Henrique Dourado vai resolver nossos problemas em 2017?

Henrique Dourado chegou ao Fluminense em junho de 2016 e tudo contou contra ele. Ele foi contratado para substituir o ídolo Fred, após este ter uma saída bastante conturbada do club. Por chegar no meio da temporada e não conhecer o elenco, a adaptação não foi muito boa e boa parte da torcida pegou no seu pé, inclusive, pedindo sua saída e rescisão do contrato de quatro anos (!!!).

Cá entre nós, a torcida do Fluzão é chata pra caramba quando pega implicância com algum jogador, seja ele contratado de fora ou das categorias de base. Nosso povo não costuma ter muita paciência e apostar em jogadores, isto é, pensar no longo prazo… Olhando pelo lado do Dourado, esses corneteiros imaginaram de cara ter um novo Fred no ataque tricolor e passou MUITO longe disso.

O Ceifador é um atacante brigador, que apesar de ser grandalhão, tem uma boa mobilidade pelo campo, não se limitando a ficar na área “lutando” com os zagueiros. Ele costuma voltar bastante para buscar jogo e assim chama a marcação, abrindo espaço para quem vem de trás, como o Wellington, Sorocaba e o Gustavo Scarpa. É uma atitude completamente tática e, na maioria dos casos, uma ordem do treinador. Repare que esse tipo de atuação não costuma ser valorizada por torcedores brasileiros, mas é uma demonstração do jogador de que ele está se aplicando taticamente.

O problema do nosso “homem de referência” no ataque é que para quem vê de fora, o que fica marcado são os dribles desconjuntados, o excesso de pernas e os gols feitos que ele costuma perder, mas reparem que isso costuma ser uma fase. Quando a bola começar a entrar, e torcemos todos por isso, ele tem tudo para cair nas graças da torcida. Eu acho que vale muito a aposta. É o principal atacante de área que temos no elenco e ele merece o apoio.

Sem contar que agora temos dois laterais que minimamente apoiam o ataque, bem diferente do que tínhamos em 2016. 

Ainda temos dois outros problemas relacionados com o Henrique Dourado.

O primeiro é a sombra do Fred… temos umas “viúvas” do antigo camisa 9 que são chatos demais e não conseguem desapegar. Não estou pregando que se esqueçam do Fred, longe disso pra caramba! O cara é um dos maiores ídolos da história do Fluminense, fez gols inesquecíveis e ganhou títulos importantes no Fluminense, mas… e aí que o “mas” ganha monumental importância! Ele não é mais jogador do Fluzão! É difícil entender isso? O Fred agora é jogador do Atlético Mineiro (argh!) e não pode nos ajudar com nada. Dá pra focar em quem veste a camisa tricolor em campo? Vamos fazer esse exercício?

O segundo problema se chama Pedro. Não que o garoto não tenha um futuro promissor… tem sim e só depende para que ele se torne um jogador muito importante para o Tricolor. É um jogador ainda em fase de formação, que precisa ter um pouco mais de rodagem, entrar em mais jogos e com isso ganhar mais experiência. Sou palpiteiro e não profissional do futebol, mas tenho comigo a impressão de que lançar o garoto como parte da torcida prega, pode só ajudar a queima-lo prematuramente com uma torcida que não costuma ter paciência… Devagar com ele, vamos aos poucos. Segurem a empolgação de vocês que temos muita temporada pela frente.

O nome da vez é HENRIQUE DOURADO! Vamos apoiar e estar ao lado dele. O voto de confiança ele merece, afinal de contas, Abel acredita nele. Se não render, vamos pegar no pé, cobrar e vaiar. E isso poucas torcidas fazem melhor que a gente.

 

Saudações tricolores!

fevereiro 4th, 2017 by Carlos Alberto | Sem Comentários »

Alguém sente saudades? Hahahahaha

Eu não!

fevereiro 3rd, 2017 by Carlos Alberto | Sem Comentários »

O que esperar da Máquina versão 2017?

Saudações tricolores, amigos do Blogols! Esse maravilhoso blog que está mais parado que a sala de troféus do Botafogo, a dignidade na vida do Vasco e a honestidade na vida do Flamengo. Só não ficou pior por causa do Igor… enfim. Mas vamos ao que interessa! Depois de muito tempo, vou voltar a escrever neste nobre espaço sobre o Fluminense e provocar muito nossos c0irmãos, afinal de contas, futebol sem senso de humor não tem graça…

Antes de chegar nos últimos jogos, vamos dar uma pincelada rápida sobre alguns assuntos importantes que ocorreram no Fluzão.

Pedro Abad é o novo presidente do Tricolor das Laranjeiras, venceu na eleição Celso Barros e Mário Bittencourt, ele pertence ao grupo político do Peter Siemsen, inclusive, participou da gestão. Até aí morreu neves, mas quando assumiu a gestão, ficou “assustado” com os problemas e do clube. Fala sério, né? Prometeu várias coisas durante o período eleitoral e depois voltou atrás. Pra quem não conhece, esse é atual mandatário do Club:

Tenso, hein?! Hahahahahahahaha tomara que ele seja melhor enquanto Presidente. Falando sério, que ele consiga ajeitar as contas e contratar cirurgicamente alguns bons jogadores para completar o elenco.

Agora temos um Centro de Treinamento para chamar de nosso! Bem… não só nosso, né? Temos uns vizinhos perigosos que já invadiram, espancaram os seguranças e ninguém foi preso. Dizem por aí que esses bandidos foram expulsos da Cidade de Deus por trazer uma “visibilidade negativa” para a comunidade… Esse é o nosso Rio de Janeiro. Se bem que ainda temos muito mais um canteiro de obras, mas o time já treina lá. E isso é foda pra caralho! Parabéns para o novo mecenas do Fluzão, o Pedro Antônio. Se bem que eu achei bizarro o cara ser homenageado em vida dando o nome para o CT, e vocês? Eu acho que a justiça com a história seria colocar o nome do Telê Santana.

Mas isso está bonito pacas!

A justiça precisa ser feita! O CT e a contratação os equatorianos foram dois gols de placa da gestão do Peter… E o que falar desses dois gênios Orejuela e Sornoza? Os caras jogam demais! Já caíram nas graças da torcida e já tem gente querendo saber quem será nosso adversário no Mundial de Clubes de 2018! Só para vocês entenderem a euforia, O Orejuela já jogou três partidas e não errou nenhum passe. Tá bom ou quer mais?

Mitos mitosos!

Ainda tivemos as saídas de algumas bactérias que tanto afundaram nosso time em 2016, Wellington Silva, Aquino, Rojas, Magno Alves (com respeito), Dudu e Cícero. Ainda faltam outros, mas já foi um ótimo começo! Essas dispensas foram ótimas notícias no início do ano.

E voltamos a ter um técnico digno de nossas tradições! Abel Braga é uma das pessoas mais experientes no que diz respeito a conhecer o clube! E isso faz diferença demais durante esse processo de renovação do elenco, subida de jogadores das categorias de base etc. O resultado? Agora temos um time com cara de Fluminense! Os jogadores se abraçam, têm prazer em jogar, estão felizes. Abel, sou seu fã! Ainda vou beber uma gelada com você no Chico e Alaíde! Me aguarde!

