“Isso é tudo, Pessoal (That’s all, Folks)!” – Vasco 2 x 1 Ceará – 38ª rodada – Série B 2016

Toda criança ou adulto sabe quem é o Pernalonga, o popular coelho malandro que é sempre perseguido por seu rival Patolino. No desenho comédia da Warner, o pato não se conforma com a esperteza do coelho de conseguir se dar bem e sempre que é superado lança a clássica frase: “Você é desprezível!“.

Já a tragicômica terceira e humilhante participação vascaína na segunda divisão nacional, ontem, finalmente, chegou ao fim. Com preços populares (prática inédita no ano), o Maracanã ficou pequeno. A torcida compareceu e esgotou todos os ingressos. E a massa vascaína mais uma vez demonstrou sua heterogeneidade.

Nos dias que antecederam a partida, muitos protestos foram convocados pela internet (palco de muitas ideias, mas de poucas práticas). Faixas e cartazes foram encomendados e os torcedores convidados à comparecerem com camisas pretas, em sinal de luto pela campanha ridícula e agoniante na Série B.

Ao chegar nas cercanias do estádio, já fui surpreendido. Primeiro pela falta de adesão à camisa preta (uma iniciativa interessante, embora pouco efetiva visualmente se não aderida de forma maciça). Muitas camisas brancas e coloridas (as de goleiro, treino e etc) eram vistas. E segundo, e mais surpreendentemente, a alegria de alguns torcedores. Não parecia que o Vasco estava prestes a disputar o jogo mais importante de sua história (que poderia significar a disputa pela quarta vez da série B ou a volta à elite), mas sim uma final de campeonato. Muitos torcedores estavam entusiasmados, felizes, cantavam empolgados como se fosse o primeiro jogo do Gigante da Colina no ano. E talvez fosse para eles. Com o país numa situação caótica, a taxa de desemprego crescendo e o Vasco com um dos ingressos mais caros (por conta do Sócio-Torcedor Gigante), quem me garante que ontem realmente muitos torcedores não foram pela primeira vez no ano assistir o Cruzmaltino?! Isso ainda ficaria mais evidente dentro do Maracanã (?!) e ao término do jogo.

Lá dentro, nervoso e apreensivo, enquanto bebia a cerveja como se água fosse, comecei a reparar no comportamento da torcida quando da escalação dos onze iniciais no telão. A primeira bola fora já foi chutada da arquibancada. Vaias a Madson, Diguinho e Jorge Henrique quando tiveram seus nomes anunciados pelo sistema de som. Depois cantaram os nomes de todos os jogadores mas não do volante platinado. Comportamento oposto ao apoio incondicional durante os noventa minutos prometido na internet.

Com a bola rolando, o que se viu nos primeiros quarenta e cinco minutos foi digno de Contos da Cripta. Parecia que era o Ceará que disputava o acesso, não o contrário. À exceção de um chute fraco de Thalles, após bom domínio e giro em cima da marcação, as melhores chances foram do time nordestino, que chegava com facilidade até a meta de Martín Silva. Madson, talvez ainda mais nervoso pelo “apoio” da galera, fez a sua pior partida com a camisa do Vasco. Na marcação abandonava o seu setor, deixando uma bela avenida para Felipe e Wescley atravessarem. No ataque nunca partia para cima, com medo de errar e tomar uma sonora vaia, sempre tocava para trás. Diguinho, responsável direto pela derrota para o Criciúma, em Santa Catarina, se esforçava para calar seus ferozes críticos, mas não havia mágica que pudesse ser feita diante do baixíssimo nível apresentado pelo volante nos últimos tempos. Jorge Henrique, que um dia foi atacante mas que há muito cumpre função tática de marcação e posicionamento (algo invisível aos olhos da galera), fazia seu papel, o que para muitos é a de nada fazer.

O Náutico, concorrente direto no acesso, ia perdendo em casa para o Oeste-SP (o que garantiria a subida vascaína independente do resultado de seu jogo). A torcida rapidamente propagava a informação pela arena. San Martín Silva, o Santo Uruguaio da Colina, ia salvando. Uma…duas…três…até que não teve jeito. Água mole, em pedra dura…E o lateral esquerdo Eduardo acertou um chutaço no canto direito de Silva. Vasco 0 x 1 Ceará. E aí com 27 minutos do primeiro tempo, acabou o amor. Sonoras vaias (e o apoio irrestrito nos 90 minutos?!), xingamentos ao atual presidente e cânticos pedindo a sua saída. Com essa ajuda, o Ceará seguia chegando com facilidade até a área vascaína e parecia estar mais próximo de marcar o seu segundo do que o Vasco de empatar. No entanto, o placar se manteve até o fim da primeira etapa. Na saída do time do campo, tímidos cantos de “O Vasco é o time da virada“, algumas vaias e pedidos de disposição. E aí algo aconteceu no vestiário. Não sei se a diretoria aumentou o bicho pela vitória (numa tentativa desesperada de estimular o elenco), Jorginho fez um baita discurso motivacional, ou outra coisa aconteceu. Mas que o time voltou para a segunda etapa a mil, isso foi notório. Nem pareciam os mesmos jogadores da primeira etapa, tamanha disposição e entrega nos minutos iniciais.

Aproveitando o intervalo, Jorginho sacou o perseguido Diguinho e colocou Eder Luis. Assim prendeu Madson no campo de defesa até o fim do jogo (não chegaria sequer perto do círculo central até o apito final) e colocou o Chico Bento da Colina bem aberto pela direita. Eder se mostraria com estrela mais uma vez. Ausente até mesmo do banco de reservas nas últimas partidas, teria participação direta nos dois gols do também perseguido Thalles, que em apenas quatro minutos jogados viraram a partida para o Gigante da Colina. Com a vantagem no placar, o time vascaíno passou a administrar o jogo. As vaias cessaram e os xingamentos ao presidente também. O Ceará se manteve de forma perigosa. Mas não teve jeito. Final Vasco 2 x 1 Ceará. E aí veio novamente o choque de diferenças.

Num dos protestos programados pela internet, de forma justa (pelo futebol fraco e a campanha vergonhosa no segundo turno da competição), foi programado uma vaia generalizada (tal como em 2014, na penúltima rodada contra o Icasa) e ininterrupta por cinco minutos após o apito final. Entretanto, ela não foi uníssona. Alguns muitos torcedores (provavelmente os mesmos que apresentavam alegria antes da partida) vibravam e ensaiavam um grito de “O campeão voltou!“, prontamente abafado pelos demais presentes. Para os que vivem o dia-a-dia do clube, não há motivos para comemoração (e sim de apreensão). O Vasco voltar à elite não é conquista, é obrigação. Mas entendemos e respeitamos o torcedor que, alheio à todas as questões que envolvem o clube (finanças, 2017 ser ano eleitoral, etc…), fique feliz por ver seu clube de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído.

A vaia prosseguiu, mas não chegou aos cinco minutos planejados. Logo alguns cartazes pedindo a saída do presidente surgiram, assim como letras douradas formando “1ª divisão” e “Aqui é Vasco!“. Comportamentos tão opostos, mas igualmente democráticos. Os torcedores partiram. Uns aliviados, outros revoltados e alguns entusiasticamente felizes.

