissionais de 1953 (já concluído) e 1954 (em andamento) em Campeonatos de Profissionais do Vale do Paraíba, estabelecendo que os verdadeiros campeões fluminenses sairiam do cruzamento destes com os campeões profissionais de Niterói e Campos.

O campeonato fluminense de 1952 permaneceu inalterado, pois foi disputado antes do início do profissionalismo em Campos (que se profissionalizou só no segundo semestre de 52) e Niterói (início de 53). Tal medida desagradou os clubes do DEP, que continuaram se considerando participantes do verdadeiro estadual, bem como parte da mídia, que se dividiu entre apoiar os clube sul-fluminenses e os niteroienses e campistas.

Em 1954, então, o campeão do DEP Barra Mansa foi obrigado a enfrentar o Goytacaz e o Fonseca para novamente decidir o título de campeão estadual de 1953. E o clube, com um empate (1 a 1 com o Fonseca) e uma vitória (2 a 1 no Goytacaz) sagrou-se novamente campeão fluminense dessa temporada.

O título de 1954 seria disputado em 1955, mas o Coroados, campeão do DEP, impôs dificuldades na disputa. Após várias remarcações de jogos, o clube finalmente resolveu aceitar a disputa, e os vice-campeões do DEP, Campos e Niterói também tomariam parte na disputa. Porém, a mesma foi cancelada por falta de datas.

O Frigorífico conquistou o título do DEP de 1955, e disputou com os campeões e vices de Campos e Niterói o título fluminense em 1956. O Goytacaz sagrou-se campeão de 1955 ao vencer o Barra Mansa na final por 6 a 0. No começo de 1956 o DEP seria dissolvido, e uma nova organização profissional seria feita pela FFD.

Em 1962, dez anos após a fundação do DEP, a FFD tornou a reconhecer os seus campeonatos (entre 1952 e 1955) como verdadeiros estaduais após recurso dos clubes campeões (ver Diploma de Campeão Fluminense concedido pela FFD, nos arquivos do Frigorífico Atlético Clube e do Coroados Futebol Clube, concedido em 1962). Os cruzamentos dos campeões estaduais pelo DEP com os campeões de Niterói e Campos passaram a ser considerados supercampeonatos fluminenses (ou campeonatos estaduais extras), também válidos como estadual. Os campeões do período:

Ano Campeão                                                  Campeonato

1952 Adrianino (Paulo de Frontin)  DEP

1952 Adrianino (Paulo de Frontin)  Torneio extra – DEP

1953 Barra Mansa                                        DEP

1953 Barra Mansa                                        Supercampeonato da FFD

1954 Coroados (Valença)                       DEP

1954 cancelado                                              Supercampeonato da FFD

1955 Frigorífico (Mendes)                     DEP

1955 Goytacaz (Campos)                        Supercampeonato da FFD

A Divisão Departamental de Profissionais

Em 1956 a FFD dissolveu o DEP e reorganizou o seu futebol com a criação da Divisão Departamental de Profissionais (DDP). O estado foi dividido em zonas da DDP, cada zona agrupando um determinado número de cidades, e nas zonas onde houvessem clubes ou ligas profissionais seus campeonatos valeriam como chaves classificatórias para a disputa das finais estaduais. Se em algum ano apenas uma zona organizasse um campeonato profissional, o mesmo valeria também como campeonato fluminense (artigo 183 das normas técnicas da FFD). A partir de então, o campeão fluminense passou a ser conhecido através do cruzamento dos campeões (ou em algumas ocasiões outros clubes bem-posicionados em suas ligas) das zonas da divisão estadual da FFD. A fase de zonas fazia parte da classificação final do campeonato, através da média de pontos, devido ao número diferente de clubes em cada zona profissional.

Em 1963 o Departamento Niteroiense de Futebol não conseguiu realizar o seu campeonato profissional, várias vezes adiado. O único campeonato profissional do estado foi o campista, e pelas normas da FFD os resultados da Liga Campista desse ano valeram também para o campeonato fluminense. Em 1964, a liga de Niterói finalmente realizou o campeonato profissional que seria realizado em 1963, o que gerou um grave desentendimento entre os clubes.

O Americano, campeão de Campos de 1964, alegava que o seu título era o único profissional da temporada, pois segundo eles o campeonato de Niterói realizado em 1964 era na verdade o da temporada de 1963 que fora concluído atrasado. Já o Eletrovapo, o campeão profissional niteroiense, alegava que seu título era realmente referente à temporada de 1964, sendo a de 1963 não realizada, e que portanto os clubes teriam que disputar a fase final do Campeonato Fluminense.

Polêmicas à parte, a FFD tomou uma decisão que agradaria ambas às partes: o título do Americano foi considerado o único profissional da temporada de 1964, e por isso seus resultados valeram também para o campeonato fluminense. Mas, embora o título do Eletrovapo passe a ser considerado relativo á temporada de 1963, a FFD instituiu o supercampeonato fluminense de 1964, a ser disputado pelo Eletrovapo e o Americano gerando dois campeonatos fluminenses numa mesma temporada (a exemplo das temporadas de 1953 e 1955). O Eletrovapo ganhou o segundo título fluminense de 64 e classificou-se para a Taça Brasil. Foi a última vez que houve dois campeonatos estaduais para a mesma temporada.

