Troféu Otimista

O vascaíno que criou essa imagem merece o Troféu de Otimista do Ano!

Retrospectiva - Vasco 2015

Feliz 2016, amigos!

janeiro 5th, 2016 by Carlos Alberto | Sem Comentários »

“Tese sobre um homicídio” – Coritiba 0 x 0 Vasco – 38a. rodada Campeonato Brasileiro 2015

Passados alguns dias da tragédia (anunciada?!) ocorrida no último domingo, onde a raiva extrema misturada à tristeza puderam ser dissolvidas (para não interferirem no post, aliás, motivo pelo qual me ausentei do Blog nos últimos meses), volto ao Blogols para me manifestar sobre mais o terceiro rebaixamento do Gigante da Colina.

No bom filme argentino de 2013 que dá título a este post, Ricardo Darín (pra variar) é Roberto Bermudez, um professor especialista em Direito Criminal, que desconfia que seu melhor aluno é o autor de um homicídio cometido no pátio da faculdade durante uma de suas aulas. A obsessão em ajudar a resolver o caso, no decorrer do filme, se torna tão forte que em determinado momento o espectador não sabe se o brilhante aluno de fato é um criminoso ou tudo não seria fruto da imaginação de Bermudez.

Trago este paralelo para a nossa triste realidade vascaína após mais um rebaixamento. Quem é o autor do homicídio (rebaixamento) do Vasco? O presidente? O antigo presidente? As arbitragens “deficientes” em alguns jogos? A torcida?

Iniciamos o ano com um elenco modesto mas já com algumas escolhas equivocadas. Marcinho (ex-Flamengo, Vitória-BA, etc) chegou como o maestro para conduzir o time às vitórias e ganhou do presidente a camisa 10. Pouco depois, Dagoberto, jogador com histórico recente de muitos problemas físicos também chegou. O promissor técnico Doriva conseguiu tirar leite de pedra e montou um time coeso defensivamente e que tinha na bola parada o grande trunfo (até mesmo pela falta de um meio campista criativo capaz de construir tramas ofensivas). Nas semifinais do Carioca, o time passou pelo Flamengo, que tinha um elenco mais caro e com mais entrosamento, sem tomar gol e jogando bem. Pegou o Botafogo na final e, novamente jogando bem, venceu os dois jogos sagrando-se campeão após 12 anos de jejum. O presidente aproveitou a ocasião para suas famosas frases de efeito. A necessidade de reforços era nítida. Na mesma semana chegaram o lateral esquerdo Júlio Cesar e o volante Diguinho (que por coincidências do destino, terminariam o ano como titulares).

