Alecsandro faz caretas para os erros de arbitragem e o Vasco vence o Fluminense de virada: 2 a 1

Foi um jogão, daqueles dignos de um grande clássico. Não vou tecer muitos comentários acerca da arbitragem de Antônio Frederico Schneider que, na ótica dos tricolores, deixou de marcar dois pênaltis a favor do tricolor no 2º tempo que poderiam ter mudado a história do jogo, mas isso não vem ao caso e comento nas linhas logo abaixo. O Vasco veio diferente com Chaparro entrando no lugar de Juninho Pernambucano, poupado, e Bernardo, finalmente começando o jogo com o titular.

Logo com 1 minuto, Bernardo chutou forte de fora da área para grande defesa do Diego Cavalieri espalmando para o lado direito; a resposta do Fluminense veio logo em seguida com Thiago Neves que também chutou perigosamente contra a meta de Fernando Prass, assustando o Vasco. Mas aos 7 minutos não teve jeito: o mesmo Thiago Neves recebeu de Deco e bateu forte de perna direita fuzilando Fernando Prass para fazer 1 a 0 para o Fluminense. O Tricolor a partir daí dominou as ações acuando o Vasco em seu campo com muitas jogadas de velocidade pelo meio com Edinho, o próprio Deco e Thiago Neves com o objetivo de lançar Fred na área fazer os gols. No 1º tempó os tricolores reclamaram de um pênalti em Fred que, sinceramente, eu não vi. Ele se jogou. Ainda no 1º tempo o Fluminense perdeu uma grande chance com Deco chutando forte para um defesa milagrosa de Fernando Prass. O Vasco não existia no jogo, os laterais não avançavam, o meio-campo parou de funcionar com o inoperante Chaparro, mal escalado na meia-direita e posteriormente sendo substituído pelo atacante William Barbio no intervalo.

Veio o 2º tempo e, com a modificação tática que o Cristóvão Borges armou o time, o meio-campo ficou assim: Nílton, Felipe, Bernardo e Diego Souza; no ataque, Barbio e Alecsandro. Cristóvão adiantou a marcação e o Vasco jogou todo no campo do Fluminense, preenchendo os espaços. O Nílton pode ser muito fraco tecnicamente mas ele deu conta do recado sozinho na marcação e parou várias jogadas, nem que sejam as desleais. Felipe, Bernardo (que notadamente não rende quando entra de saída) e Diego Souza jogando na sua real posição, que é de costas pro gol armando as jogadas pros atacantes. A mudança foi um sintoma que o Vasco voltou melhor e o Fluminense, sem saber o que fazer, ficava acuado em seu campo esperando um contra-ataque.

Aos 14 minutos o zagueiro Rodolfo, ex-prata da casa do Fluminense, lançou na direita o lateral Fágner que cruzou na medida para Alecsandro na pequena área de pé direito quase caído empatar o jogo. Na comemoração teve a tradicional careta, que foi marca registrada de seu pai, o ex-atacante Lela, ídolo do Coritiba nos anos 80. Percebendo que o Vasco mandava no jogo, Abel fez duas substituições: Wellington Nem entrou no lugar de Rafael Sóbis e Wágner, no de Deco, que visivelmente saiu contrariado com a substituição. O Fluminense até esboçou uma reação, tirando um pouco a pressão do Vasco depois de sofrer o gol do empate.

Alecsandro ainda perdeu um gol incrível na pequena área e Diego Cavalieri fez uma grande defesa, o camisa 9 do Vasco facilitou as coisas e chutou fraco também, mas aos 32 minutos depois de um escanteio cobrado por Bernardo, Alecsandro subiu mais alto que a zaga adversária e cabeceou forte para fazer o 2º gol do Vasco. Era o gol do time da virada, o time do amor. 2 a 1 VASCÃO. O Fluminense ainda iria fazer a 3ª e última alteração com Rafael Moura entrando no lugar de Diguinho. Os tricolores estavam transtornados com a virada. A torcida vascaína gritava “OLÉ” nas arquibancadas do Engenhão.

Vários lances polêmicos no 2º tempo: Numa dividida com Dedé, Fred caiu na área. Boa parte dos veículos de comunicação achou pênalti que, na minha opinião, não houve. O árbitro interpretou como se Fred estivesse se jogando na área e incitando a torcida contra ele, deu cartão amarelo para o camisa 9 tricolor. Edinho fez uma falta simples em Felipe e o juiz o expulsou porque já tinha um cartão amarelo, o Fluminense ficou com 10 jogadores. Carlinhos arriscou um chute de longe, a bola bateu na bunda de Fágner e foi pra escanteio, o árbitro deu tiro de meta. Fred foi reclamar e também como já tinha cartão amarelo, foi expulso. O Fluminense ficou com 9 para revolta geral dos jogadores, comissão técnica e diretoria, que quer o afastamento de Antônio Schneider e od presidente da comisão de arbitragem, Jorge Rabello, que saiu em defesa de seu subordinado. Mas o que importa é o Vasco ganhou e com o resultado, já está classificado anteceipadamente para as semifinais da Taça Guanabara com 100% de aproveitamento. São 5 jogos e 5 vitórias, 15 pontos e 1 jogo a menos que será cumprido na 4ª feira contra o Volta Redonda em São Januário.

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