O (terceiro) ciclo no inferno da segunda divisão acabou. Tal como uma criança teimosa que só aprende a lição quando se dá mal, o sócio vascaíno precisa encarar 2017 como um ano diferente. Duas figuras já conseguiram fazer o Club de Regatas Vasco da Gama por três vezes ser motivo de chacota nacional. Se você não quer ver o seu amado clube como um cachorro correndo atrás do próprio rabo, busque conhecer as correntes e as alternativas para o triênio 2018-19-20. Polarizar “A” vs “B”, “coxinha” vs “petralha”, não é fazer ou discutir política. Tem gente sim com boas idéias para o futuro do clube, basta procurar e, é claro, respeitar as opiniões contrárias. Não adianta acompanhar o futuro do clube pela tela do smartphone ou notebook e esperar a vaca ir para o brejo para perguntar: “O que é que há, velhinho?!“.

 

Sentimento de alívio. Sabemos que temos de melhorar para o ano que vem” – Martín Silva, ao término do jogo.

 

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novembro 27th, 2016 by Igor Serrano | Sem Comentários »

Futebol brasileiro à espera de seu Heysel

Em 1985, no auge dos problemas causados pelos Hooligans, Liverpool e Juventus foram até a cidade de Bruxelas, na Bélgica, disputar a final da Liga dos Campeões da Europa no Estádio de Heysel. Durante a partida torcedores do Liverpool partiram pra cima dos torcedores da Juventus e o saldo foi de 39 torcedores da Juventus, dentre eles uma criança de apenas 10 anos, mortos esmagados/asfixiados enquanto tentavam fugir do ataque da torcida inglesa. O episódio ficou conhecido como a Tragédia de Heysel.

E o que aconteceu depois disso? Um verdadeiro divisor de águas na Inglaterra. Ou melhor, no futebol inglês.

Para começar a UEFA puniu TODOS os clubes ingleses com suspensão de cinco anos de participação em todas as competições europeias. O governo inglês da época, da Primeira Ministra Margaret Thatcher, tratou a situação de forma séria. Transformou  a conduta desordeira em estádios de futebol em crime e em 1985 (!) passou a utilizar em massa o monitoramento dos torcedores que iam aos estádios, com a obrigação de salas QG’s de controle das imagens no estádios. Isso não impediu, é claro, que a violência deixasse de existir na Terra da Rainha, especificamente no futebol. Mas impôs uma série de dificuldades ao torcedor (?!) que pretendia comparecer para fazer tudo menos assistir ao jogo, além de punição realmente duras. No livro “A rainha de chuteiras – Um ano de futebol na Inglaterra” de Marcos Alvito, é descrito o cotidiano das forças de segurança inglesas em um dia de futebol na temporada 2007/2008:

[…] ali estava eu diante de Brian Drew, diretor do Football Police Unit (FPU), o órgão que coordena todo o trabalho policial em jogos de futebol na Inglaterra. […] Quando o entrevistei, havia dezenove anos que Bryan trabalhava coordenando os esforços da polícia no sentido de ‘enfrentar a desordem relacionada ao futebol’. A FPU chefiada por Drew e formada por cerca de vinte homens, é um órgão de gerenciamento e consulta, dedicada sobretudo ao trabalho de inteligência.

Para cada um dos clubes de futebol da Inglaterra e Gales há um Football Inteligence Officer (FIO), um policial que dedica boa parte do seu tempo a colher informações sobre os chamados risk supporters (torcedores de risco), ou seja, os torcedores que podem vir a criar algum problema antes, durante ou depois do jogo. Bryan explica que depois de décadas de experiência, eles conseguiram classificar os torcedores em três categorias: ‘primeiro você tem as pessoas que nunca irão causar um problema’. Depois, ‘você tem uma pequena minoria que vai com o intuito de ser um problema’. E entre essas duas, ‘você tem um grupo de pessoas que pode se comportar de uma forma ou de outra, dependendo de quanta bebida tomaram, ou das oportunidades para bagunça no caso de a polícia não estar presente’.

O FIO de determinado clube vai a todos os jogos, fotografando, filmando, requisitando gravações do circuito interno de TV, enfim, coletando dados e provas acerca dos torcedores de risco. Para obter informações vale tudo, inclusive recrutar espiões dentre os grupos de hooligans, recompensando o informante com dinheiro ou com um alívio de pena. Muitas informações, porém, são voluntariamente obtidas junto aos próprios hooligans, que depois de horas bebendo no pub muitas vezes dão com a língua nos dentes, anunciando ações futuras ou se vangloriando do que fizeram, tudo diante do FIO.

Os dados obtidos pelos policiais ficam em um site administrado pela unidade chefiada por Drew. Digamos que Leicester vá receber a visita do Coventry pelo campeonato da Segunda Divisão. Para avaliar o risco presente naquele jogo e as medidas que deverão ser tomadas, o FIO do Leicester entra no site da FPU e colhe os dados dos torcedores de risco do Coventry: quantos eles são, se têm agido ultimamente, se muitos deles pretendem vir a Leicester, se estão planejando alguma briga e por aí vai… Além dos dados obtidos no site da FPU, ele entra em contato direto com o FIO do Coventry, que lhe passa as informações mais recentes. Além disso, o FIO viaja junto com os torcedores do clube, não somente para colher informações sobre eles, mas também para ajudar seus colegas de Leicester.

O relatório de cada jogo está disponível nesse site, contendo um repertório sobre os torcedores dos 92 clubes das quatro primeiras divisões do futebol inglês. Portanto, a primeira tarefa do Football Police Unit é coordenar e disseminar toda a inteligência policial acerca dos ‘torcedores de risco’ da Inglaterra e de Gales (a Escócia tem uma força policial independente). Eles são responsáveis pela criação daquilo que Bryan chama de National Football Intelligence Network (Rede Nacional de Inteligência relacionada ao Futebol), articulando todos aqueles envolvidos no combate à violência causada por torcedores de futebol.

Com base nessas informações, os FIOS colhem provas contra os ‘torcedores de risco’, aqueles sabidamente inclinados à violência. O objetivo último é reunir um conjunto de provas suficiente para afasta-los, ao menos temporariamente, dos jogos de futebol. Por exemplo: se o FIO e os outros policiais conseguirem provar que um determinado torcedor frequenta bares onde grupos de hooligans se reúnem, se ele foi filmado dentro do estádio cantando insultos racistas e fotografado na rua brigando com torcedores de outros times, esse material incriminatório é levado a um juiz que emite então uma FBO (Football Banning Order) – uma Ordem de Banimento do Futebol.

Essa figura jurídica foi criada em agosto de 2000 e em março de 2008 havia mais de 3,5 mil torcedores submetidos a uma FBO. O banimento do futebol varia entre um mínimo de três e um máximo de dez anos. Algumas vezes não há provas suficientes para uma condenação, mas há material bastante para que seja emitida uma FBO, que corre paralelamente ao processo criminal, isto é, o sujeito pode ser condenado à prisão e ao mesmo tempo estar submetido a uma FBO. Nove em cada dez torcedores banidos praticaram violência, oito em cada dez estiveram envolvidos em atitudes racistas e um em cada sete em desordens.