No primeiro jogo do Brasileiro, ainda de ressaca da conquista estadual, empate em 0x0 com o Goiás, em casa. No jogo seguinte, novo empate sem gols, desta vez fora de casa, contra o Figueirense. No terceiro jogo, o terceiro empate, desta vez tirando o zero do placar: 1 x 1 contra o Internacional, em São Januário. A deficiência ofensiva da equipe ficava cada vez mais evidente nos primeiros jogos do campeonato. Veio a quarta partida e começaram as “pauladas“: 3 x 0 para Atlético-MG, 3×0 para Ponte Preta (em São Januário!!!), 2 x 0 para o Atlético-PR, 3×1 para o Cruzeiro e 2 x 1 para o Sport. Em 24 pontos disputados, a equipe somava apenas 3. O saldo era de -11 (14 gols sofridos e 3 marcados). Embora o campeonato ainda estivesse no “início”, a situação não era nada animadora. Doriva, mesmo tendo tirado o time da fila de conquistas estaduais, não resistiu. Para o seu lugar, veio mais uma escolha equivocada: Celso Roth. Roth até venceu as duas primeiras partidas contra Flamengo e Avaí, ambas pelo placar mínimo (o time definitivamente não tinha vocação ofensiva). Mas depois conseguiu três derrotas em sequência para Chapecoense, São Paulo e Grêmio. A partida contra o tricolor paulista, além do placar elástico (4×0), ficou marcada pela quantidade de chances claras perdidas por Duvier Riascos (atacante colombiano emprestado, com o campeonato em andamento, pelo Cruzeiro) e pela estréia de Andrezinho (ex-Flamengo e Botafogo, também trazido com a competição nacional em andamento). Em seguida, uma surpreendente vitória contra o Fluminense, com gol de Andrezinho, o time jogando bem e água no chopp dos tricolores pela festa do “super”(?!) reforço Ronaldinho Gaúcho (anunciado semanas antes pelo presidente como jogador do Vasco). Após a vitória sobre o rival das Laranjeiras, mais duas derrotas frente à Palmeiras (4×1) e Corinthians (3×0). Neste momento o time possuía 12 de 45 pontos disputados. O saldo de gols era de -21. Até o próximo jogo contra o Joinville, naquele momento rival das últimas colocações do campeonato conosco, a equipe teria 10 dias de intervalo. Todos (torcida e mídia) clamavam pela demissão de Celso Roth, que não gozava da simpatia do próprio elenco (como ficou claro na queda de braço e saída do atacante Gilberto, um dos poucos que marcava gols no começo do ano). O presidente, mais uma vez, equivocadamente, decidiu mantê-lo. Uma grande campanha de mobilização foi feita. O Vasco jogaria no horário alternativo das 11h da manhã contra o Joinville em pleno domingo de dia dos pais. Apesar do bom público, o Vasco de Celso Roth não demonstrou evolução (dos 10 dias de treinamento). Pelo contrário, em mais uma fraca atuação da equipe, e principalmente de seu atacante Herrera (o Quase-gol“, mais um reforço trazido com o campeonato em andamento), o Vasco não tirou o placar do zero e deixou o Maracanã sob vaias. A teimosia do presidente, tinha se mostrado, novamente, equivocada. O correto seria consertá-la e demitir o treinador, que em 10 dias exclusivos de treinamento (algo raro no tumultuado calendário futebolístico brasileiro) não conseguiu melhorar a equipe, certo?! Errado. Técnico mantido e mais duas derrotas (ambas por 1×0) para Santos e Coritiba (nesta partida, enfim, estreou o tão sonhado camisa 10 criativo: Nenê). O Vasco terminava o primeiro turno da competição na última posição com ridículos 13 pontos (de 57 disputados) e saldo -23. Aí sim, o presidente resolveu demitir Celso Roth. O ex-lateral, da Seleção Brasileira e do próprio Vasco, Jorginho foi contratado.