Abel MITO Braga

Sim, amigos! Agora temos um time que vai honrar nossas tradições! Cavalieri já está voltando a ser aquele paredão que conhecemos, nossa zaga ainda dá susto, mas já parece ser muito melhor que a baba do ano passado. Nossos laterais agora cruzam certo para a área! Acho que isso não ocorria desde a época do Edinho… Nosso meio de campo está se ajustando, mas já me arrisco a dizer que é SACANAGEM! Orejuela, Douglas, Gustavo Scarpa e Sornoza vão fazer chover pelos campos do Brasil e aí é que vemos o crime que foi não conseguirmos uma vaga na Libertadores deste ano. Seria título certo! Nosso ataque com Wellington, o verdadeiro Silva, e Dourado (aposto nele!) pode dar muito caldo. Lembrando que ainda temos o Pedro, que agora está machucado, mas vai nos dar muita alegria neste ano. Anotem aí e me cobrem depois.

A alegria voltou

Ainda faltam algumas peças e se elas vierem, podemos sonhar mais alto. Segundo o Abad, nossa prioridade no ano será a Copa Sul-Americana. Acho ótimo! É um título continental e rende uma vaga na Libertadores. Mas dá para beliscar o Estadual e a Copa do Brasil também. Uma tríplice coroa não cairia nada mal, hein?

É isso! Por enquanto!

 

fevereiro 3rd, 2017 by Carlos Alberto | Sem Comentários »

Na montanha russa do início da temporada, Vasco é goleado e faz papel de Pateta – Florida Cup – Vasco 1 x 4 Corinthians

11/12/2016. Campeonato Brasileiro 2016, série A, 38ª rodada. Corinthians é derrotado pelo Cruzeiro no Mineirão e fica fora da Libertadores da América (mais fácil de se classificar desde que o torneio foi criado) com a sétima posição. O time que foi a campo na ocasião foi: Walter, Fagner, Vilson, Balbuena, Uendel; Cristian e Camacho; Marlone, Rodriguinho e Giovanni Augusto; Guilherme. No segundo tempo ainda entraram Léo Jabá, Guilherme Arana e Romero.

19/01/2017, Florida Cup. O Vasco que treina desde o dia 02/01/17 tática e fisicamente e já havia vencido o Barcelona-EQU há alguns dias (graças a dois lances de bola parada), entra em campo para enfrentar o Corinthians de 2017, que se reapresentou apenas no dia 11/01/17. Ou seja, NOVE DIAS DEPOIS do time cruzmaltino. Muriqui, que havia começado o jogo anterior, foi poupado por conta de dores. Escudero, longe da forma física ideal, também virou opção no banco. O lateral Alan deu vaga a Henrique, que havia entrado melhor no segundo tempo da partida contra o time do Equador. Assim Cristóvão Borges mandou a campo: Martín Silva; Madson, Luan (Rafael Marques), Rodrigo e Henrique; Evander, Guilherme, Nenê e Julio dos Santos; Thalles e Eder Luis.

Já o Corinthians do técnico Fabio Carille (ex-auxiliar técnico que no ano passado havia sido efetivado, depois voltou a ser auxiliar por conta da contratação de Oswaldo de Oliveira e agora volta a ser efetivado) com problemas financeiros pouco contratou. Com uma dívida astronômica envolvendo o estádio que caiu no colo corintiano e diversos problemas administrativos, chegaram apenas os atacantes Luidy (ex-CRB de Alagoas), Jô (sem clube) e Kazim (ex-Coritiba) e os volantes Gabriel (ex-Palmeiras) e Paulo Roberto (ex-Sport). Ou seja, tudo no “bom” e barato (apostas).  O time que foi a campo para enfrentar o Vasco foi: Cássio; Fagner, Pedro Henrique, Balbuena e Moisés; Gabriel, Camacho, Romero, Rodriguinho e Marlone; Jô. No segundo tempo entrariam, dentre outros, Vilson, Cristian, Giovanni Augusto e Guilherme. Ou seja, basicamente o mesmo time que terminou o Campeonato Brasileiro da Série A 2016 na sétima colocação com treze derrotas, dez empates e quinze vitórias.

Sejamos francos, este Corinthians é um dos piores em qualidade técnica dos últimos anos. Nem de longe lembra o time que levou da gente o Brasileiro de 2011 (com a ajudinha do apito, é bem verdade), fazendo jogos equilibrados conosco naquele torneio e na Libertadores de 2012.

Perder de 4 x 1, no segundo jogo do ano, para uma equipe que terminou o Campeonato Brasileiro da série A “apenas” na sétima colocação e que se reapresentou e começou a treinar bem depois do nosso é para ligar o alerta. Eu sei…o time está se adaptando ao Cristóvão, não está no auge da forma física, é início de trabalho, etc etc. Não está tudo perdido. Não é o fim do mundo, mas é sim para ficar apreensivo. Em especial pela forma como foi.

Os dois primeiros gols do time paulista, ainda com a formação inicial, no primeiro tempo, foram falhas ridículas da marcação. A facilidade com que os jogadores tabelaram próximo à meia-lua e entraram na área é digno de “Casados vs solteiros“! Evander, volante inventado por Cristóvão, e Julio dos Santos bateram cabeça. E o que mais chama atenção é que em ambas jogadas, Evander, no auge de sua juventude, DESISTE do lance. Não acompanha! No segundo gol Nenê, muito mais velho que o hoje camisa 5, segue tentando auxiliar a marcação, numa zona do campo em que nem era para estar fazendo isso. E Evander não. Deixa pra lá.

No terceiro gol, após nova tentativa de tabela na entrada da área vascaína, Pikachu intercepta o passe final e toca para Rodrigo, dentro da área. O experiente zagueiro não afasta o lance e toca fraco para frente. Marquinhos Gabrel pega a sobra, leva até a linha de fundo e cruza no segundo pau onde estavam Kazim pelo Corinthians e Alan pelo Vasco. Alan vê a bola se aproximar pelo alto e tem o atacante corintiano à sua frente. Não tenta se antecipar a nenhum dos dois. Assiste de camarote o inglês naturalizado turco cabecear para o gol, se lamenta e aponta que estava preocupado em marcar outro corintiano.

No quarto, uma tentativa ineficiente de fazer linha de impedimento. Uma enfiada de bola conseguiu rasgar a linha e encontra Kazim pela direita do ataque. Indo em direção ao gol, sem ninguém à sua cola, ele esperou Martin Silva sair para rolar para o lado e Marquinhos Gabriel fazer Vasco casados 1 x 4 Corinthians solteiros.

Perder é do jogo. É um dos resultados possíveis para qualquer partida. Mas da forma como foi, com tanta apatia, infantilidade e erros, não. No entanto, há males que vêm para o bem. Talvez com o resultado desastroso e com dois gols diretamente ligados ao setor teste dos volantes, Cristóvão desista de inovar. E melhor ainda, a diretoria veja que para chegar ao “brigar nas cabeças” como anunciado, ainda falta bastante. Vide que perdemos com facilidade, sem esforço, de 2 a 1 para o time titular e 2 a 0 para o reserva do sétimo colocado do último Campeonato Brasileiro da Série A. E que se não fosse Martín Silva poderia ter sido mais. De se lamentar ainda que a pífia partida ofusque o belo gol de Eder Luis.

