Copa do Brasil – Ceará 2 x 2 Flamengo – O gosto amargo da eliminação!
Já bradei por todos os lados minha revolta contra a arbitragem, mas não vou reclamar aqui novamente porque só não enxerga quem não pode. Jogamos bem ontem contra o Ceará pela Copa do Brasil, mas fomos eliminados. Fica um gosto amargo de derrota, sentimento ao qual nós da Nação Hexa ainda não aprendemos lidar, não pelo famoso clichê do “Não sabe perder.” mas pela nossa jovialidade, e total falta de costume a derrotas para pequenos e inofensivos como o Vozão!
O fato é que é hora de revisar. A eliminação foi importante para que se entenda na diretoria e até na comissão técnica que apesar das frases de efeito, marca registrada da era #R10 – “Flamengo é Flamengo”, “Isso aqui é Flamengo” e etc… – a filosofia de trabalho tem que condizer com essas frases, ou seja, Egídio, Fierro, Rodrigo Alvim, Fernando, Wellinton, Wanderley e Jean não têm condições de vestir o manto. Na boa, não é querer um inexistente time de craques (algo tipo de sonho, tipo “Barcelonês”), mas é ter no mínimo jogadores que tenham pouca intimidade com “la pelota” e possam envergar o manto sagrado. Coisa que estes citados desconhecem completamente.
O Flamengo não vinha jogando bem e vinha avançando aos trancos na empolgação da torcida. Mas paramos no primeiro time certinho que encontramos. E, por ironia do destino, ontem na primeira etapa, assim como no segundo tempo da semana passada no Engenhão, vínhamos jogando com fome de bola, partindo para dentro, criando, e só esbarrando na péssima pontaria dos nossos homens de frente. Gostei do Bottineli atuando aberto pela esquerda, o time jogou bem assim, se nosso querido centro-avante trombador Wanderley estivesse em noite inspirada, poderíamos ter aberto três, quatro gols de vantagem fácil.
O jogo começou com o Flamengo mandando soltar e prender, contra um desaparecido rival cearense. Só os chutes que eram meio tortos, com 10 minutos de jogo demos cerca de 5 chutes a gol, onde certamente só 1 foi no gol. A aparição do diferente #R10 que deu passe magistral para T. Neves marcar o primeiro serviu para alertar os cearenses que com Flamengo não se brinca e que se dessem mole iriam pro saco. Logo após o primeiro gol o Flamengo seguiu mandando na partida, trocando passes, variando jogadas e chutando em gol contra um já conhecido Fernando Henrique que desde a época de Fluminense tem mania de entregar jogo. T. Neves, sempre ele, em jogada individual decretou a classificação rubro-negra ao marcar 2 x 0.
Aí que tudo começou a ruir. Numa jogada de bola parada, o que deve ser bem destacado, pois tomar gol de bola parada alçada frontalmente é falha primária de marcação, o Flamengo levou o primeiro gol, o que levava o jogo para os pênaltis, nada desesperador para o campeão internacional dos penais. Mas, em instantes após o gol, Angelim que já havia recebido cartão amarelo, foi expulso após falta inexistente de frente para o bandeirinha, aliás, a menos de dois metros para ser mais claro, aí a situação ficou complicada. Para piorar a situação, levamos em seguida o empate que nos tirava da competição. Cabeça quente, ânimos exaltados, encerra-se a primeira etapa.
Como nota triste, cabe acrescentar que durante o intervalo, ao ter os jogadores do Flamengo em estado de indignação cercando a arbitragem, a ridícula polícia cearense invadiu o gramado e agrediu os jogadores rubro-negros que apenas reclamavam junto ao árbitro da partida, que fez uma real e desagradável lambança. E o pior é que isso não é de hoje que acontece no Nordeste. Já vimos cenas parecidas no estádio do Santa Cruz, e em vários outros locais. Pessoas, acordem, somos o próximo país sede de uma Copa do Mundo. Até quando cenas lamentáveis como aquelas nos envergonharão perante o planeta? O senhor policial que agrediu Ronaldinho Gaúcho estava o fazendo com um jogador que foi duas vezes melhor jogador do mundo. Um cara que foi destaque do escrete canarinho em uma conquista mundial. Alguém imagina o Messi sendo agredido por um policial dentro de campo? Tipo, os jogadores são os astros do espetáculo, enquanto o amadorismo tomar conta das pessoas que cercam esse negócio, veremos cenas como a que assistimos ontem. Aliás, é difícil ter policiais preparados para agir em estádios brasileiros? É muito complicado criar núcleos que possam treinar esses agentes? É difícil selecionar pessoas capacitadas para tal? Se isso for difícil, imagina organizar uma Copa do Mundo.
Fora a nota triste, o Flamengo se portou como deveria, dominando o Ceará que no segundo tempo também se portou como deveria e se encolheu em seu campo esperando matar o jogo nos contra-ataques. Mas, Luxa, que também tem errado bastante, colocou Fierro no lugar de Léo Moura, nosso escape pelo lado direito e finalizou nossa principal saída da defesa, difícil compreender essa opção do treinador e também é péssimo o trabalho dos jornalistas esportivos que na coletiva foram incapazes de perguntar o porque dessa alteração mirabolante, para mim um dos fatos mas enigmáticos da partida. Fierro ficou marcado por um bizonho chute lateral dentro da área e por uma “boa” jogada onde driblou dois jogadores e se jogou bizonhamente dentro da área como uma batata deixando a torcida atônita.
Infelizmente, mesmo com toda a pressão rubro-negra, não foi possível fazer o golzinho que nos daria a classificação. Visivelmente da metade do segundo tempo em diante, o ataque rubro-negro cansou e cessaram as constantes movimentações que estatizaram o ataque rubro-negro. Um bolada parada próxima à área cearense seria a arma da vitória já que temos exímios cobradores, mas o nervosismo e falta de paciência impediu o time de pensar nessa hipótese e fomos pro saco, o limbo da eliminação.
Fica o gosto amargo de perder para o mais fraco e a latente necessidade de reforços pontuais para que se honrem as frases de efeito.
maio 12th, 2011 by Diego Fernandes | 4 Comentários »