A estréia foi com vitória contra o maior rival nas oitavas de final da Copa do Brasil: 1 x0, gol de Jorge Henrique (mais um trazido com o campeonato em andamento). A classificação seria confirmada no jogo da volta após empate em 1×1. No Brasileiro, entretanto, foram quatro derrotas seguidas, com destaque para o humilhante 6×0 diante do Internacional. Todos já davam o Vasco como rebaixado. Boa parte de sua torcida, inclusive. No entanto, na última derrota da série, contra o Atlético-MG, no Maracanã, algo raro apareceu: a equipe jogou um bom futebol. Na partida seguinte, veio então a primeira vitória: 1 x 0 contra a Ponte Preta, em Campinas, gol de Leandrão (trazido como solução para o ineficiente ataque, após se destacar pelo Brasil de Pelotas-RS na 3ª Divisão). Em seguida, mais uma vitória: 2 x 0 contra o Atlético-PR, em casa (segunda partida no campeonato em que o time marcava dois gols). Após duas vitórias, um empate contra o Cruzeiro em BH com gosto de derrota. Com o bom futebol apresentado, o 2×2 não foi justo (mais uma vez Willians, agora pelo Cruzeiro, dá manchete dentro da área e mais uma vez nada é marcado). A forma como se portou diante do remontado bi-campeão brasileiro, deixava claro o renascimento (tardio) da equipe na competição. A torcida recuperou a confiança e passou a comparecer em maior número. De quebra mais duas vitórias: contra Sport e Flamengo (Nenê marcaria, decisivamente, em ambas partidas). Na sequência, dois empates por 1×1 contra rivais de SC na luta contra o rebaixamento (Avaí e Chapecoense) e mais erros de arbitragem com pênaltis claros não marcados à favor do Gigante da Colina em ambas. O presidente enviou carta à CBF reclamando do ocorrido e denunciando que o Vice-Presidente da Federação (também Presidente da Federação Catarinense de Futebol) estaria assediando/influenciando os árbitros. De nada adiantou. No duelo seguinte, frente ao São Paulo na capital paulista, mais uma boa partida do time e, após um caminhão de chances desperdiçadas para matar o jogo (quando vencia, de virada, por 2 x 1), permitiu o, empate por 2 x 2 no fim (detalhe: no gol de empate do SP, Bruno Gallo sofre falta clara de Ganso na frente do árbitro, dentro da área vascaína, no primeiro pau. O árbitro nada marca e o gol ocorre justamente onde Bruno Gallo, em pé, deveria estar). O time não baixou a guarda e no jogo seguinte empatou sem gols com o Grêmio, sensação do campeonato pelo trabalho feito pelo técnico Roger Machado. Até ali o Vasco emplacava uma sequência de 9 jogos sem derrota: 4 vitórias e 5 empates (21 pontos de 27 disputados, mais do que todo o primeiro turno). Todos confiavam numa vitória contra o Fluminense (diante do bom retrospecto no clássico nos últimos anos), mas fomos derrotados pelo placar mínimo dando uma derrapada na reação. Mesmo assim, Jorginho, o elenco e (mais do que nunca) a torcida acreditavam no improvável. Nos cinco jogos que restavam o Vasco precisava ser praticamente perfeito. O retrospecto recente e o futebol apresentado pelo time davam indícios de que embora difícil, era possível. No jogo seguinte, frente ao Palmeiras, muitos vascaínos foram para São Paulo assistir a partida e foram brindados com uma bela e incontestável vitória por 2×0. Em seguida, lotaram São Januário para o duelo frente ao campeão brasileiro Corinthians, cujo título só foi confirmado nesta partida após o empate em 1×1 (gol vascaíno marcado por Júlio César, após grande jogada de Nenê). A situação ficou ainda mais complicada. Os vascaínos não desanimaram e a equipe seguiu na sua luta pelo impossível: mais uma vitória frente ao Joinville por 2×1 no mesmo estádio da barbárie de 2013. Nenê com belo gol, mais uma vez foi decisivo. Veio o penúltimo jogo contra o Santos em São Januário e, para aumentar a dramaticidade da epopeia vascaína, São Pedro resolveu fazer faxina neste dia. Nada que impedisse o Vasco de alcançar mais uma vitória, com mais um gol de Nenê. O time que tinha sido virtualmente rebaixado, pela crítica, pela torcida e, principalmente, pelo futebol apresentado, na primeira metade do campeonato chegava vivo à última e decisiva rodada. Para tal deveria vencer o Coritiba, adversário direto na luta contra o rebaixamento, fora de casa, e Avaí (contra o Corinthians em SP) e Figueirense (contra o Fluminense em SC) não poderiam vencer seus jogos. Em mais um jogo com muita chuva e com mais um pênalti não marcado a seu favor, o Vasco apenas empatou e foi rebaixado pela terceira vez (nos últimos sete anos!!!) em sua história, apesar da linda arrancada rumo ao improvável, com apenas uma derrota nos últimos quinze jogos do campeonato (sete vitórias e sete empates).

No dia seguinte o presidente convocou coletiva, disse que era o único culpado pelo rebaixamento. Em atitude louvável, diferentemente de seu antecessor, deu a cara à tapa. Mas colocou na conta “a terra arrasada” que encontrou. Vale lembrar que o presidente, antes de voltar à essa posição, ocupava o cargo de Presidente do Conselho de Beneméritos do Clube. Logo, não deveria ter sido “surpreendido”. Justificou que teve de pagar muitas dívidas e que o elenco foi montado com nenhuma contratação com custo para o Clube e dentro daquilo que orçamento permitia. Destacou os salários em dia (algo raro no clube nas duas administrações de seu antecessor). Bradou contra os erros de arbitragem. Fez mea culpa.

É claro que administrar um clube não é fácil e quem somos nós para reclamar e criticar sem vivenciar os bastidores?! Mas este rebaixamento foi construído a partir de escolhas equivocadas basicamente. A montagem do elenco foi errada. O título carioca deu a falsa impressão de que o elenco formado até ali seria suficiente para aguentar o Brasileiro sem sustos. Veio ainda a contratação errada de Celso Roth e pior ainda, a insistência nele. O time só começou a ter reforços de qualidade mediana para boa com o campeonato em andamento. A pergunta que todo vascaíno certamente fez: “O que teria acontecido se Jorginho e Nenê tivessem chegado antes?!“. Nunca saberemos. Os erros de arbitragem influenciaram?! É claro que sim. Mas daí para a conspiração, é algo bem maior. Se não tivéssemos feito o primeiro turno horroroso que fizemos, não precisaríamos nos apegar a isso.