Quando não há provas suficientes nem mesmo para o banimento, o dossiê reunido pela polícia é passado para o clube, que tem o direito de proibir a entrada daquele torcedor no estádio, inclusive para sempre, já que se trata de propriedade privada. Ou seja, há um verdadeiro cerco aos torcedores violentos e/ou problemáticos. Aquele que recebeu uma FBO não pode frequentar jogos de futebol, muitas vezes sendo obrigado até a ficar a uma boa distância do estádio – o que impede inclusive que ele se encontre com seus parceiros em um pub, por exemplo. Além disso, o torcedor banido é obrigado a entregar o seu passaporte à polícia toda vez que a seleção da Inglaterra viaja ao exterior. Na prática, portanto, a FBO tem a força de limitar seriamente os direitos e as liberdades do indivíduo, ao menos em dias de jogo. Bryan Drew e a equipe da FPU coordenam nacionalmente as FBOS, enviando cartas para os recém-banidos, comunicando-lhes que precisam entregar seu passaporte, apresentar-se à polícia e por aí vai” (págs 215-217).

No Brasil, temos (ou melhor, os governantes que elegemos têm) a mania de empurrar os problemas para debaixo do tapete. Ou pior, esperar o tapete rasgar para enfim pensar o que fazer com a sujeira. Enquanto não houver uma mudança brusca na forma de lidar com incidentes provocados no âmbito esportivo, situações como a ocorrida no último domingo no Maracanã serão cada vez mais “comuns”/”ordinárias” no nosso dia a dia.

Não podemos generalizar que todo torcedor organizado é um criminoso. Como em qualquer associação de pessoas, existem pessoas boas e pessoas mal-intencionadas. A torcida organizada quando se presta a ser parte do espetáculo com cânticos, bandeiras e festa, regendo os presentes no estádio, soma. Quando vai ao estádio, ou nas cercanias dele, com o único intuito de defender uma suposta honra coletiva, não está somando. Pelo contrário, está pondo em risco as vidas de quem não está interessado naquela “disputa de poder” e ainda dá um verdadeiro “tiro no pé” para o clube, sempre punido (dependendo do time, é claro, infelizmente) por estas atitudes.

No caso do incidente de domingo, apenas uma pequena parte da torcida do Corinthians se envolveu na confusão com os policiais cariocas, que impediram a invasão ao setor do Flamengo. Muitos outros torcedores estavam presente no setor corintiano, mas por que não se juntaram àqueles?! Simples, pois foram ao estádio para assistir ao jogo, não para violência. O que mais se espanta é que no caso da torcida do time paulista determinados indivíduos especificamente estão sempre envolvidos em incidentes pré ou pós-jogos independente da cidade. Por que? Simples, nossa legislação é insuficiente. Já passou da hora de tornar a punição mais rígida. Criar órgãos responsáveis pelo combate ao crime praticado nas competições esportivas. O Rio de Janeiro tem o GEPE da Polícia Militar, mas não é o suficiente. É de suma importância o trabalho em cooperação entre Governos Federal, Estadual e Municipal, Polícia, Ministério Público, Clubes e Federações.

Hoje o Estatuto do Torcedor (Lei 10.671) prevê:

Art. 2o-A.  Considera-se torcida organizada, para os efeitos desta Lei, a pessoa jurídica de direito privado ou existente de fato, que se organize para o fim de torcer e apoiar entidade de prática esportiva de qualquer natureza ou modalidade.

Parágrafo único.  A torcida organizada deverá manter cadastro atualizado de seus associados ou membros, o qual deverá conter, pelo menos, as seguintes informações: I – nome completo; II – fotografia; III – filiação; IV – número do registro civil; V – número do CPF; VI – data de nascimento; VII – estado civil; VIII – profissão; IX – endereço completo; e X – escolaridade.

Art. 41-B.  Promover tumulto, praticar ou incitar a violência, ou invadir local restrito aos competidores em eventos esportivos:

Pena – reclusão de 1 (um) a 2 (dois) anos e multa.     

§ 1o  Incorrerá nas mesmas penas o torcedor que:

I – promover tumulto, praticar ou incitar a violência num raio de 5.000 (cinco mil) metros ao redor do local de realização do evento esportivo, ou durante o trajeto de ida e volta do local da realização do evento;

II – portar, deter ou transportar, no interior do estádio, em suas imediações ou no seu trajeto, em dia de realização de evento esportivo, quaisquer instrumentos que possam servir para a prática de violência.

§ 2o  Na sentença penal condenatória, o juiz deverá converter a pena de reclusão em pena impeditiva de comparecimento às proximidades do estádio, bem como a qualquer local em que se realize evento esportivo, pelo prazo de 3 (três) meses a 3 (três) anos, de acordo com a gravidade da conduta, na hipótese de o agente ser primário, ter bons antecedentes e não ter sido punido anteriormente pela prática de condutas previstas neste artigo.

§ 3o  A pena impeditiva de comparecimento às proximidades do estádio, bem como a qualquer local em que se realize evento esportivo, converter-se-á em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento injustificado da restrição imposta.

§ 4o  Na conversão de pena prevista no § 2o, a sentença deverá determinar, ainda, a obrigatoriedade suplementar de o agente permanecer em estabelecimento indicado pelo juiz, no período compreendido entre as 2 (duas) horas antecedentes e as 2 (duas) horas posteriores à realização de partidas de entidade de prática desportiva ou de competição determinada.

 

Proibir a entrada de determinada torcida organizada no estádio não impede a sua presença. Quem frequenta estádio sabe que aquela estará presente da mesma forma mas “à paisana“. O problema é muito maior.

Como é feito o controle? Existe um cadastro para os torcedores “ficha suja”? A Polícia monitora quem está indo ao jogo ou não antes da partida acontecer? Os clubes brasileiros recebem uma lista com os nomes dos torcedores proibidos de comparecer aos jogos? As bilheterias tem uma lista daqueles para quem em tese não poderiam vender ingresso? Muitas perguntas,  mas os atos de vandalismo em repetição nos levam a crer que a resposta é: não.

O esporte, especificamente o futebol, que já foi reiteradamente utilizado como instrumento de controle político das massas, hoje é apenas uma amostra do caos político-criminal que vivemos, refletido sobretudo no desinteresse dos governantes em garantir de fato a segurança e o bem-estar à população que a Constituição determina (“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade” – Art. 5º  da Constituição Federal).

Pobre futebol brasileiro. Pobre sociedade brasileira. Esperamos não ter o nosso Heysel para que o Poder Público acorde e tome medidas mais enérgicas. Ate lá o tapete que cobre o futebol brasileiro seguirá transbordando de sujeira…

 

 

outubro 27th, 2016 by Igor Serrano | 1 Comentário »

Faltam 7…

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Faltam 7…

O Vasco que começou o ano “empolgando”, conquistou o bicampeonato carioca de forma invicta e manteve 34 jogos de invencibilidade, é o mesmo Vasco que vai terminar o ano de forma melancólica a Série B. Quarto, terceiro, segundo ou campeão? Pouco importa. Como bem disse Martín Silva na última semana, conquistar (e participar de) mais uma Série B nada soma à grandeza do C.R. Vasco da Gama.

Mas afinal, qual é o verdadeiro Vasco de 2016? Analise e tire suas conclusões.

