
Foto: Retirada do Blog do Lédio Carmona.
Sábadão eu esperava uma ruptura definitiva com aquele time do Flamengo. Aquele que atuou até aqui nas primeiras rodadas do brasileirão. O mesmo time mascarado que venceu o estadual invicto mas não conveceu ninguém. O mesmo time que estava invicto mas estava para lá do meio da tabela de classificação geral. Chega de mentiras, era a hora da verdade. Ou o Flamengo fazia uma boa partida e passava por cima do Atlético MG ou perdia e instaurava a crise em definitivo. Eu juro, como flamenguista, fui assistir ao jogo aficionado por umas das duas opções. O que eu sinceramente não esperava ver era mais um empate sem graça a ser justificado pelas injustificadas palavras vazias do Luxemburgo, mais uma vez.
Acho que todo mundo pensava assim, ou o time ganha essa p… desse jogo e a gente muda de rumo aqui ou perde de vez e vamos cornetar até cair o Luxa porque do jeito que estava não dava mais.
O Flamengo começou o jogo como já era esperado e como em todas as outras partidas do brasileirão, mal. À exceção de Thiago Neves, o time batia cabeça em campo, especialmente na pessoa do Sr. Wanderley. O Atlético MG, freguês de marca maior só superado pelos nossos sparrings cariocas, não mostrava muito perigo. Mas a atuação era daquelas de dar nó na garganta. Fomos pro intervalo com a sensação do 0×0 eterno.
As coisas iam mornas no segundo tempo, assim como no primeiro, até que em cobrança de falta frontal, Dudu Cearense apareceu para desviar no meio da área, mais ou menos na marca do pênalti, e fazer 1 x 0 Galo.
Obs: Detalhe, como é ridícula essa história de comemorar gol como o João Sorrisão. Imagino se Romário comemoraria um gol como o João Sorrisão, ah que saudades dos bad boys do futebol!
Desse momento em diante, eu pacificamente, mansamente, protestei: – F…, vai se f… Flamengo.
Mas eu estava estranhamente aliviado. Não esperava que o Luxa caísse imediatamente, mas que aquela derrota iria desencadear um processo irreversível, isso ia… Vejam bem, não tenho nada contra o Luxemburgo, mas algumas de suas insistências estão beirando a burrice e levando a torcida à loucura, como:
1- Por que raios o Angelim não é titular e o Welinton reserva?
2- Wanderley. Simples assim.
3- Dentre todos os horríveis centrais que temos no momento o melhor é o Deivid, ele tem que jogar. E não digo isso por sábado, quem leu meus post’s anteriores sabe.
4- Com toda essa fragilidade do centro-avante, seja ele quem for, ele insiste nessa formação com três meias, o cara já é ruim e ainda fica isolado.
5- Negueba e Diego Maurício sempre que entram, entram muito bem. Então é o meio com dois meias simples, e dois atacantes, sendo preferencialmente o Negueba e o Deivid variando para o Diego Maurício e Deivid.
6- É o chamado 4-4-2 simples Vanderlei você já deve ter ouvido falar, sem invenção nem táticas mirabolantes, com esse time é o que dá para fazer!
Contudo, a derrotinha ia chegando e tals, o Luxemburgo resolveu contrariamente às suas convicções e muito aborrecido, colocar em campo o Negueba, sacando um zagueiro (Fla jogou com três defensores) e o Deivid no lugar do Wanderley (óbvio). O time veio para cima embalado pelas jogadas pela direita entre Negueba e Léo e 6 minutos depois R10 acertou uma trivela linda na gaveta empatando o jogo.
Em seguida o Galo mineiro se perdeu de vez em campo e parecia que tinha um a menos, o Flamengo tocava a bola com segurança e propriedade. Logo em seguida Negueba fez a jogada e cruzou para T. Neves marcar e virar a partida.
A alteração abriu espaço para todo mundo jogar já que com Negueba, T. Neves, R10, Deivid, Léo e Júnior subindo, sempre sobrava alguém. Facilmente o Flamengo chegou a 3 x 0 com enfiada de Muralha, que entrou no lugar de Luiz Antonio, e gol de Deivid. Aí foi festa, Fla brincando de bobo com o time do Atlético MG até fazer 4 x 1 naquele típico gol de fim de pelada, os caras do outro time estão todos mortos e seu time entra numa triangulação em câmera lenta. Léo cruzou e Deivid definiu a goleada.
Legal, festa, goleada. Mas. Eu ouvi a coletiva após o jogo para saber se gloriosamente a partida haveria feito Luxemburgo entender que tinha que mexer no time. Não pelo resultado em si, mas pela clareza da situação que se delineou no jogo. Mas, tive que ouvir ele ser extremamente mal educado com um repórter que disse que o Flamengo foi mal na primeira etapa. Na visão dele o time foi bem no primeiro tempo. BEM. E, os repórteres, com medo, iniciavam suas demais perguntas dessa forma: “É, Luxemburgo, o time foi bem na primeira etapa, mas é visível que subiu muito na segunda etapa.” Quanta hipocrisia, então todo mundo é obrigado a pensar como o Luxemburgo? Porque uma pergunta tipo a que eu gostaria de fazer seria respondida com uma grosseria do treinador? Eu queria perguntar para ele: “Luxemburgo, o time foi MUITO mal no primeiro tempo. Isso te ajudou a perceber que não dá mais para jogar do seu jeito e que para as próximas partidas você tem que mudar a forma de jogar?” Mas não dá para os infelizes dos setoristas fazerem isso porque depois eles se queimam com o intocável Luxemburgo e estão f…
Aí é o X da questão, o Luxemburgo se acha inquestionável, o time não joga nada, a diretoria não fala um A, o pobre do setorista muito menos, a vitória sobre o eterno freguês mineiro vai servir para tapear a torcida carente, mas… Não mudou nada a equivocadíssima concepção de esquema tático do treinador. Ou seja, o risco de continuarmos repetindo as atuações como a contra o Atlético PR e a contra o Botafogo é imenso. Pois na cabeça dele, nada mudou.
junho 27th, 2011 by Diego Fernandes | 1 Comentário »