Caímos a primeira vez. Os dirigentes que lá estavam não aprenderam. Os mesmos dirigentes conseguiram a proeza de rebaixar o centenário clube uma segunda vez. Não aprenderam e ainda nos proporcionaram uma participação mais do que vexatória na segunda divisão (3ª colocação, com direito a 5×0 para o Avaí, em casa). Com o atual presidente, que enchia o peito para dizer que com ele o time jamais cairia, vamos para nossa terceira ida ao inferno da 2ª Divisão. Nossa história sempre foi destacada por momentos de luta e superação, mas o cenário não é nada animador. Com a atual administração “conservadora”, mais do que nunca estamos/estaremos parados no tempo sem perspectiva de crescimento. A começar pelo sócio-torcedor, carro-chefe de receitas de todos os times, depois pelas bilheterias. Precisamos aumentar a capacidade de São Januário pra ontem. Não pela “modinha” de estádios novos que tomou conta do Brasil, mas pelo óbvio: maior capacidade = maior arrecadação (sem a necessidade de ingressos a preços indigestos, como contra o Corinthians e Santos nas rodadas finais do campeonato). Estamos parados no tempo. O Vasco mais do que nunca precisa de NOVOS SÓCIOS! Não só para aumentar a arrecadação, é claro. Mas porque precisamos de renovação na política vascaína. Ou iremos conviver eternamente com as mesmas figuras e as mesmas ideias, andando em círculos, correndo atrás do próprio rabo.

Espero que possamos acordar a tempo. Pois neste homicídio do terceiro rebaixamento há muitas teses, mas só um culpado.

 

Dicas de leitura de colunas sobre à disparidade do nosso clube perante outros:

O dinheiro arrecadado pelo Vasco é o mesmo há quatro temporadas. Faturava R$ 137 milhões em 2011 e encerrou 2014, segunda temporada na Série B, com R$ 129 milhões. O que é mais grave para os vascaínos é que, no mesmo período, adversários cresceram. Uns mais, outros muito mais. O Flamengo, apesar de ainda não ter conseguido eficiência no gasto da grana, foi de R$ 184 milhões recebidos em 2011 para R$ 347 milhões em 2014. Isso interfere. Talvez no passado o estilão “eu pago o que prometo” de Eurico, repetido à exaustão em discursos, decidisse a contratação de um atleta desejado por rivais. Hoje, com o dinheiro nas mãos de adversários, é outra história.” – http://epoca.globo.com/vida/esporte/noticia/2015/12/por-que-o-3-rebaixamento-do-vasco-nao-foi-o-ultimo-eurico-nao-cabe-no-futebol-moderno.html

 

Quando eu era garoto, na piscina, em um sábado de manhã, era comum avistar os sócios tomando banho de sol. Piscina que encontro melancolicamente fechada, aguardando, leio depois, uma reforma que não sai nunca. No geral, o estádio continua igual, o que é bom para a minha nostalgia, porém ruim para a realidade. Nos anos 90, estava na média do país. Hoje, olhando os outros estádios, é a manifestação em concreto e aço do Vasco atual: um clube que ficou no passado. […] Mais: o Vasco é um dos poucos grandes clubes sem um programa de sócios, prometido para 2016. Com tanto atraso e conflagração, saber que dos 32 jogadores contratados no ano, só um deu mesmo certo, Nenê, já não é surpresa.” – http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/meia-encarnada/post/por-que-continuar-vascaino.html

dezembro 10th, 2015 by Igor Serrano | Sem Comentários »

E o tal futebol brasileiro.?!?!?

Senhoras e senhores, amigos do Blogols…

Hoje vim aqui escrever algo que tem me intrigado – Qualquer rubro-negro a essa altura já está bradando pela brilhante sequência de vitórias prosseguida pela bisonha sequência de derrotas rubro-negra – mas não é, acho que disso eu só tenho rido porque não vou chorar, é sim pela situação do futebol brasileiro.

 Sede da CBF, no Rio de Janeiro.

Sede da CBF, no Rio de Janeiro.