E que fique registrado. É melhor errar, perder, passar vergonha no início (o ideal seria não passar em momento algum masss…) da temporada do que no fim. Já tivemos dois exemplos distintos nesse aspecto.

Em 2015, também disputamos um torneio de pré-temporada, o torneio Super Series em Manaus contra Flamengo e São Paulo. Perdemos os dois jogos. Fomos campeões do Estadual alguns meses depois, mas fomos rebaixados no Brasileiro. Em 2011, tivemos o pior início de campeonato carioca de nossa história: quatro derrotas e um empate nos cinco primeiros jogos. PC Gusmão foi demitido, Ricardo Gomes trazido e três jogadores contratados (Alecsandro, Bernardo e Diego Souza). Fomos campeões da Copa do Brasil alguns meses depois, brigamos pelo título do Brasileiro até a última rodada, no ano seguinte chegamos às duas finais de turno no Estadual e saímos da Libertadores para o time que viria a ser o campeão, antes dos atletas começarem a ser vendidos ou deixarem o clube por via judicial por falta de pagamento. O que você prefere? O time que seja campeão, mas onere as já combalidas finanças do clube ou o que não seja campeão, mas passe sufoco no Brasileiro? Acho que a sua resposta certamente deve ser: “nenhum dos dois” (mas sim o time que seja campeão e não onere as finanças). O difícil é conseguir equalizar essas peças.

Sábado entraremos em campo pela disputa do terceiro lugar do torneio contra São Paulo ou River Plate. Esperamos uma mudança de postura, para que, assim, a torcida consiga enxergar a carruagem ao invés da abóbora nesse time do início da temporada 2017…

 

VASCO 1 X 4 CORINTHIANS

Local: Estádio Bright House Networks, em Orlando (EUA)
Data: 18 de janeiro de 2017, quarta-feira
Horário: 22 horas (de Brasília)

Árbitro: Esteban Rosano (EUA)
Assistentes: Abdel Kuttaineh e Hassan Belmnahia (ambos dos EUA)

Cartões amarelos: Julio dos Santos, Thalles e Rodrigo (Vasco); Gabriel e Paulo Roberto (Corinthians)

Gols: VASCO: Éder Luís, aos 24 minutos do primeiro tempo; CORINTHIANS: Camacho, aos 20, e Marlone, aos 45 minutos do primeiro tempo; Kazim, aos 36, e Marquinhos Gabriel, aos 44 minutos do segundo tempo

VASCO: Martín Silva; Madson (Yago Pikachu), Luan (Rafael Marques), Rodrigo e Henrique (Alan Cardoso); Evander (Bruno Gallo), Guilherme (Escudero), Nenê e Julio dos Santos (Andrezinho); Thalles (Ederson) e Éder Luís (Mateus)
Técnico: Cristóvão Borges

CORINTHIANS: Cássio (Caique França); Fagner (Léo Príncipe), Pedro Henrique (Vilson), Balbuena (Yago) e Moisés (Marciel); Gabriel (Paulo Roberto), Camacho (Cristian), Romero (Giovanni Augusto), Rodriguinho (Guilherme) e Marlone (Marquinhos Gabriel); Jô (Kazim)
Técnico: Fábio Carille

2017 - Florida Cup - Vasco 1 x 4 Corinthians]

 

janeiro 19th, 2017 by Igor Serrano | 1 Comentário »

Na terra do Mickey Mouse e do presidente Donald, foi o Barcelona-EQU quem pagou o pato! – Florida Cup – Vasco 2 x 1 Barcelona-EQU

No primeiro jogo de 2017, o Barcelona de Guayaquil como adversário em jogo válido pela Florida Cup. Com as reestreias de Cristóvão (técnico) e Muriqui, além da estreia de Escudero, o jogo prometia ser um bom teste. Claro, havia ainda o fator da memória afetiva por se tratar do adversário batido na conquista da Libertadores de 1998. O time equatoriano detém o último título nacional de sua liga, o que em tese proporcionaria alguma qualidade para o primeiro jogo da temporada. Aliás, este foi o segundo jogo de Cristóvão contra o Barcelona-EQU. Em 2012 na despedida de Edmundo, ele também foi o comandante do Gigante da Colina no amistoso em que o time equatoriano mandou a campo a equipe B e terminou goleado por 9 a 1.

A formação inicial foi a mesma que vinha treinando no Rio de Janeiro:  Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Alan Cardoso; Evander e Julio dos Santos; Escudero, Muriqui e Nenê; Thalles. E aí pudemos ver na prática a dupla de volantes criada pelo treinador contra um adversário mais forte que o Madureira e o Bonsucesso. Evander, meia-atacante de origem, e Julio dos Santos, terceiro homem de meio de campo. Ambos com habilidade nos pés, mas longe de serem exímios marcadores, em especial Julio, que ainda carece de velocidade. De fato a saída de bola melhorou infinitamente. Os dois têm qualidade e podem fazer diversos passes pro lado ou para trás sem sustos, ou ainda arriscar uma enfiada de bola. Mas a marcação tem que ser reajustada. Muriqui (esquerda) e Escudero (direita) em tese fechavam os lados quando o time não tinha a bola. E como saiu o gol do Barcelona-EQU? Justamente numa falha da marcação. Bola na esquerda da defesa, Alan acompanhava o seu marcador, houve ultrapassagem, a cobertura não funcionou (no replay é possível ver Muriqui chegando muito atrasado) e a bola foi rolada para a entrada da área. Rodrigo, Luan e Madson estavam em linha dentro da área. Vera só teve o trabalho de chutar rasteiro no contrapé de Martín Silva e abrir o placar para o Barcelona genérico, já que Julio e Evander, também alinhados, chegaram atrasados no lance e na proteção à zaga (as linhas de marcação não estavam próximas) e acabaram tomando uma bronca de Rodrigo ato contínuo.

Ok, estamos no início da temporada e a equipe ainda se acostuma com a filosofia do novo treinador, mas se realmente insistir com essa configuração ou o técnico ajusta a marcação ou tomaremos muitos gols. Fica inclusive o questionamento se quando os antigos titulares do setor estiverem à disposição irão retomar as vagas. Marcelo Mattos, após cirurgia, parece que irá demorar mais a retornar do que Douglas Luiz, à disposição da Seleção Sub-20. Algo me diz que Cristóvão tentará a dupla Douglas Luiz e Evander, visando o gás da juventude de ambos e o bom passe na saída de bola. A conferir.

A arbitragem, bem fraca, por pouco não estragou um jogo que tinha tudo para ser alegre (boa presença de ambas torcidas em um ensolarado dia na Flórida) como o Pateta. O time equatoriano abusou das faltas, algumas até desleais. Foram pelo menos três faltas dignas de cartão amarelo somente no primeiro tempo.

Embora nesse início de trabalho a busca seja de sair jogando com qualidade/boa saída de bola, as irritantes esticadas de bola de Rodrigo e Luan para o ataque voltaram a aparecer ontem. Não são chutões, mas são lançamentos ineficientes/pra ninguém.