VASCO 2016 – ATÉ O MOMENTO (31ª rodada da Série B)

57 JOGOS

33 VITÓRIAS

14 EMPATES

10 DERROTAS

(Clássicos: 8 jogos – 5 vitórias e 3 empates)

 

31/01    Estadual              VASCO                 4 x 1                      Madureira

04/02    Estadual              América               1 x 3                      VASCO

10/02    Estadual              VASCO                 2 x 0                      Volta Redonda

14/02    Estadual              VASCO                 1 x 0                      Flamengo

20/02    Estadual              Tigres                   0 x 2                      VASCO

25/02    Estadual              VASCO                 2 x 2                       Friburguense

28/02    Estadual              VASCO                 1 x 1                      Botafogo

05/03    Estadual              Bonsucesso       1 x 3                      VASCO

13/03    Estadual              VASCO                 2 x 0                      Bangu

19/03    Estadual              Boavista              0 x 1                      VASCO

27/03    Estadual              VASCO                 1 x 0                      Botafogo

30/03    Estadual              Flamengo           1 x 1                      VASCO

03/04    Estadual              VASCO                 1 x 1                      Volta Redonda

09/04    Estadual              VASCO                 1 x 0                      Madureira

13/04    Copa do Brasil   Remo                   0 x 1                      VASCO

17/04    Estadual              Fluminense        0 x 1                      VASCO

24/04    Estadual              VASCO                 2 x 0                      Flamengo

27/04    Copa do Brasil   VASCO                 2 x 1                      Remo

01/05    Estadual              Botafogo             0 x 1                       VASCO

08/05    Estadual              VASCO                 1 x 1                      Botafogo

11/05    Copa do Brasil   CRB                       0 x 1                      VASCO

14/05    Brasileiro Série B    Sampaio Corrêa        0 x 4       VASCO

18/05    Copa do Brasil                 VASCO                1 x 1       CRB

21/05    Brasileiro Série B             VASCO                1 x 0       Tupi

24/05    Brasileiro Série B             Vila Nova           0 x 2  VASCO

28/05    Brasileiro Série B             VASCO               4 x 3       Bahia

31/05    Brasileiro Série B             Oeste                   1 x 1       VASCO

04/06    Brasileiro Série B             VASCO                 1 x 0      Goiás

07/06    Brasileiro Série B             Joinville               0 x 2       VASCO

11/06    Brasileiro Série B             Atlético-GO       2 x 1       VASCO

14/06    Brasileiro Série B             VASCO                 3 x 2       Náutico

18/06    Brasileiro Série B             VASCO                 0 x 2       Paysandu

21/06    Brasileiro Série B             Londrina              0 x 1       VASCO

25/06    Brasileiro Série B             CRB                       1 x 2       VASCO

28/06    Brasileiro Série B             VASCO                 1 x 2       Paraná

02/07    Brasileiro Série B             Avaí                       2 x 1       VASCO

09/07    Brasileiro Série B             VASCO                 2 x 0       Brasil

13/07    Copa do Brasil                 VASCO                  1 x 1        Santa Cruz

16/07    Brasileiro Série B             Luverdense          1 x 1       VASCO

20/07    Copa do Brasil                 Santa Cruz            2 x 3       VASCO

23/07    Brasileiro Série B             VASCO                 2 x 1       Bragantino

30/07    Brasileiro Série B             VASCO                 2 x 1       Criciúma

02/08    Brasileiro Série B             Ceará                    0 x 0       VASCO

20/08    Brasileiro Série B             VASCO                 1 x 1       Sampaio Corrêa

24/08    Copa do Brasil                 Santos                   3 x 1       VASCO

27/08    Brasileiro Série B             Tupi                       2 x 2       VASCO

30/08    Brasileiro Série B             VASCO                 1 x 2       Vila Nova

03/09    Brasileiro Série B             Bahia                    1 x 0       VASCO

10/09    Brasileiro Série B             VASCO                 3 x 2       Oeste

13/09    Brasileiro Série B             Goiás                    1 x 1       VASCO

16/09    Brasileiro Série B             VASCO                 2 x 0       Joinville

21/09    Copa do Brasil                 VASCO                   2 x 2       Santos

24/09    Brasileiro Série B             VASCO                 2 x 0       Atlético-GO

01/10    Brasileiro Série B             Náutico                 3 x 1       VASCO

04/10    Brasileiro Série B             Paysandu            3 x 1       VASCO

08/10    Brasileiro Série B             VASCO                 1 x 0       Londrina

15/10    Brasileiro Série B             VASCO                 1 x 2      CRB-AL

 

outubro 17th, 2016 by Igor Serrano | 1 Comentário »

Flapress

Para alguns ela é como o Monstro do Lago Ness (“ninguém nunca viu”), para outros ela é como caviar do Zeca Pagodinho (“só ouço falar”), mas hoje ela (novamente) resolveu colocar as manguinhas de fora.

No dia seguinte à classificação cruzmaltina para as oitavas de final da Copa do Brasil 2016, o noticiário esportivo é surpreendido com a seguinte notícia: “Martín Silva, titular e ídolo do Vasco, aciona o clube na Justiça por dívida de R$ 1 milhão“. Antes mesmo de abrir o link, achei estranho. Ué?! Se os salários estão em dia e o Vasco renovou o contrato dele recentemente, de onde viria essa “suposta” dívida?!?!?! Mas antes de tomar conclusões precipitadas e fazer acusações infundadas, fui conferir.

Ao abrir a “reportagem” (?!), o teor só confirmou o que eu suspeitava. Uma matéria sem conexão de seu conteúdo com a manchete e altamente tendenciosa. Onde estão os valores jornalísticos nos dias atuais, aliás? Em tempos de twitter e facebook, mais vale o compartilhamento em massa de uma matéria “polêmica” do que ter responsabilidade com o que se escreve e propaga. Outras pessoas, sem tanto acesso à informação, poderiam tomar aquilo como verdade. Poderiam criar uma “raiva” do melhor goleiro que passou por São Januário nos últimos anos sem que ele tenha feito absolutamente nada. Seria essa a vontade de quem escreveu a tal matéria?

Lá explicava-se que foi feito um acordo de exploração dos direitos de imagem do atleta por uma empresa, cujo acionista é o ex-presidente do Olímpia do Paraguai (clube de onde veio Silva), e a diretoria vascaína da época de sua contratação. Se em nenhum momento o teor da reportagem deixa transparecer alguma participação ou envolvimento do atleta vascaíno (que prontamente desmentiu, o que fora noticiado, por meio de seu twitter) no processo judicial, por que a manchete tendenciosa então?! Não pode o Vasco ter um dia seguinte à sua classificação feliz?! Ou seria realmente raiva da pessoa que a escreveu por ter de dividir as atenções do noticiário esportivo da contratação de um jogador que chega e não veste a camisa 10 com o êxito da cruz de malta?!

Aí você diria: “Igor, você tá viajando. O cara pode ter se equivocado. Erros acontecem!“. Será?! Não acredito em coincidências. E mostro o motivo.