Foto do Site: http://esporte.uol.com.br/futebol/

Parece que esse ano caminhamos para tudo o que é mais atrasado e retrógrado no futebol brasileiro, e também do futebol mundial. Saímos de uma Copa do Mundo em casa catando cacos de uma catástrofe nacional, mancha eterna nessa camisa cheia de glórias. Vá lá que, a bem da verdade, a seleção está muito mais manchada pela falta de transparência de gestão do que pela derrota em sí, e disso quero falar mais adiante, mas ainda somos brasileiros… É aquele povo sofrido, que acha que a corrupção não tem fim, que a impunidade nunca vai acabar ou que os impostos vão só aumentar. É o povo que ameniza no amor pelo futebol o sofrimento dos seus dias. E é doído ver minha seleção tão humilhada.

Mas fora de campo, o cenário é lamentável, desolador. Voltamos aos tempos de Euricos, cogitamos a volta do mata-mata, revivemos o que há de mais assombroso no futebol, em minha reles opinião, que é a suposta intervenção ou intimidação de arbitragens que é o que foi sugerido pelo mesmo Sr. Eurico Miranda à imprensa. O ex-mandatário da CBF está preso desde maio de 2015 e não acontece nada, nadinha aqui no Brasil? Nem uma apuração na CBF? Continuaremos sob a nefasta gestão desta mesma entidade? Mesmo com todos os indícios apresentados por toda a imprensa esportiva e , parece que, corroborado pelas autoridades americanas? É sério isso mesmo? É disso que estamos falando?

Os rumos do futebol brasileiro estão ao léu e a crise dentro de campo é produto da ineficácia dos caras que deveriam pensar no futebol do país e é triste ver essa paixão definhar. O brasileiro ainda ama futebol, mas assim como na política, está desencantado e desacreditado de tudo.

A alma do futebol brasileiro.

A alma do futebol brasileiro.

Foto do site: www.e-konomista.com.br

O futebol brasileiro anda tão sem rumo que a inciativa dos clubes na criação da liga Rio-Sul-Minas parece-me umas das poucas coisas boas do futebol nacional neste ano. Digo isso, não somente porque está o Flamengo envolvido, mas pela maior transparência na gestão das competições. Acho que a ideia é boa, mas está sendo mal-executada pelos clubes. Eu acredito numa liga nacional, que substitua os moldes da atual gestão de competições controlada pela sombria CBF. Uma liga que se auto regule, que tenha os próprios clubes em condições de igualdade para manter o princípio da boa-fé, pelo bem do nosso futebol, do contrário, estamos fadados a continuas a descida ao passado, aguardando que craques, gingado e o talento brasileiro resolvam nossos campeonatos e encham nossos estádios.

Logo, creio que apesar de boa, rachada, a iniciativa não me parece ter consistência para se fixar no calendário nacional e tomar espaço dos também já mortos campeonatos estaduais. Eu queria um campeonato mais bem organizado, com pelo menos alguns jogos dos seu time sem erros colossais de um juiz ou de um bandeirinha e também queria que não passasse pela minha cabeça que isso pode ser proposital, mas a verdade é que com tanta lama em que estamos chafurdados, isso passa na cabeça sim. E você pensa que é melhor desistir de ver, ler o ouvir qualquer coisa relacionada, mas a paixão fala mais alto e você está lá, passando a mesma raiva novamente!

E aí que vem a pergunta: Ninguém pode fazer nada por esse futebol? E aí você se lembra que o técnico da seleção é o Dunga…de novo. É nessa hora que você acorda do seu sonho de um futebol brasileiro, forte, estruturado, olhando para a frente com a certeza de voltar a ser celeiro de grandes talentos, competitivo, mágico…

Pelo amor de Deus Guardiola, assume o Brasil!

Pelo amor de Deus Guardiola, assume o Brasil!

Bom, se por agora, o que nos resta é bradar contra essa trajetória tresloucada para o apocalipse do nosso futebol, também pensei que deveria ter alguma coisa maneira hoje no futebol brasileiro. E pensei muito, mas não me decepcionei com minha memória, tem uma coisa maneira sim… tem o Neymar, joga muito.

Finalizo com saudações rubro-negras em férias para o nossos amigos alvinegros que praticamente se garantiram na séria A em 2016 e para nossos amigos vascaínos que também praticamente se garantiram para trocar de lugar com o Fogão neste mesmo ano!!!!!

novembro 3rd, 2015 by Diego Fernandes | Sem Comentários »

Acabou rápido o OBA OBA!