Muriqui e Escudero foram discretos. Em especial Muriqui, em recuperação de lesão e escancaradamente fora de forma. Escudero até arriscou um chute de fora da área com perigo, mas a bola passou rente à trave direita do goleiro Banguera. Embora sejam reforços, não acho que devem ser utilizados por muito tempo enquanto não estiverem no ideal da forma física (e assim acertada a utilização de ambos apenas na primeira etapa). Os jogadores remanescentes da temporada passada pareciam muito mais inteiros. Principalmente Nenê, que após sua cobrança de falta aos 29’/1ºT, Rodrigo foi derrubado dentro da área e o árbitro marcou a penalidade. Nenê foi pra bola e, com a paradinha habitual, colocou goleiro para um lado e bola para o outro. Vasco 1 x 1 Barcelona-EQU. O bom entrosamento entre os camisas 3 e 10 ficou evidente. No fim do primeiro tempo em nova falta, Nenê novamente procurou Rodrigo na segunda trave e por pouco o gol não saiu. A dobradinha voltaria a aparecer decisivamente no segundo tempo (38’/2ºT) quando Nenê mais uma vez cobrou falta e Rodrigo testou para marcar o gol da vitória.

No segundo tempo Cristóvão mandou a campo Eder Luis, Henrique, Guilherme Costa e Ederson. De positivo a se registrar a performance dos garotos Henrique e Guilherme Costa. O lateral esquerdo sempre foi tido como uma grande promessa em São Januário e apontado até mesmo como o “novo Felipe”, mas em paralelo sempre teve as múltiplas contusões como tormento. Lançado em 2013 no profissional por Dorival Junior, nunca conseguiu se firmar. No entanto ontem mostrou disposição, partiu pra cima e em diagonal. Ao contrário de Alan, que não foi mal no primeiro tempo mas busca muito mais as jogadas de linha de fundo e tabelas, Henrique é mais agressivo e tenta o drible. A briga pela posição promete ser boa e genuinamente da casa se não vier nenhuma contratação para o setor. Já Guilherme Costa, que sempre teve passagens destacadas pelas seleções de base e fez um bom Campeonato Carioca 2016 emprestado ao Boavista, também pediu passagem com a boa atuação de ontem buscando jogo e quase marcando de canhota após boa jogada de Henrique.

Na próxima rodada (“semifinal”), teremos o Corinthians na quarta-feira às 22h (horário de Brasília) em mais um bom teste de início de temporada por ser um adversário do Campeonato Brasileiro deste ano. Se passarmos poderemos enfrentar outro time da campanha da Libertadores de 1998: o River Plate, que pega o São Paulo na outra “semifinal”.

 

VASCO 2 X 1 BARCELONA-EQU

Florida Cup – “Quartas de final”

Estádio: Central Broward Stadium – Lauderhill, Flórida (EUA)
Data: 15/01/2017 (domingo)
Hora: 17h (Horário de Brasília) – 14h (Horário local)

Árbitro: Andres Pfefenjorn (EUA)
Árbitros Assistentes: Trent Vanhaitsma (EUA) e Anya Voigt (EUA)

Público e renda: Não divulgados

Cartões Amarelos: Alan Cardoso 21’/1ºT (VAS), Marcos Caicedo 39’/1ºT (BAR), Dario Aimar 43’/1ºT (BAR), Gabriel Marques 16’/2ºT (BAR), Luan 24’/2ºT (VAS) e Evander 33’/2ºT (VAS)
Gols: Washington Vera 21’/1ºT (BAR), Nenê (pênalti) 29’/1ºT (VAS), Rodrigo (cabeça) 38’/2ºT (VAS)

VASCO: Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Alan Cardoso (Henrique 5’/2ºT); Evander e Julio dos Santos; Escudero (Guilherme Costa, intervalo), Muriqui (Eder Luis, intervalo) e Nenê; Thalles (Éderson 20’/2ºT). Técnico: Cristóvão Borges.

BARCELONA-EQU: Maximo Banguera (Damián Lanza 21’/2ºT); Pedro Velasco (Tito Valencia 14’/2ºT), Xavier Arreaga (Jonatthan Mena, intervalo), Dario Aimar e Mario Pineida (Beder Caicedo 22’/2ºT); Oswaldo Minda (Richard Calderón 11’/2ºT), Gabriel Marques (Segundo Castillo 24’/2ºT), Washington Vera (José Caicedo 24’/2ºT) e Eryck Castillo (Jonatan Álvez 22’/2ºT); Ely Esterilla (Andy Casquete 27’/2ºT) e Marcos Caicedo (José Ayoví 15’/2ºT). Técnico: Guillermo Almada.

 

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janeiro 16th, 2017 by Igor Serrano | 1 Comentário »

Retrospectiva 2016 – Os dez gols mais bonitos do Vasco no ano

Feliz ano novo, adeus ano velho!

Um ano que começou com gosto amargo, deu uma adoçada na boca com o bicampeonato invicto carioca e que quase terminou com problemas nos corações vascaínos (pelo segundo turno pífio no inferno da segundona).

Bem-vindo 2017, esperamos nunca mais frequentar o fundo do poço (isso depende dos sócios e de quem gere o clube)!

Para aliviar, relembremos os dez gols mais bonitos do Gigante da Colina no ano!

 

1 – Éderson – Série B – Paysandu 3 x 1 Vasco

 

 

2 – Riascos – Campeonato Carioca – América 1 x 3 Vasco

 

3 – Yago Pikachu – Série B – Vasco 2 x 0 Joinville

 

4 – Ederson – Série B – Vasco 2 x 1 Bragantino

 

5 – Nenê – Campeonato Carioca – Bonsucesso 1 x 3 Vasco

6 – Nenê – Série B – Vasco 4 x 3 Bahia

 

7 – Andrezinho – Série B – CRB 1 x 2 Vasco

 

8 – Nenê – Série B – Oeste 1 x 1 Vasco

 

9 – Nenê – Série B – Vasco 4 x 3 Bahia

 

10 – Thalles – Campeonato Carioca  – Vasco 1 x 0 Botafogo

dezembro 31st, 2016 by Igor Serrano | Sem Comentários »

“Isso é tudo, Pessoal (That’s all, Folks)!” – Vasco 2 x 1 Ceará – 38ª rodada – Série B 2016

Toda criança ou adulto sabe quem é o Pernalonga, o popular coelho malandro que é sempre perseguido por seu rival Patolino. No desenho comédia da Warner, o pato não se conforma com a esperteza do coelho de conseguir se dar bem e sempre que é superado lança a clássica frase: “Você é desprezível!“.

Já a tragicômica terceira e humilhante participação vascaína na segunda divisão nacional, ontem, finalmente, chegou ao fim. Com preços populares (prática inédita no ano), o Maracanã ficou pequeno. A torcida compareceu e esgotou todos os ingressos. E a massa vascaína mais uma vez demonstrou sua heterogeneidade.

Nos dias que antecederam a partida, muitos protestos foram convocados pela internet (palco de muitas ideias, mas de poucas práticas). Faixas e cartazes foram encomendados e os torcedores convidados à comparecerem com camisas pretas, em sinal de luto pela campanha ridícula e agoniante na Série B.

