Fluzão é campeão da Taça Guanabara 2012

E a sina se mantém firme! Quem nasceu para vice, não pode mudar de lado. E assim começo meu texto!

[nggallery id=3]

Durante a semana estive acompanhado pela confiança dos campeões, e isso pode ser percebido por quem me segue no Twitter e Facebook. Arrogância? Isso é com os outros, no máximo um excesso de confiança. Mas bastava olhar para os históricos recentes dos dois clubes e uma comparação entre os elencos que ficava evidente o motivo da minha confiança. O Vasco já foi um grande clube, um dos maiores do Brasil, mas tudo que sobe, acaba caindo. E o Mediano da Colina está caindo a olhos vistos, só não percebe quem não quer.

Saí do Grajaú para o Engenhão faltando 30 minutos para o jogo começar, cheguei com a bola rolando, mas cheguei bem! Parei o carro numa rua próxima, num local regular e parti correndo para o estádio. Não presenciei nenhuma cena de violência, como tantas outras que vi na vida, mas vi muito policiais, em vários lugares. Tomara que minha impressão não esteja errada e não tenha ocorrido nenhuma cena lamentável de violência…

O que se viu no campo Engenhão, neste domingo, foi um verdadeiro massacre. Não levem a sério quem diz que o Vasco jogou algum momento de igual para igual com o Fluminense, isso é choro de derrotado. O Fluminense foi superior em todos os sentidos e momentos. Como eu disse antes, foi um massacre. Deco foi o nome do jogo, tanto que deu um humilhante lençol em Juninho Pernambucano, que, vergonhosamente, lhe puxou a camisa e tomou o cartão amarelo. Isso foi o retrato do jogo: o Flu humilhando e o Vasco apelando.

Os melhores momentos da partida:

 

Vejam como o mundo conspira contra o Vasco. Eles nos venceram com a ajuda da arbitragem, riram muito da nossa cara, disseram que entregariam o jogo contra o Boavista para nos prejudicar. Venceram o jogo e nos colocaram na jogada. Pronto! Semearam o caminho para a vingança. Pegamos o Foguinho, passamos nos pênaltis, eles passaram pelo Flamengo e bingo! Estavam os dois melhores times do campeonato para a decisiva final. E nós nos vingamos sem dó, com indiscutíveis 3 x 1.

Nosso primeiro gol surgiu com um pênalti inquestionável do Fagner (quem dera ser um peixe…) em cima do Wellington Nem. Fred, que não estava jogando nada, converteu. O gol desestabilizou o Vasco e o Flu dominou tudo completamente. Antes, o Vasco colocou uma bola na trave com o Diego Souza, o maior vagalume do futebol mundial, e foi só isso. Aos 41 minutos do primeiro tempo, Deco, o mago, ameaçou cruzar a bola na área e chutou para o gol, de longe, muito longe. Fernando Prass, que só é goleiro no Vasco, ainda tentou pular na bola, mas sem chance. Antes de terminar o primeiro tempo, Thiago Neves ainda teve a chance de fazer o terceiro, após falha de Rodolfo, ex-tricolor. Nosso camisa 7 poderia ter matado o jogo na primeira etapa, mas o melhor ficou para o segundo tempo.

Na segunda etapa, o massacre continuou. O terceiro e derradeiro gol saiu de um passe de Thiago Neves, de perna direita, para Fred, que bateu no canto do fraco goleiro Vascaíno, aos 11 minutos. Pouco tempo depois, Wellington Nem recebeu um passe magistral de Deco, mas, ao invés de bater da entrada da área, tentou passar pelo Prass e se atrapalhou todo. Era o 4 a 0 e a humilhação total, mas o garoto tem crédito! O Vasco, mais atordoado que Ivan Drago lutando contra o Rocky, continuava com seus chutões e um ataque inoperante. Para mostrar o desespero completo, Dedé passou a jogar no ataque (!?!?!?), fala sério.

Aos 38 minutos, Eduardo Costa fez o gol de honra do Vasco. Até que os portugas tentaram o gol, obrigaram o Cavalieri a fazer algumas defesas, nada complicado para um grande goleiro como ele. Foi um canto do cisne disfarçado, nada além disso. O placar fechou em 3 x 1 para o tricolor e a taça foi para as Laranjeiras. O que sobrou foi o choro do perdedor e a lágrima do CAMPEÃO.

O Fluminense foi cruel com o Vasco, o único jogador luso a jogar por essas terras, acabou com o time da colônia portuguesa. Os caras afirmam que o Dedé é ídolo, mas em que posição ele joga? É zagueiro, lateral, meia ou atacante? Como idolatrar um jogador que não sabe onde jogar? Eu, hein! E o Juninho então? Já jogou muito, mas está em visível fim de carreira. É com esse time que o Vasco vai tentar a sorte neste ano? Sei não…

Rapidinhas

  • Disseram que a Patrícia Amorim voltou com aquele papo de cortar relações com o Fluminense. Além de tirar o melhor jogador do Flamengo, em 2011, Thiago Neves, o Flu tirou o Vice tradicional do Fla, o Vasco. E agora? Como fica?
  • E mais dois tabus caíram: “desde 1993 o Flu não conquistava a Taça Guanabara” e “o Fluzão não vencia um clássico há 18 meses. Tabu, cê tá aí?
  • E aqueles vascaínos que acreditavam que seria mole ganhar do Flu? Qual vai ser o argumento?
  • Com uma arbitragem neutra, sou mais o Flu!
  • E os patetas, me incluindo nessa, que pediram a cabeça do Abel? Vão fazer o que da vida? O elenco está com ele…
  • Que venha o 31º título estadual e a tão sonhada Libertadores!
  • Acabou a fase de saco de pancadas, o Fluminense há tempos é o melhor clube do Rio e precisa se portar como tal.

 

VASCO 1 X 3 FLUMINENSE

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Auxiliares: Rodrigo Pereira Joia, Rodrigo Figueiredo Henrique Correa
Gols: Fred (36′/1ºT), Deco (41′/1ºT), Fred (11º/2ºT), Eduardo Costa (37′/2ºT)
Cartões amarelos: Wellington Nem (26′/1ºT), Deco (31′/1ºT), Juninho (30′/1ºT), Eduardo Costa (22′/2ºT), Dedé (33′/2ºT)

VASCO: Fernando Prass, Fagner, Dedé, Rodolfo, Thiago Feltri (Kim 28′/2ºT); Nilton, Fellipe Batos (Eduardo Costa – 14′/2ºT), Juninho e Diego Souza; Wiliam Barbio (Felipe 28′/2ºT) e Alecsandro - Técnico: Cristóvão Borges

FLUMINENSE: Diego Cavalieri, Bruno, Leandro Euzébio, Anderson e Carlinhos (Carleto – intervalo); Valência, Diguinho, Deco e Thiago Neves; Wellington Nem (Jean 23′/2ºT) e Fred - Técnico: Abel Braga

Boa semana a todos!

Textos Recentes

Faça seu comentário