Desculpem-me, pois o Rock in Rio, atrasou meus horários, só estou voltando ao normal hoje. Como sempre, não vi o jogo, dessa vez não foi por falta de motivação, e sim porque estava no Rock in Rio curtindo. Mas, vi os melhores momentos dessa nova goleada do Atlético MG ( está virando rotina). Não foi como das outras vezes, em que o time já entrou morto em campo, nesse jogo houve falhas, mas também um pouco de falta de sorte com incompetência. Perder um pênalti no início do jogo é um absurdo. Pior é fazer um gol contra em seguida, desestabilizando o time.Pelo que pude ver, o Flamengo chegou a dominar a partida, chegando ao empate.

Só que prevaleceu a melhor fase do Galo mineiro, com dois cruzamentos na área na cabeça do zagueiro Jemerson, o jogo foi definido, eo flamengo deu adeus ao G4, com sérias chances de não voltar mais. O destaque do jogo foi o gol do Datollo, que acabou de vez com a carreira de jogador do pará, e fechando a goleada. Agora temos um jogo de vida ou morte, porque ganhando, voltamos a ter chances de ficar entre os quatro e mandar o Vasco para a lanterna novamente, acabando com essa sequencia de maus resultados contra eles. Domingo o Maraca vai ferver!

setembro 23rd, 2015 by Iônio Freire | Sem Comentários »

Saiba quanto seu clube ganha de cota de TV

Ao todo são R$ 1,1 bilhão pagos somente em 2015.

Este montante está dividido em R$ 650 milhões para jogos transmitidos pela TV aberta e R$ 450 milhões pelo pay-per-view, que inclui também os canais SportTV. Flamengo e Corinthians aparecem na frente com 18,35% do total, mais precisamente R$ 105,6 milhões para o rubro-negro carioca e R$ 96,2 milhões para o Timão.

ENTENDA A DIVISÃO

Grupo 1 – Corinthians e Flamengo – R$110 milhões cada
Grupo 2 – São Paulo – R$80 milhões
Grupo 3 – Palmeiras e Vasco – R$70 milhões cada
Grupo 4 – Santos – R$60 milhões
Grupo 5 – Cruzeiro, Atlético/MG, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo – R$45 milhões cada
Grupo 6 – Coritiba, Goiás, Sport, Vitória, Bahia e Atlético/PR – R$27 milhões cada

O contrato vigente entre a TV Globo e os clubes teve início em 2012 e caminha para o seu fim em dezembro de 2015. Para estipular o valor da cota fixa de cada clube, a emissora realizou uma pesquisa analisando a audiência estadual e nacional de cada agremiação no Brasileirão. Com os resultados em mãos, a detentora dos direitos de transmissão entendeu que os clubes deveriam compor grupos diferentes, com cotas diferentes, de acordo com a audiência de cada um.

Assim, Flamengo e Corinthians entraram no chamado “Grupo 1?. Palmeiras, São Paulo, Santos e Vasco, no “Grupo 2?, e assim sucessivamente. Para o sistema pay-per-view, as divisões são com base em pesquisas do Datafolha e Ibope, tendo como referência o número de pessoas que compra os pacotes. Segundo a Globo, hoje são cerca de 2 milhões de pessoas, em 20 milhões de lares, que possuem TV por assinatura.

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Em 2016, será feito um novo contrato, onde Flamengo e Corinthians ganharão mais, em detrimento de outros que ganharão menos, baseado nas pesquisas do Ibope.

Grupo 1 – Corinthians e Flamengo – R$170 milhões cada
Grupo 2 – São Paulo – R$110 milhões
Grupo 3 – Palmeiras e Vasco – R$100 milhões cada
Grupo 4 – Santos – R$80 milhões
Grupo 5 – Cruzeiro, Atlético/MG, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo – R$60 milhões cada
Grupo 6 – Coritiba, Goiás, Sport, Vitória, Bahia e Atlético/PR – R$35 milhões cada

Agora me digam: Em que grupo entraria o Botafogo?

setembro 17th, 2015 by Iônio Freire | Sem Comentários »

Flamengo na Libertadores 2016? Pra que?!

Por que a mulambada está toda cheia de graça (ok, boa sequência de vitórias)? Pra que eles querem disputar a Libertadores ano que vem, novamente?! Parece um sadomasoquismo coletivo sem tamanho, já que todo ano que disputam o torneio continental é a mesma coisa: eliminações ridículas para times sem camisa (vale lembrar: nenhum time brasileiro foi eliminado tantas vezes na primeira fase do torneio)!