Ao chegar nas cercanias do estádio, já fui surpreendido. Primeiro pela falta de adesão à camisa preta (uma iniciativa interessante, embora pouco efetiva visualmente se não aderida de forma maciça). Muitas camisas brancas e coloridas (as de goleiro, treino e etc) eram vistas. E segundo, e mais surpreendentemente, a alegria de alguns torcedores. Não parecia que o Vasco estava prestes a disputar o jogo mais importante de sua história (que poderia significar a disputa pela quarta vez da série B ou a volta à elite), mas sim uma final de campeonato. Muitos torcedores estavam entusiasmados, felizes, cantavam empolgados como se fosse o primeiro jogo do Gigante da Colina no ano. E talvez fosse para eles. Com o país numa situação caótica, a taxa de desemprego crescendo e o Vasco com um dos ingressos mais caros (por conta do Sócio-Torcedor Gigante), quem me garante que ontem realmente muitos torcedores não foram pela primeira vez no ano assistir o Cruzmaltino?! Isso ainda ficaria mais evidente dentro do Maracanã (?!) e ao término do jogo.

Lá dentro, nervoso e apreensivo, enquanto bebia a cerveja como se água fosse, comecei a reparar no comportamento da torcida quando da escalação dos onze iniciais no telão. A primeira bola fora já foi chutada da arquibancada. Vaias a Madson, Diguinho e Jorge Henrique quando tiveram seus nomes anunciados pelo sistema de som. Depois cantaram os nomes de todos os jogadores mas não do volante platinado. Comportamento oposto ao apoio incondicional durante os noventa minutos prometido na internet.

Com a bola rolando, o que se viu nos primeiros quarenta e cinco minutos foi digno de Contos da Cripta. Parecia que era o Ceará que disputava o acesso, não o contrário. À exceção de um chute fraco de Thalles, após bom domínio e giro em cima da marcação, as melhores chances foram do time nordestino, que chegava com facilidade até a meta de Martín Silva. Madson, talvez ainda mais nervoso pelo “apoio” da galera, fez a sua pior partida com a camisa do Vasco. Na marcação abandonava o seu setor, deixando uma bela avenida para Felipe e Wescley atravessarem. No ataque nunca partia para cima, com medo de errar e tomar uma sonora vaia, sempre tocava para trás. Diguinho, responsável direto pela derrota para o Criciúma, em Santa Catarina, se esforçava para calar seus ferozes críticos, mas não havia mágica que pudesse ser feita diante do baixíssimo nível apresentado pelo volante nos últimos tempos. Jorge Henrique, que um dia foi atacante mas que há muito cumpre função tática de marcação e posicionamento (algo invisível aos olhos da galera), fazia seu papel, o que para muitos é a de nada fazer.

O Náutico, concorrente direto no acesso, ia perdendo em casa para o Oeste-SP (o que garantiria a subida vascaína independente do resultado de seu jogo). A torcida rapidamente propagava a informação pela arena. San Martín Silva, o Santo Uruguaio da Colina, ia salvando. Uma…duas…três…até que não teve jeito. Água mole, em pedra dura…E o lateral esquerdo Eduardo acertou um chutaço no canto direito de Silva. Vasco 0 x 1 Ceará. E aí com 27 minutos do primeiro tempo, acabou o amor. Sonoras vaias (e o apoio irrestrito nos 90 minutos?!), xingamentos ao atual presidente e cânticos pedindo a sua saída. Com essa ajuda, o Ceará seguia chegando com facilidade até a área vascaína e parecia estar mais próximo de marcar o seu segundo do que o Vasco de empatar. No entanto, o placar se manteve até o fim da primeira etapa. Na saída do time do campo, tímidos cantos de “O Vasco é o time da virada“, algumas vaias e pedidos de disposição. E aí algo aconteceu no vestiário. Não sei se a diretoria aumentou o bicho pela vitória (numa tentativa desesperada de estimular o elenco), Jorginho fez um baita discurso motivacional, ou outra coisa aconteceu. Mas que o time voltou para a segunda etapa a mil, isso foi notório. Nem pareciam os mesmos jogadores da primeira etapa, tamanha disposição e entrega nos minutos iniciais.

Aproveitando o intervalo, Jorginho sacou o perseguido Diguinho e colocou Eder Luis. Assim prendeu Madson no campo de defesa até o fim do jogo (não chegaria sequer perto do círculo central até o apito final) e colocou o Chico Bento da Colina bem aberto pela direita. Eder se mostraria com estrela mais uma vez. Ausente até mesmo do banco de reservas nas últimas partidas, teria participação direta nos dois gols do também perseguido Thalles, que em apenas quatro minutos jogados viraram a partida para o Gigante da Colina. Com a vantagem no placar, o time vascaíno passou a administrar o jogo. As vaias cessaram e os xingamentos ao presidente também. O Ceará se manteve de forma perigosa. Mas não teve jeito. Final Vasco 2 x 1 Ceará. E aí veio novamente o choque de diferenças.

Num dos protestos programados pela internet, de forma justa (pelo futebol fraco e a campanha vergonhosa no segundo turno da competição), foi programado uma vaia generalizada (tal como em 2014, na penúltima rodada contra o Icasa) e ininterrupta por cinco minutos após o apito final. Entretanto, ela não foi uníssona. Alguns muitos torcedores (provavelmente os mesmos que apresentavam alegria antes da partida) vibravam e ensaiavam um grito de “O campeão voltou!“, prontamente abafado pelos demais presentes. Para os que vivem o dia-a-dia do clube, não há motivos para comemoração (e sim de apreensão). O Vasco voltar à elite não é conquista, é obrigação. Mas entendemos e respeitamos o torcedor que, alheio à todas as questões que envolvem o clube (finanças, 2017 ser ano eleitoral, etc…), fique feliz por ver seu clube de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído.

A vaia prosseguiu, mas não chegou aos cinco minutos planejados. Logo alguns cartazes pedindo a saída do presidente surgiram, assim como letras douradas formando “1ª divisão” e “Aqui é Vasco!“. Comportamentos tão opostos, mas igualmente democráticos. Os torcedores partiram. Uns aliviados, outros revoltados e alguns entusiasticamente felizes.

O (terceiro) ciclo no inferno da segunda divisão acabou. Tal como uma criança teimosa que só aprende a lição quando se dá mal, o sócio vascaíno precisa encarar 2017 como um ano diferente. O Club de Regatas Vasco da Gama por três vezes foi motivo de chacota nacional. Se você não quer ver o seu amado clube como um cachorro correndo atrás do próprio rabo, busque conhecer as correntes e as alternativas para o triênio 2018-19-20, tenha interesse pela política do clube. Polarizar “A” vs “B”, “coxinha” vs “petralha”, não é fazer ou discutir política. Tem gente sim com boas ideias para o futuro do clube, basta procurar e, é claro, respeitar as opiniões contrárias. Não adianta acompanhar o futuro do clube pela tela do smartphone ou notebook e esperar a vaca ir para o brejo para perguntar: “O que é que há, velhinho?!“.

 

Sentimento de alívio. Sabemos que temos de melhorar para o ano que vem” – Martín Silva, ao término do jogo.