No ano passado, no dia seguinte à nossa classificação para a final do Carioca (Vasco 1×0 Flamengo, gol do Gilberto), participei como convidado de um programa de rádio para falar sobre o lançamento do meu primeiro livro (que seria lançado alguns dias depois). E para a minha surpresa, durante o programa, enquanto aguardava o momento em que entraria no ar, foi chamado como convidado um ex-jogador e funcionário do Vasco que aproveitou do momento de alegria cruzmaltina para o que?! Reclamar de verbas trabalhistas supostamente não pagas. A pessoa está no direito dela, de reclamar sempre daquilo que lhe é de direito, mas os responsáveis pelo teor da entrevista realmente não sabiam o que ele iria falar? O convidado não saiu falando aleatoriamente, uma pergunta lhe foi feita (o famoso “levantou para o outro cortar”). Logo… Queriam tocar no assunto naquele momento. A felicidade vascaína incomoda, meus amigos. Sempre foi assim e vai continuar sendo, infelizmente…

E o caviar do Lago Ness? Deve estar agora com a cabeça inchada. Ainda mais sendo eliminada na Copa do Brasil 2016 para o Fortaleza na segunda fase…

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julho 21st, 2016 by Igor Serrano | Sem Comentários »

Blogueiro vascaíno do Lance! conta em livro a trajetória do Vasco até o bicampeonato invicto de 2016

André Schmidt, o “Garone”, do Blog do Garone do Lance! ( http://blogs.lance.com.br/garone/ ) lança no próximo dia 23/06/16 (quinta-feira) no Bistrô Multifoco (Av. Mem de Sá 126, Lapa) o livro “Da queda ao Bi – A trajetória do Vasco em crônicas (2015/2016)“. Na obra o autor reconta as crônicas (originalmente publicadas em seu blog) da chegada do técnico Jorginho e à quase reversão do rebaixamento dado como certo na metade do Brasileiro de 2015, até a conquista invicta e incontestável do Bicampeonato Carioca em 2016.

A quarta capa e o prefácio são assinados por Mauro Betting. A orelha por ninguém menos, ninguém mais que o capitão do tricampeonato carioca de 94, Ricardo Rocha. O livro já está em pré-venda com opção de retirada (sem a cobrança do frete) no dia da noite de autógrafos, a ser realizada das 18h às 22h ( http://editoramultifoco.com.br/loja/product/da-queda-ao-bi/ ).

 

 

Segue uma das crônicas do livro:

Rio de emoção

Quando se inicia um texto de uma final, não se sabe se o assunto a ser tratado é futebol ou religião. Quem canta não torce, faz oração. O escudo vira terço, de um torcedor que se entrega por inteiro.

Num dia de decisão, não há espaço para meias paixões. Menores porções. Nem de amor, nem de dor. É um frio na barriga que aquece a alma. Queima como gelo, mas não adormece o corpo. Principalmente o coração.

Na prece, ex-jogador vira padroeiro e gol histórico se torna milagre oficial. Idolatria de imagens da memória, de santos vivos. Para não parecer que é algo somente humano, Deus separou um Rafael para cada título. São Rafael.

Silva e Vaz. Para mostrar que fé nunca é demais. Até pra quem não acredita na segunda-feira, mas ainda assim se ajoelha aos domingos. Em outro templo, de olho no tempo. Aqueles 90, que quase ninguém aguenta.

Quem chorou, sentiu. Quem levantou, aplaudiu. Não só o Vasco, mas também o Botafogo. Não seria pecado se o título acabasse em outras mãos, mas seria incompleto se não caísse nesses pés. Ou cabeças.

Quisera eu, se pudesse ter um breve diálogo com Deus, quem sabe, por engano ou um erro calculado, todo jogo se tornasse uma decisão. Num pedido meio torto, egoísta, o grito de campeão fosse eterno. Um eco que ganha corpo, e de tão constante parece silêncio.

O Rio respira um Vasco campeão. O Vasco transpira um rio de emoção.

*Crônica publicada após o empate em 1 x 1 entre Vasco e Botafogo, pelo 2º jogo da final do Carioca16, que confirmou o título cruzmaltino.

junho 9th, 2016 by Igor Serrano | Sem Comentários »

VASCO, O MAIOR CAMPEÃO CARIOCA INVICTO! ADIVINHA QUEM É O SEGUNDO?!

– PELO SEGUNDO ANO CONSECUTIVO O VASCO É O MELHOR TIME DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO! Parabéns aos atletas e comissão técnica pela conquista justa e incontestável!

– Moralmente seria o terceiro, se não fosse o “roubado é mais gostoso” de Felipe, Marcelo de Lima Henrique e cia (2014)…

– Com a conquista de ontem, o Vasco agora tem seis títulos estaduais invictos (1924-1945-1947-1949-1992 e 2016). Em segundo lugar vem, logicamente, o Flamengo com cinco (o Fluminense tem três e o Botafogo apenas um, conquistado em 1989).

– O jogo não foi fácil e o Botafogo mais uma vez deu trabalho. Os números, de acordo com o blog Números da bola, mostram que o time de General Severiano teve mais volume de jogo, mas não conseguiu desfazer a vantagem vascaína obtida no jogo anterior.

Posse de bola do Vasco: 48,4%
Posse de bola do Botafogo: 51,6%
Finalizações certas do Vasco: 3
Finalizações certas do Botafogo: 7
Finalizações erradas do Vasco: 4
Finalizações erradas do Botafogo: 9
Cruzamentos certos do Vasco: 4
Cruzamentos certos do Botafogo: 4
Cruzamentos errados do Vasco: 7
Cruzamentos errados do Botafogo: 16
Passes certos do Vasco: 211
Passes certos do Botafogo: 290
Passes errados do Vasco: 42
Passes errados do Botafogo: 24
Desarmes certos do Vasco: 24
Desarmes certos do Botafogo: 11
Faltas cometidas pelo Vasco: 26
Faltas cometidas pelo Botafogo: 27

(http://www.netvasco.com.br/n/178354/confira-as-estatisticas-de-vasco-1-x-1-botafogo-jogo-do-bicampeonato-estadual)

– Rafael Vaz, que já havia decidido a partida contra o Flamengo na primeira fase do campeonato, entrou no intervalo substituindo o lesionado Luan. Mal na partida, falhou no gol botafoguense. Se redimiu pouco depois ao empatar, de cabeça, a partida. Mesmo assim, ainda falhou algumas outras vezes. Ainda bem que o restante da defesa estava atenta e o time com sorte de campeão.

– Os botafoguenses em geral são associados à superstição. Mas ontem tivemos um show de crendices por parte dos vascaínos também. Teve gente obrigando a irmã a usar exatamente a mesma camisa do segundo jogo da final de 2015…Vascaíno com incrível escrita negativa (pé frio?!) contra o Botafogo indo ao jogo e saindo campeão (mesmo mantendo a escrita de não ver vitórias contra o time de Jefferson). Para sorte deste o empate nos dava o título!

– O Botafogo foi melhor nos dois jogos finais. Mas o Vasco foi melhor o campeonato inteiro: a campanha invicta fala por si só.

– Com o título de ontem, agora temos 24 conquistas estaduais.

– A conquista premia o bom trabalho executado por Jorginho e Zinho. Quase alcançaram o impossível no Brasileiro15. Faltou pouco. Agora conquistam um campeonato invicto e estão há 6 meses sem sofrer uma derrota (25 jogos).