Para aqueles quem não tinham discernimento ou ainda não eram nascidos na época, perguntem ao senhor que é comentarista da Globo como foi a única conquista.

Enfim, só para refrescar a memória mesmo, até porque esse tal de Iônio tá tomando conta do pedaço aqui diante da má-fase dos demais times cariocas…

 

eliminado

 

 

setembro 16th, 2015 by Igor Serrano | Sem Comentários »

Nós não temos meta, mas quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta!

A imbecilidade proferida pela nossa presidente, serviu de título para esse texto, porque o Flamengo, agora tem uma meta a ser atingida, que é a Libertadores. O futebol é bem simples: Se você vencer é gênio, caso contrário é burro! E está acontecendo exatamente isso com o Flamengo, com seus impressionantes 100% de aproveitamento, no segundo turno ( 6 jogos e 6 vitórias).Além de ser o mesmo time, já vem ganhando e bem, com vários desfalques, principalmente no ataque, o que não ocasionou queda de rendimento. O que mais me chama a atenção, é a evolução da zaga,que só tomou 3 gols em 6 jogos. Na gestão Cristóvão, todo jogo levava gol de cabeça. A fase é tão boa, que todo jogo tem um golaço para premiar a torcida. Esse do Paulinho foi incrível

O prolema agora é administrar egos, porque o Osvaldo terá problemas em escalar todos. Onde ele vai colocar o Paulinho, com a volta do Gerrero e sheik? Qual vai ser o meio campo, com a volta do Ederson e Alan Patrik? Esses agora, são os nossos maiores problemas.Ainda faltam 13 rodadas, e temos grandes clássicos fora de casa. O que não pode é perder ponto para time pequeno como o Vasco.

setembro 14th, 2015 by Iônio Freire | Sem Comentários »

Vitória convincente!

A confirmação da boa fase que o Flamengo passa se deu no Fla x Flu. Poderia ter sido uns 5, se não fosse o Cavalieri, como sempre.Estava em dúvida se realmente estávamos jogando bem, ou dando sorte, mas agora tenho certeza da melhora no time. A grande surpresa está sendo o Kayke, que depois de ser dispensado pelo clube, voltou para mostrar ao que veio. E com essa quarta vitória consecutiva, estamos na porta do G4, com possibilidades de lutar por uma vaga na Libertadores.

Mesmo com os desfalques, o time não caiu de rendimento, com uma excelente atuação do meia Alan Patrick e do incansável Sheik, que destruíram a defesa do Flu, se é que eles tem defesa. Com um início avassalador, o Fla com menos de 20 min já tinha feito 2 x 0, e poderia ter feito mais. Bom, vamos continuar com a humildade porque ainda tem muia água para rolar, e esse campeonato é um sobre e desce tremendo. A única certeza que temos é que o Vasco já caiu!

setembro 8th, 2015 by Iônio Freire | Sem Comentários »

Sorte ou competência?

Como explicar a mudança de postura do time em campo, depois da mudança de técnico? Em três jogos, três vitórias, e um gol sofrido, e já estamos na fila do G4. E o inexplicável é que o time é o mesmo, com a mesma zaga, que levava gol de cabeça em todos os jogos. São coisas que não tem uma explicação plausível.

Ontem jogamos como time grande, apesar dos desfalques do Guerrero e Ederson, os substitutos foram bem. Quero chamar a atenção para o Emerson, incansável e muito bom jogador, com seus 37 anos, corre mais que muito garoto por aí. Mas a pergunta que não quer calar continua: Como conseguimos perder para o Vasco?
Domingo vamos ver realmente se essa melhora vai se confirmar!

setembro 3rd, 2015 by Iônio Freire | Sem Comentários »

Cangaceiros, aqui é o campeão de 87!

Os cangaceiros, que se auto intitulam ,campeões de 1987 ( Copa união), tomaram um pau do campeão legítimo ( ganhou jogando), em casa, o que é pior. Tem times que são campeões em campo, e outros que apelam para o tapetão, para terem um título, que jamais teriam jogando. Mas quem tem boca ,fala o que quer. O número da camisa do Diego Souza, mostrava com quantos quilos ele entrou em campo, não conseguia nem correr e foi substituído.

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Eu poderia escrever sobre o jogo, mas tem a pergunta que não quer calar: Como conseguiram perder para o Vasco?

agosto 31st, 2015 by Iônio Freire | Sem Comentários »

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