 

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novembro 27th, 2016 by Igor Serrano | Sem Comentários »

Futebol brasileiro à espera de seu Heysel

Em 1985, no auge dos problemas causados pelos Hooligans, Liverpool e Juventus foram até a cidade de Bruxelas, na Bélgica, disputar a final da Liga dos Campeões da Europa no Estádio de Heysel. Durante a partida torcedores do Liverpool partiram pra cima dos torcedores da Juventus e o saldo foi de 39 torcedores da Juventus, dentre eles uma criança de apenas 10 anos, mortos esmagados/asfixiados enquanto tentavam fugir do ataque da torcida inglesa. O episódio ficou conhecido como a Tragédia de Heysel.

E o que aconteceu depois disso? Um verdadeiro divisor de águas na Inglaterra. Ou melhor, no futebol inglês.

Para começar a UEFA puniu TODOS os clubes ingleses com suspensão de cinco anos de participação em todas as competições europeias. O governo inglês da época, da Primeira Ministra Margaret Thatcher, tratou a situação de forma séria. Transformou  a conduta desordeira em estádios de futebol em crime e em 1985 (!) passou a utilizar em massa o monitoramento dos torcedores que iam aos estádios, com a obrigação de salas QG’s de controle das imagens no estádios. Isso não impediu, é claro, que a violência deixasse de existir na Terra da Rainha, especificamente no futebol. Mas impôs uma série de dificuldades ao torcedor (?!) que pretendia comparecer para fazer tudo menos assistir ao jogo, além de punição realmente duras. No livro “A rainha de chuteiras – Um ano de futebol na Inglaterra” de Marcos Alvito, é descrito o cotidiano das forças de segurança inglesas em um dia de futebol na temporada 2007/2008:

[…] ali estava eu diante de Brian Drew, diretor do Football Police Unit (FPU), o órgão que coordena todo o trabalho policial em jogos de futebol na Inglaterra. […] Quando o entrevistei, havia dezenove anos que Bryan trabalhava coordenando os esforços da polícia no sentido de ‘enfrentar a desordem relacionada ao futebol’. A FPU chefiada por Drew e formada por cerca de vinte homens, é um órgão de gerenciamento e consulta, dedicada sobretudo ao trabalho de inteligência.

Para cada um dos clubes de futebol da Inglaterra e Gales há um Football Inteligence Officer (FIO), um policial que dedica boa parte do seu tempo a colher informações sobre os chamados risk supporters (torcedores de risco), ou seja, os torcedores que podem vir a criar algum problema antes, durante ou depois do jogo. Bryan explica que depois de décadas de experiência, eles conseguiram classificar os torcedores em três categorias: ‘primeiro você tem as pessoas que nunca irão causar um problema’. Depois, ‘você tem uma pequena minoria que vai com o intuito de ser um problema’. E entre essas duas, ‘você tem um grupo de pessoas que pode se comportar de uma forma ou de outra, dependendo de quanta bebida tomaram, ou das oportunidades para bagunça no caso de a polícia não estar presente’.

O FIO de determinado clube vai a todos os jogos, fotografando, filmando, requisitando gravações do circuito interno de TV, enfim, coletando dados e provas acerca dos torcedores de risco. Para obter informações vale tudo, inclusive recrutar espiões dentre os grupos de hooligans, recompensando o informante com dinheiro ou com um alívio de pena. Muitas informações, porém, são voluntariamente obtidas junto aos próprios hooligans, que depois de horas bebendo no pub muitas vezes dão com a língua nos dentes, anunciando ações futuras ou se vangloriando do que fizeram, tudo diante do FIO.

Os dados obtidos pelos policiais ficam em um site administrado pela unidade chefiada por Drew. Digamos que Leicester vá receber a visita do Coventry pelo campeonato da Segunda Divisão. Para avaliar o risco presente naquele jogo e as medidas que deverão ser tomadas, o FIO do Leicester entra no site da FPU e colhe os dados dos torcedores de risco do Coventry: quantos eles são, se têm agido ultimamente, se muitos deles pretendem vir a Leicester, se estão planejando alguma briga e por aí vai… Além dos dados obtidos no site da FPU, ele entra em contato direto com o FIO do Coventry, que lhe passa as informações mais recentes. Além disso, o FIO viaja junto com os torcedores do clube, não somente para colher informações sobre eles, mas também para ajudar seus colegas de Leicester.

O relatório de cada jogo está disponível nesse site, contendo um repertório sobre os torcedores dos 92 clubes das quatro primeiras divisões do futebol inglês. Portanto, a primeira tarefa do Football Police Unit é coordenar e disseminar toda a inteligência policial acerca dos ‘torcedores de risco’ da Inglaterra e de Gales (a Escócia tem uma força policial independente). Eles são responsáveis pela criação daquilo que Bryan chama de National Football Intelligence Network (Rede Nacional de Inteligência relacionada ao Futebol), articulando todos aqueles envolvidos no combate à violência causada por torcedores de futebol.

Com base nessas informações, os FIOS colhem provas contra os ‘torcedores de risco’, aqueles sabidamente inclinados à violência. O objetivo último é reunir um conjunto de provas suficiente para afasta-los, ao menos temporariamente, dos jogos de futebol. Por exemplo: se o FIO e os outros policiais conseguirem provar que um determinado torcedor frequenta bares onde grupos de hooligans se reúnem, se ele foi filmado dentro do estádio cantando insultos racistas e fotografado na rua brigando com torcedores de outros times, esse material incriminatório é levado a um juiz que emite então uma FBO (Football Banning Order) – uma Ordem de Banimento do Futebol.

Essa figura jurídica foi criada em agosto de 2000 e em março de 2008 havia mais de 3,5 mil torcedores submetidos a uma FBO. O banimento do futebol varia entre um mínimo de três e um máximo de dez anos. Algumas vezes não há provas suficientes para uma condenação, mas há material bastante para que seja emitida uma FBO, que corre paralelamente ao processo criminal, isto é, o sujeito pode ser condenado à prisão e ao mesmo tempo estar submetido a uma FBO. Nove em cada dez torcedores banidos praticaram violência, oito em cada dez estiveram envolvidos em atitudes racistas e um em cada sete em desordens.

Quando não há provas suficientes nem mesmo para o banimento, o dossiê reunido pela polícia é passado para o clube, que tem o direito de proibir a entrada daquele torcedor no estádio, inclusive para sempre, já que se trata de propriedade privada. Ou seja, há um verdadeiro cerco aos torcedores violentos e/ou problemáticos. Aquele que recebeu uma FBO não pode frequentar jogos de futebol, muitas vezes sendo obrigado até a ficar a uma boa distância do estádio – o que impede inclusive que ele se encontre com seus parceiros em um pub, por exemplo. Além disso, o torcedor banido é obrigado a entregar o seu passaporte à polícia toda vez que a seleção da Inglaterra viaja ao exterior. Na prática, portanto, a FBO tem a força de limitar seriamente os direitos e as liberdades do indivíduo, ao menos em dias de jogo. Bryan Drew e a equipe da FPU coordenam nacionalmente as FBOS, enviando cartas para os recém-banidos, comunicando-lhes que precisam entregar seu passaporte, apresentar-se à polícia e por aí vai” (págs 215-217).