– Um botafoguense conhecido meu, fazendo jus à fama de chorão, veio dizer que seu time foi roubado. Insistia que não foi falta no lance que originou o gol de Vaz. Ao ser indagado do motivo pelo qual o árbitro, que supostamente queria prejudicar o Botafogo, não expulsou Leandrinho após levantar a camisa e mostrar uma mensagem (já possuía cartão amarelo) na comemoração do gol, ficou sem resposta. Ahh Botafoguenses…

– Ricardo Gomes merece todos os aplausos do mundo. Com um time limitado tecnicamente, conseguiu fazer um grande campeonato.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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maio 9th, 2016 by Igor Serrano | Sem Comentários »

QUANTO FOI O JOGO?!?!?! – Vasco 1 x 0 Botafogo – Carioca 2016 – Final (1º jogo)

04 de dezembro de 2011. Estádio do Engenhão, Engenho de Dentro, Rio de Janeiro-RJ.

Vasco e Flamengo jogavam pela 38ª e última rodada do Campeonato Brasileiro daquele ano. O Vasco, graças ao gol de Bernardo no apagar das luzes na rodada anterior diante do Fluminense, chegava na última rodada ainda vivo na disputa pelo pentacampeonato brasileiro.

A alguns kms dali, com uma camisa do Vasco, no Centro da cidade, eu congelava dentro de uma sala que mostrava à vera o quão bem funcionava seu aparelho de ar-condicionado. Tentando me concentrar, e não pensar no jogo, fazia a prova que me daria oficialmente a licença para advogar.

Na primeira manifestação de fogos de artifício, nas redondezas da faculdade onde a prova era aplicada, pensei “Será que foi gol do Vasco?!“. Mas logo fui interrompido pela Responsabilidade Civil Extracontratual e suas nuances…

Finalizada a prova, saí ávido por informação. E logo abordei um rapaz, que fazia a segurança do local: “Quanto foi o jogo?!?!?!“. “Foi 1 x 1” – respondeu enquanto brotava um sorriso no canto do rosto. O alívio pelo término da cansativa prova foi estragado por aquele balde d’água fria. Não fizemos nem a nossa parte (precisávamos vencer e o Corinthians perder o jogo dele). O caneco não veio…

 

01 de maio de 2016. Estádio do Maracanã, Tijuca, Rio de Janeiro-RJ.

Vasco e Botafogo no melhor estilo “vale a pena ver de novo” reprisavam a final do Campeonato Carioca do ano anterior sem vantagem de empate para qualquer dos times. O Botafogo entrou em campo para o 1ª jogo da final com a sua zaga reserva por questão de lesão e suspensão. O Vasco completo e defendendo o título do ano anterior, entraria em busca do caneco invicto (algo que desde 1992 não mais aconteceu).

Próximo dali, novamente no Centro da cidade, passava frio em uma sala de outra faculdade. O ranger dos dentes era consequência do clima da Cidade Maravilhosa, que resolveu brincar de inverno fora de época, e não por causa do ar-condicionado. Desta vez um concurso público pela frente me fazia perder mais um jogo decisivo do Gigante da Colina.

O Vasco de 2016 só tem um representante de 2011: Eder Luis. O Igor de 2016 também muito mudou em relação ao recém-formado de 2011.

Questão vem, questão vai e logo uma gritaria na rua. A fiscal da prova vai até a janela olhar e volta ao centro da sala torcendo os lábios, em claro sinal de reprovação. “Será que foi gol do Vasco e ela é flamenguista?!” – pensei rapidamente antes de ser interrompido pelas questões em torno da nossa Constituição Federal.

Aliás, chegando para a prova fui provocado por um funcionário, que ao me avistar de casaco do Vasco sugeriu que ao invés de elevador deveria ir para a minha sala de escada. Não entendi o significado da piada e optei por ignora-lo.

Ao terminar a prova, tal como em 2011, novamente saí da sala sedento pelo resultado. “Quanto foi o jogo?!?!?!” – indaguei à fiscal do corredor. “Meu filho, estou há aqui desde a mesma hora que você. Não sei de jogo nenhum“. “Flamenguista! Sacanagem. Quer me deixar na curiosidade…” – concluí.

Ao chegar no térreo, dei de cara com o mesmo funcionário da provocação pré-prova. A reação foi inevitável: “QUANTO FOI O JOGO?!?!?!“. Numa escala 1/10 de volume e com a cara de pouquíssimos amigos, o rapaz então balbuciou: “1 a 0…Vasco.”

Rindo de alegria, com um sorriso gigante, até esqueci do frio. Usando meu velho e fiel casaco do Vasco (da Umbro, de 2005), voltei feliz caminhando para o metrô. Lá, enquanto esperava a composição, logo senti alguém cutucar meu ombro. Quando me virei, para ver se era algum conhecido, me deparei com um jovem com uma mochila (levava a crer que também vinha da prova), com uma cara de desespero e que logo bradou: “QUANTO FOI O JOGO?!?!?!

maio 2nd, 2016 by Igor Serrano | Sem Comentários »

War?! Pique-bandeira?! Wallace?! – Carioca 2016 (semifinal) – Vasco 2 x 0 Flamengo

– Alô, Vasco?!

– Faaaaala, Flamengo! Beleza, meu freguês?! Como tá essa força?!

– Força nada. Isso é nome de organizada de vocês. Nossa energia. Energia é um termo melhor. Não anda muito boa, mas hoje iremos quebrar o protocolo e chegar “chegando” pra cima de vocês…

– Como assim?!

– É o seguinte. Desde que esse velho fumador de charuto voltou, a gente não consegue mais ganhar de vocês. Veio esse maldito lema de “O respeito voltou!” e mesmo vocês sendo rebaixados pra segunda nacional, a sina permanece. Estamos de saco cheio dessa merda…

– Que isso, cara?! Falando palavrão? Logo você, um cara tão educado e refinado da zona sul…

– É isso mermo! Se funciona pra vocês, deve funcionar pra gente também. Afinal não dizem que somos o time mais querido, o mais popular?! Então! Hoje vamos abalar as estruturas!!!

– Como assim?! O que os magos do BNDES estão aprontando dessa vez?!

– É o seguinte. Vocês já tem uma identificação muito forte com o descobrimento por conta da origem lusitana do clube de vocês. Semana passada praticamente massacraram a torcida do nosso pai das Laranjeiras em Manaus. Então pro jogo de hoje vamos chegar estilo cavaleiros medievais…

– Medievais?! Mas isso lembra a nossa camisa templária…

– Foda-se, seu favelado. É isso aí. Vamo chegar e jogar o protocolo pra casa do caralho! Vocês vão ficar esperando o nosso time para entrar junto no gramado e iremos passar direto. Vamos deixar vocês no vácuo com cara de otários e o nosso intelectual capitão ainda levará um mastro com a nossa bandeira para fincar no meio do gramado. Como se estivéssemos marcando território. Dominando o local de vocês!

– Que isso, cara?! Mas não eram vocês que acusavam nosso clube e nosso presidente de serem truculentos e autoritários?! Isso vai soar bem inadequado…

– Merrmão, pra acabar com essa sequência indigesta de só tomando no cu pra vocês, vale tudo. Até gol roubado, como diria aquele nosso goleiro poeta.

– Tá tranquilo, então, Flamengo. Mas vocês já avisaram ao trio de arbitragem e aos mascotes que irão esperar o time?