A partir de 66 as competições profissionais do Vale do Paraíba voltaram a ser disputadas, e clubes de mais cidades passaram a participar do Campeonato Fluminense. Os campeões de 1956 a 1974:

Ano Campeão

1956 não concluído [*]

1957 não concluído [*]

1958 Manufatora (Niterói)

1959 Fonseca (Niterói)

1960 Fonseca (Niterói)

1961 Rio Branco (Campos)

1962 Fonseca (Niterói)

1963 Goytacaz (Campos)

1964 Americano (Campos)

1964/Extra Eletrovapo (Niterói)

1965 Americano (Campos)

1966 Goytacaz (Campos)

1967 Goytacaz (Campos)

1968 Americano (Campos)

1969 Americano (Campos)

1970 Central (Barra do Piraí)

1971 Central (Barra do Piraí)

1972 Barbará (Barra Mansa)

1973 Barbará (Barra Mansa)

1974 Sapucaia (Campos)

[*] Central, Campos, Guarani e Serrano não disputaram as finais por falta de datas. Não se sabe se o título foi dividido.

[*] Goytacaz e Adrianino não disputaram as finais por falta de datas. Não se sabe se o título foi dividido.

A fusão dos estados do Rio e da Guanabara

Em 1975, os estados do Rio de Janeiro e da Guanabara se fundem. O Campeonato Carioca de Futebol daquele ano, vencido pelo Fluminense Football Club, fora concluído antes da fusão, mas o Campeonato Fluminense de Futebol Profissional, tradicionalmente disputado no fim do ano e concluído apenas no ano seguinte, ainda não havia começado.

A mobilização pela fusão das entidades do Rio (FFD) e da Guanabara (Federação Carioca de Futebol – FCF) fez com que a FFD não organizasse as demais zonas profissionais, sendo disputada apenas e em última hora a zona de Campos, esta organizada com o aval da FFD pela Liga Campista de Desportos. O Americano Futebol Clube de Campos conquistou o título campista e ao mesmo tempo o que a princípio seria o último título fluminense, o de 1975.

No entanto a fusão das entidades não ocorreu de imediato, por conta do interesse dos clubes cariocas, não desejosos de enfrentar clubes fluminenses em seu campeonato.

A FCF e a FFD, então, estabeleceram o chamado modus vivendi – as duas entidades permaneceriam separadas, cada qual com o seu campeonato, mas três clubes fluminenses ganhariam o direito de participar como convidados do campeonato carioca, permanecendo os restantes no campeonato fluminense (chamado pelos jornais, por vezes, de Campeonato de Profissionais do Interior) – os escolhidos de 1976 foram Americano, Goytacaz e Volta Redonda- vagas essas que teoricamente aumentariam até a fusão definitiva das entidades.

Em 1978, porém, ano em que abririam mais vagas no campeonato carioca para representantes de Niterói, São Gonçalo, Petrópolis e Nova Friburgo, um movimento liderado pelos cariocas São Cristóvão, Flamengo e Vasco da Gama tentou excluir os clubes do interior do campeonato. A briga foi resolvida pela Confederação Brasileira de Desportos, que por decreto obrigou a fusão da FCF e da Federação Fluminense de Futebol (FFF), nome adotado pela FFD em 1977, originando a atual Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ).

Apesar da fusão em 1978 a nova FERJ ainda realizou dois campeonatos distintos, um apenas para equipes da capital (o Campeonato Carioca, vencido pelo Flamengo) e outro para as equipes do interior (o último Campeonato Fluminense, vencido pelo Goytacaz), ambos classificatórios para o I Campeonato do Estado do Rio de Janeiro, a ser realizado em 1979. Com mais vagas para as equipes da capital do que do interior, com o propósito de reduzir a presença dessas equipes, esse sistema classificatória geraria outra crise em 1979, que acabou gerando dois campeonatos estaduais naquela temporada.

Os “últimos” campeões fluminenses, de 1975 a 1978 foram:

Ano                Campeão

1975            Americano (Campos)

1976           Central (Barra do Piraí)

1977            Manufatora (Niterói)

1978            Goytacaz (Campos)

Os campeonatos fluminenses disputados por clubes consagraram os seguintes campeões:

Títulos Clube

5 Títulos

Americano

Goytacaz

4 Títulos

Byron

3 Títulos

Central

Fonseca

2 Títulos

Adrianino

Barbará

Barra Mansa

Barreto

Fluminense

Icaraí

Niterói (como Manufatora A.C.)

Serrano

1Título

Ararigboya

Coroados

Eletrovapo

Elite

Frigorífico

Gragoatá

Niteroiense

Odeon

Parnahyba

Petropolitano

Rio Branco

Royal

Sapucaia

Portanto, são também campeões estaduais do rio de janeiro!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Na lista de Federação de Futebol do Rio de Janeiro esses clubes também deveriam aparecer como campeões!!!!!!!!!!!!!!!!

Fontes:

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אורן יומטוב