No Brasil, temos (ou melhor, os governantes que elegemos têm) a mania de empurrar os problemas para debaixo do tapete. Ou pior, esperar o tapete rasgar para enfim pensar o que fazer com a sujeira. Enquanto não houver uma mudança brusca na forma de lidar com incidentes provocados no âmbito esportivo, situações como a ocorrida no último domingo no Maracanã serão cada vez mais “comuns”/”ordinárias” no nosso dia a dia.

Não podemos generalizar que todo torcedor organizado é um criminoso. Como em qualquer associação de pessoas, existem pessoas boas e pessoas mal-intencionadas. A torcida organizada quando se presta a ser parte do espetáculo com cânticos, bandeiras e festa, regendo os presentes no estádio, soma. Quando vai ao estádio, ou nas cercanias dele, com o único intuito de defender uma suposta honra coletiva, não está somando. Pelo contrário, está pondo em risco as vidas de quem não está interessado naquela “disputa de poder” e ainda dá um verdadeiro “tiro no pé” para o clube, sempre punido (dependendo do time, é claro, infelizmente) por estas atitudes.

No caso do incidente de domingo, apenas uma pequena parte da torcida do Corinthians se envolveu na confusão com os policiais cariocas, que impediram a invasão ao setor do Flamengo. Muitos outros torcedores estavam presente no setor corintiano, mas por que não se juntaram àqueles?! Simples, pois foram ao estádio para assistir ao jogo, não para violência. O que mais se espanta é que no caso da torcida do time paulista determinados indivíduos especificamente estão sempre envolvidos em incidentes pré ou pós-jogos independente da cidade. Por que? Simples, nossa legislação é insuficiente. Já passou da hora de tornar a punição mais rígida. Criar órgãos responsáveis pelo combate ao crime praticado nas competições esportivas. O Rio de Janeiro tem o GEPE da Polícia Militar, mas não é o suficiente. É de suma importância o trabalho em cooperação entre Governos Federal, Estadual e Municipal, Polícia, Ministério Público, Clubes e Federações.

Hoje o Estatuto do Torcedor (Lei 10.671) prevê:

Art. 2o-A.  Considera-se torcida organizada, para os efeitos desta Lei, a pessoa jurídica de direito privado ou existente de fato, que se organize para o fim de torcer e apoiar entidade de prática esportiva de qualquer natureza ou modalidade.

Parágrafo único.  A torcida organizada deverá manter cadastro atualizado de seus associados ou membros, o qual deverá conter, pelo menos, as seguintes informações: I – nome completo; II – fotografia; III – filiação; IV – número do registro civil; V – número do CPF; VI – data de nascimento; VII – estado civil; VIII – profissão; IX – endereço completo; e X – escolaridade.

Art. 41-B.  Promover tumulto, praticar ou incitar a violência, ou invadir local restrito aos competidores em eventos esportivos:

Pena – reclusão de 1 (um) a 2 (dois) anos e multa.     

§ 1o  Incorrerá nas mesmas penas o torcedor que:

I – promover tumulto, praticar ou incitar a violência num raio de 5.000 (cinco mil) metros ao redor do local de realização do evento esportivo, ou durante o trajeto de ida e volta do local da realização do evento;

II – portar, deter ou transportar, no interior do estádio, em suas imediações ou no seu trajeto, em dia de realização de evento esportivo, quaisquer instrumentos que possam servir para a prática de violência.

§ 2o  Na sentença penal condenatória, o juiz deverá converter a pena de reclusão em pena impeditiva de comparecimento às proximidades do estádio, bem como a qualquer local em que se realize evento esportivo, pelo prazo de 3 (três) meses a 3 (três) anos, de acordo com a gravidade da conduta, na hipótese de o agente ser primário, ter bons antecedentes e não ter sido punido anteriormente pela prática de condutas previstas neste artigo.

§ 3o  A pena impeditiva de comparecimento às proximidades do estádio, bem como a qualquer local em que se realize evento esportivo, converter-se-á em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento injustificado da restrição imposta.

§ 4o  Na conversão de pena prevista no § 2o, a sentença deverá determinar, ainda, a obrigatoriedade suplementar de o agente permanecer em estabelecimento indicado pelo juiz, no período compreendido entre as 2 (duas) horas antecedentes e as 2 (duas) horas posteriores à realização de partidas de entidade de prática desportiva ou de competição determinada.

 

Proibir a entrada de determinada torcida organizada no estádio não impede a sua presença. Quem frequenta estádio sabe que aquela estará presente da mesma forma mas “à paisana“. O problema é muito maior.

Como é feito o controle? Existe um cadastro para os torcedores “ficha suja”? A Polícia monitora quem está indo ao jogo ou não antes da partida acontecer? Os clubes brasileiros recebem uma lista com os nomes dos torcedores proibidos de comparecer aos jogos? As bilheterias tem uma lista daqueles para quem em tese não poderiam vender ingresso? Muitas perguntas,  mas os atos de vandalismo em repetição nos levam a crer que a resposta é: não.

O esporte, especificamente o futebol, que já foi reiteradamente utilizado como instrumento de controle político das massas, hoje é apenas uma amostra do caos político-criminal que vivemos, refletido sobretudo no desinteresse dos governantes em garantir de fato a segurança e o bem-estar à população que a Constituição determina (“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade” – Art. 5º  da Constituição Federal).

Pobre futebol brasileiro. Pobre sociedade brasileira. Esperamos não ter o nosso Heysel para que o Poder Público acorde e tome medidas mais enérgicas. Ate lá o tapete que cobre o futebol brasileiro seguirá transbordando de sujeira…

 

 

outubro 27th, 2016 by Igor Serrano | 1 Comentário »

Faltam 7…

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Faltam 7…

O Vasco que começou o ano “empolgando”, conquistou o bicampeonato carioca de forma invicta e manteve 34 jogos de invencibilidade, é o mesmo Vasco que vai terminar o ano de forma melancólica a Série B. Quarto, terceiro, segundo ou campeão? Pouco importa. Como bem disse Martín Silva na última semana, conquistar (e participar de) mais uma Série B nada soma à grandeza do C.R. Vasco da Gama.

Mas afinal, qual é o verdadeiro Vasco de 2016? Analise e tire suas conclusões.