– Que avisar porra nenhuma! Vou avisar a vocês para já irem preparando as férias. Vamos ganhar bonito de vocês com o nosso treinador Muricy que nos prometeu fazer uma transformação e colocar a gente pra jogar estilo Barcelona…

– Mas da Espanha ou de Guayaquil? Porque já ganhamos dos dois…

– Que se foda, suburbano. O dia que você tiver dinheiro para pagar o que eu pago pro Muricy e pro Guerrero você vem falar comigo, ok?!

– Beleza, cara. Você que sabe. Tu anda meio nervosinho. O lance da Primeira Liga não saiu como esperado né?!

– Não te mete! Isso não é assunto pra você!

– Risos… Ok. Mas olha só… Pensando bem aqui… Esse lance da bandeira aí que você falou, não vai soar um pouco caricato?! Algo estilo pique-bandeira ou aquele jogo de tabuleiro… Esqueci o nome…

– Não sei que jogo você se refere. Mas pra não lembrar o nome, as tuas crianças aí da Barreira não devem ter dinheiro pra comprar ou não sabem jogar. Aqui no parquinho da Gávea certamente terá não só ele à disposição como vários outros jogos de videogame pra jogar! Aqui é primeiro mundo, né?!

– War!!! Lembrei. War é o nome do jogo.

– War é guerra em inglês, seu animal. E se é guerra, iremos vencer com o nosso capitão Wallace e seu bravo ajudante César. E na frente ainda teremos o nosso craque Guerrero para fuzilar três vezes aquele seu goleiro uruguaio chato.

– Se você diz…

– Eu digo, não. Eu afirmo: vamos jogar e ganhar de vocês! É inadmissível ficar tanto tempo assim só perdendo para um time medíocre de favelados!

– Falou Flamengo. Baixa tua bola aí. Deixa eu ir nessa que o meu capitão Rodrigo tá chamando para a preleção…

– Ok. Mas avisa pra ele uma coisa…

– O que?!

– NADA DE PEITINHO!!!

 

 

VASCO 2 X 0 FLAMENGO

Local: Arena da Amazônia, em Manaus (AM)
Data: 24 de abril de 2016, domingo
Hora: 16h (de Brasília)
Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro
Assistentes: Wagner de Almeida Santos e Daniel do Espírito Santo
Cartão Amarelo: Nenê, Julio Cesar, Julio dos Santos, Luan (Vas); Wallace, Cuellar, César Martins, Rodinei(Fla)
Cartão Vermelho: Alan Patrick(Fla)

Gols: VASCO: Andrezinho, aos 21 minutos do primeiro tempo; Riascos, aos 11 minutos do segundo tempo

VASCO: Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar(Rafael Vaz); Diguinho(Yago Pikachu), Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos
Técnico: Jorginho

FLAMENGO: Paulo Victor, Rodinei, César Martins , Wallace e Jorge; Cuéllar, William Arão(Ederson) e Mancuello; Gabriel(Alan Patrick), Marcelo Cirino(Felipe Vizeu) e Paolo Guerrero
Técnico: Muricy Ramalho.

 

 

abril 25th, 2016 by Igor Serrano | Sem Comentários »

Ao mestre, com carinho – VASCO CAMPEÃO INVICTO DA TAÇA GB 2016

Faz cinco anos mais ou menos que você partiu. Logo você, meu grande mentor vascaíno. Desde então nosso time foi campeão apenas duas vezes: uma conquista nacional e outra regional.

O time, que você me ensinou a amar, também trava batalhas diárias, como as que você vencia dia após dia antes de partir. Os tempos são outros, embora a paixão da maior parte da torcida seja a mesma da época dos grandes craques que você viu envergar a armadura cruzmaltina.

Mas quisera o destino (que os tricolores tanto gostam) fazer com que no dia do seu aniversário levantássemos mais uma taça. Mais uma que será muito bem cuidada pela tia do Salão de Troféus de São Januário.

Uma conquista invicta e incontestável. Os números estão aí para provar que futebol, por mais clichê que possa soar, é resultado. Se o resultado vier com jogo bonito (como aqueles que Edmundo nos proporcionava aos domingos na sua casa), melhor ainda. O importante é a faixa de campeão. E esta está no nosso DNA, ou melhor, na nossa segunda pele.

Que bela festa de aniversário deve ter sido aí em cima ontem hein, Vô?!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FLUMINENSE 0 x 1 VASCO

Local: Arena Amazônia, em Manaus (AM)
Data: 17 de abril de 2016
Horário: 16h (horário de Brasília)
Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)
Assistentes: Jackson Massara dos Santos (RJ) e Diego Luiz Barcelos (RJ)
Renda: R$ 2.214.000,00
Público: 28.291 pagantes
Cartões amarelos: Douglas, Renato Chaves e Fred (Fluminense); Jorge Henrique (Vasco)
Cartões vermelhos: Edson (Fluminense); Marcelo Matttos (Vasco)
GOL: Riascos, aos 20min do segundo tempo

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Wellington Silva, Marlon, Renato Chaves (Nogueira) e Giovanni; Edson, Douglas e Gerson; Marcos Júnior (Higor Leite), Osvaldo e Fred (Magno Alves)
Técnico: Levir Culpi

VASCO: Martin Silva; Madson, Luan (Rafael Vaz), Rodrigo (Diguinho) e Henrique; Marcelo Mattos, Julio dos Santos (Eder Luís), Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.
Ténico: Jorginho

 

abril 18th, 2016 by Igor Serrano | Sem Comentários »

Vasco chega a 20 jogos de invencibilidade – Você lembra a última vez que isso aconteceu?

Com a vitória de 1×0 sobre o Remo-PA, na última quarta, pela Copa do Brasil 2016, o Vasco 2015/16 chegou a 20 jogos de invencibilidade. A sequência começou no ano passado com a vitória diante do Palmeiras por 2×0, em pleno Allianz Parque.

A última vez que o time ficou tanto tempo sem perder foi na temporada 2011 sob a batuta de Ricardo Gomes. Lá a série teve início com a vitória de 4×2 sobre a equipe do Duque de Caxias pelo Campeonato Carioca e terminou com a derrota do Expressinho para os reservas do Coritiba por 5×1, pelo Campeonato Brasileiro (o jogo aconteceu entre os dois jogos da final da Copa do Brasil).

Compare as sequências e os times!

Vasco 2011

12 vitórias + 8 empates

09/03 – Estadual – VASCO 4 x 2 Duque de Caxias
13/03 – Estadual – Madureira 2 x 4 VASCO
20/03 – Estadual – VASCO 2 x 0 Botafogo
27/03 – Estadual – Fluminense 0 x 0 VASCO
30/03 – Copa do Brasil – ABC-RN 0 x 0 VASCO
03/04 – Estadual – VASCO 4 x 0 Bangu
06/04 – Copa do Brasil – VASCO 2 x 1 ABC-RN
09/04 – Estadual – VASCO 2 x 1 Cabofriense
13/04 – Copa do Brasil – Náutico-PE 0 x 3 VASCO
17/04 – Estadual – Olaria 2 x 2 VASCO
23/04 – Estadual – VASCO 1 x 0 Olaria
27/04 – Copa do Brasil – VASCO 0 x 0 Náutico-PE
01/05 – Estadual – VASCO 0 x 0 (1×3) Flamengo
04/05 – Copa do Brasil – Atlético-PR 2 x 2 VASCO
12/05 – Copa do Brasil – VASCO 1 x 1 Atlético-PR
18/05 – Copa do Brasil – VASCO 1 x 1 Avaí-SC
21/05 – Brasileiro – Ceará-CE 1 x 3 VASCO
25/05 – Copa do Brasil – Avaí-SC 0 x 2 VASCO
29/05 – Brasileiro – VASCO 3 x 0 América-MG
01/06 – Copa do Brasil VASCO 1 x 0 Coritiba-PR

(Fonte: http://www.netvasco.com.br/jogosvasco/jogos/2011.shtml)

Primeiro jogo:

VASCO 4 x 2 DUQUE DE CAXIAS

Campeonato Estadual – 2º turno – 1ª fase

Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Data: 09/03/2011 (quarta-feira)
Hora: 21h50min (de Brasília)

Árbitro: Eduardo Cordeiro Guimarães (RJ)
Assistente nº1: Wender de Paiva Gouvêas (RJ)
Assistente nº2: Sérgio Waldmans (RJ)
4º Árbitro: Marcelo Domingos de Souzas (RJ)

Público: 8.008 (pagantes); 9.582 (presentes) Renda: R$ 70.775,00

Cartões amarelos: Elton 32’/1ºT, Anderson Martins 4’/2ºT, Felipe 32’/2ºT e Fagner 35’/2ºT (VAS); Lenon 39’/1ºT, Fernando 43’/1ºT, Marlon 6’/2ºT, Ari 8’/2ºT, Juninho 8’/2ºT e Hamilton 18’/2ºT (DUQ). Cartão vermelho: Anderson Martins (2º amarelo) 23’/2ºT (VAS)

Gols: Felipe 9’/1ºT (VAS), Anderson Martins (cabeça) 36’/1ºT (VAS), Bernardo (pênalti) 44’/1ºT (VAS), Somália (cabeça) 5’/2ºT (DUQ), Ari 28’/2ºT (DUQ) e Dedé (falta) 33’/2ºT (VAS)

VASCO: Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca; Eduardo Costa, Rômulo, Bernardo (Caíque, intervalo) e Felipe; Eder Luís (Leandro 21’/2ºT) e Elton (Cesinha 23’/2ºT). Técnico: Ricardo Gomes

DUQUE DE CAXIAS: Fernando; Ari, Fábio Braz, Marlon e Hamilton; Antônio, Lenon (Felipe Canavan 34’/2ºT), Juninho e Edson Di (Gilcimar, intervalo); Geovane Maranhão (John, intervalo) e Somália. Técnico: Waldemar Lemos

Último jogo:

VASCO 1 x 0 CORITIBA

Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)

Renda/Público: R$ 756.765 / 17.922 pagantes/ 21.365 presentes

Árbitro: Paulo Cesar de Oliveira (SP). Auxiliares: Carlos Berkenbrock (SC) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP)

Cartão amarelo: Anderson Aquino (CTB). GOL: Alecsandro, 5’/2ºT (1-0)

VASCO: Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca; Eduardo Costa, Rômulo, Felipe (Fellipe Bastos, 30’/2ºT) e Bernardo; Diego Souza e Alecsandro (Elton, 36’/2ºT) – Técnico: Ricardo Gomes.

CORITIBA: Édson Bastos, Jonas, Demerson, Emerson e Lucas Mendes; Willian, Léo Gago, Rafinha e Davi (Geraldo, 28’/2ºT); Anderson Aquino (Marcos Paulo, 28’/2ºT) e Bill (Leonardo, 25’/2ºT) – Técnico: Marcelo Oliveira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vasco 2015/16

14 vitórias+6 empates (até o momento)

08/11/15 – Brasileiro – Palmeiras 0 x 2 VASCO
19/11/15 – Brasileiro – VASCO 1 x 1 Corinthians
22/11/15 – Brasileiro – Joinville 1 x 2 VASCO
29/11/15 – Brasileiro – VASCO 1 x 0 Santos
06/12/15 – Brasileiro – Coritiba 0 x 0 VASCO

31/01/16 – Estadual – VASCO 4 x 1 Madureira
04/02/16 – Estadual – América 1 x 3 VASCO
10/02/16 – Estadual – VASCO 2 x 0 Volta Redonda
14/02/16 – Estadual – VASCO 1 x 0 Flamengo
20/02/16 – Estadual – Tigres 0 x 2 VASCO
25/02/16 – Estadual – VASCO 2 x 2 Friburguense
28/02/16 – Estadual – VASCO 1 x 1 Botafogo
05/03/16 – Estadual – Bonsucesso 1 x 3 VASCO
13/03/16 – Estadual – VASCO 2 x 0 Bangu
19/03/16 – Estadual – Boavista 0 x 1 VASCO
27/03/16 – Estadual – VASCO 1 x 0 Botafogo
30/03/16 – Estadual – Flamengo 1 x 1 VASCO
03/04/16 – Estadual – VASCO 1 x 1 Volta Redonda
09/04/16 – Estadual – VASCO 1 x 0 Madureira
13/04/16 – Copa do Brasil – Remo 0 x 1 VASCO

(Fonte: http://www.netvasco.com.br/futebol/todososjogos2016/ e http://www.netvasco.com.br/futebol/todososjogos2015/)

Primeiro jogo:

PALMEIRAS 0 X 2 VASCO

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)
Data: 8 de novembro de 2015, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (Fifa/RS)
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (Fifa/BA) e Cleriston Clay Barreto Rios (Fifa/SE)
Público: 28.800
Renda: R$ 1.775.007,50
Cartões amarelos: Luan, Serginho, Riascos e Madson (VAS); Jackson (PAL)
Gols: VASCO: Rafael Silva, aos 34 minutos do primeiro tempo, e Nenê, aos 40 minutos do primeiro tempo

PALMEIRAS: Fernando Prass; João Pedro, Jackson, Vitor Hugo e Egídio (Felipe Gabriel); Thiago Santos, Robinho, Zé Roberto e Rafael Marques (Kelvin); Lucas Barrios (Alecsandro) e Gabriel Jesus
Técnico: Marcelo Oliveira

VASCO: Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Serginho, Diguinho, Andrezinho e Nenê (Rafael Vaz); Riascos (Eder Luis) e Rafael Silva (Julio dos Santos)
Técnico: Jorginho

Último jogo:

REMO-PA 0 X 1 VASCO

Copa do Brasil 2016

Local: Arena Mangueirão, em Belém (PA)
Data: 13 de abril de 2016 (Quarta-feira)
Horário: 21h45(de Brasília)
Árbitro: Rodolpho Toski Marques (PR)
Assistentes: Marcos Santos Vieira (AM) e Uesclei Regison Pereira dos Santos (AM)
Cartões amarelos: Eduardo Ramos, Max e Lucas (Remo); Madson e Riascos (Vasco)
Gol: VASCO: Thalles, aos 40min do segundo tempo

REMO: Fernando Henrique, Levy (Alisson), Henrique, Max e Ítalo (Igor); Lucas, Yuri, Chicão e Eduardo Ramos; Ciro (Silvio) e Luiz Carlos
Técnico: Marcelo Veiga

VASCO: Martin Silva, Madson, Luan, Rafael Vaz e Henrique (Evander); Marcelo Mattos, Yago Pikachu (Eder Luís), Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos (Thalles)
Técnico: Jorginho

 

 

 

 

 

 

abril 16th, 2016 by Igor Serrano | Sem Comentários »

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