VASCO 2016 – ATÉ O MOMENTO (31ª rodada da Série B)

57 JOGOS

33 VITÓRIAS

14 EMPATES

10 DERROTAS

(Clássicos: 8 jogos – 5 vitórias e 3 empates)

 

31/01    Estadual              VASCO                 4 x 1                      Madureira

04/02    Estadual              América               1 x 3                      VASCO

10/02    Estadual              VASCO                 2 x 0                      Volta Redonda

14/02    Estadual              VASCO                 1 x 0                      Flamengo

20/02    Estadual              Tigres                   0 x 2                      VASCO

25/02    Estadual              VASCO                 2 x 2                       Friburguense

28/02    Estadual              VASCO                 1 x 1                      Botafogo

05/03    Estadual              Bonsucesso       1 x 3                      VASCO

13/03    Estadual              VASCO                 2 x 0                      Bangu

19/03    Estadual              Boavista              0 x 1                      VASCO

27/03    Estadual              VASCO                 1 x 0                      Botafogo

30/03    Estadual              Flamengo           1 x 1                      VASCO

03/04    Estadual              VASCO                 1 x 1                      Volta Redonda

09/04    Estadual              VASCO                 1 x 0                      Madureira

13/04    Copa do Brasil   Remo                   0 x 1                      VASCO

17/04    Estadual              Fluminense        0 x 1                      VASCO

24/04    Estadual              VASCO                 2 x 0                      Flamengo

27/04    Copa do Brasil   VASCO                 2 x 1                      Remo

01/05    Estadual              Botafogo             0 x 1                       VASCO

08/05    Estadual              VASCO                 1 x 1                      Botafogo

11/05    Copa do Brasil   CRB                       0 x 1                      VASCO

14/05    Brasileiro Série B    Sampaio Corrêa        0 x 4       VASCO

18/05    Copa do Brasil                 VASCO                1 x 1       CRB

21/05    Brasileiro Série B             VASCO                1 x 0       Tupi

24/05    Brasileiro Série B             Vila Nova           0 x 2  VASCO

28/05    Brasileiro Série B             VASCO               4 x 3       Bahia

31/05    Brasileiro Série B             Oeste                   1 x 1       VASCO

04/06    Brasileiro Série B             VASCO                 1 x 0      Goiás

07/06    Brasileiro Série B             Joinville               0 x 2       VASCO

11/06    Brasileiro Série B             Atlético-GO       2 x 1       VASCO

14/06    Brasileiro Série B             VASCO                 3 x 2       Náutico

18/06    Brasileiro Série B             VASCO                 0 x 2       Paysandu

21/06    Brasileiro Série B             Londrina              0 x 1       VASCO

25/06    Brasileiro Série B             CRB                       1 x 2       VASCO

28/06    Brasileiro Série B             VASCO                 1 x 2       Paraná

02/07    Brasileiro Série B             Avaí                       2 x 1       VASCO

09/07    Brasileiro Série B             VASCO                 2 x 0       Brasil

13/07    Copa do Brasil                 VASCO                  1 x 1        Santa Cruz

16/07    Brasileiro Série B             Luverdense          1 x 1       VASCO

20/07    Copa do Brasil                 Santa Cruz            2 x 3       VASCO

23/07    Brasileiro Série B             VASCO                 2 x 1       Bragantino

30/07    Brasileiro Série B             VASCO                 2 x 1       Criciúma

02/08    Brasileiro Série B             Ceará                    0 x 0       VASCO

20/08    Brasileiro Série B             VASCO                 1 x 1       Sampaio Corrêa

24/08    Copa do Brasil                 Santos                   3 x 1       VASCO

27/08    Brasileiro Série B             Tupi                       2 x 2       VASCO

30/08    Brasileiro Série B             VASCO                 1 x 2       Vila Nova

03/09    Brasileiro Série B             Bahia                    1 x 0       VASCO

10/09    Brasileiro Série B             VASCO                 3 x 2       Oeste

13/09    Brasileiro Série B             Goiás                    1 x 1       VASCO

16/09    Brasileiro Série B             VASCO                 2 x 0       Joinville

21/09    Copa do Brasil                 VASCO                   2 x 2       Santos

24/09    Brasileiro Série B             VASCO                 2 x 0       Atlético-GO

01/10    Brasileiro Série B             Náutico                 3 x 1       VASCO

04/10    Brasileiro Série B             Paysandu            3 x 1       VASCO

08/10    Brasileiro Série B             VASCO                 1 x 0       Londrina

15/10    Brasileiro Série B             VASCO                 1 x 2      CRB-AL

 

outubro 17th, 2016 by Igor Serrano | 1 Comentário »

Flapress

Para alguns ela é como o Monstro do Lago Ness (“ninguém nunca viu”), para outros ela é como caviar do Zeca Pagodinho (“só ouço falar”), mas hoje ela (novamente) resolveu colocar as manguinhas de fora.

No dia seguinte à classificação cruzmaltina para as oitavas de final da Copa do Brasil 2016, o noticiário esportivo é surpreendido com a seguinte notícia: “Martín Silva, titular e ídolo do Vasco, aciona o clube na Justiça por dívida de R$ 1 milhão“. Antes mesmo de abrir o link, achei estranho. Ué?! Se os salários estão em dia e o Vasco renovou o contrato dele recentemente, de onde viria essa “suposta” dívida?!?!?! Mas antes de tomar conclusões precipitadas e fazer acusações infundadas, fui conferir.

Ao abrir a “reportagem” (?!), o teor só confirmou o que eu suspeitava. Uma matéria sem conexão de seu conteúdo com a manchete e altamente tendenciosa. Onde estão os valores jornalísticos nos dias atuais, aliás? Em tempos de twitter e facebook, mais vale o compartilhamento em massa de uma matéria “polêmica” do que ter responsabilidade com o que se escreve e propaga. Outras pessoas, sem tanto acesso à informação, poderiam tomar aquilo como verdade. Poderiam criar uma “raiva” do melhor goleiro que passou por São Januário nos últimos anos sem que ele tenha feito absolutamente nada. Seria essa a vontade de quem escreveu a tal matéria?

Lá explicava-se que foi feito um acordo de exploração dos direitos de imagem do atleta por uma empresa, cujo acionista é o ex-presidente do Olímpia do Paraguai (clube de onde veio Silva), e a diretoria vascaína da época de sua contratação. Se em nenhum momento o teor da reportagem deixa transparecer alguma participação ou envolvimento do atleta vascaíno (que prontamente desmentiu, o que fora noticiado, por meio de seu twitter) no processo judicial, por que a manchete tendenciosa então?! Não pode o Vasco ter um dia seguinte à sua classificação feliz?! Ou seria realmente raiva da pessoa que a escreveu por ter de dividir as atenções do noticiário esportivo da contratação de um jogador que chega e não veste a camisa 10 com o êxito da cruz de malta?!

Aí você diria: “Igor, você tá viajando. O cara pode ter se equivocado. Erros acontecem!“. Será?! Não acredito em coincidências. E mostro o motivo.

No ano passado, no dia seguinte à nossa classificação para a final do Carioca (Vasco 1×0 Flamengo, gol do Gilberto), participei como convidado de um programa de rádio para falar sobre o lançamento do meu primeiro livro (que seria lançado alguns dias depois). E para a minha surpresa, durante o programa, enquanto aguardava o momento em que entraria no ar, foi chamado como convidado um ex-jogador e funcionário do Vasco que aproveitou do momento de alegria cruzmaltina para o que?! Reclamar de verbas trabalhistas supostamente não pagas. A pessoa está no direito dela, de reclamar sempre daquilo que lhe é de direito, mas os responsáveis pelo teor da entrevista realmente não sabiam o que ele iria falar? O convidado não saiu falando aleatoriamente, uma pergunta lhe foi feita (o famoso “levantou para o outro cortar”). Logo… Queriam tocar no assunto naquele momento. A felicidade vascaína incomoda, meus amigos. Sempre foi assim e vai continuar sendo, infelizmente…

E o caviar do Lago Ness? Deve estar agora com a cabeça inchada. Ainda mais sendo eliminada na Copa do Brasil 2016 para o Fortaleza na segunda fase…

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julho 21st, 2016 by Igor Serrano | Sem Comentários »

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