Oscilação, o preço que se paga por trocar o pneu com o carro em movimento

Oscilação. Variação alternada; flutuação, mudança, variabilidade;

Que o time do Vasco ainda não tomou forma no Campeonato Brasileiro 2017 não é difícil perceber. A alternância entre boas partidas com outras abaixo da crítica, variações de escalações e esquemas mostra isso (até três zagueiros). A campanha quase perfeita em casa e quase nula fora também. Mas, a meu ver, o problema está diretamente ligado a outro fator: (mal) planejamento.

O Vasco que entrou em campo contra o Flamengo (já que diante do Vitória a equipe jogou com seis desfalques por lesão e suspensão) foi respectivamente:

08/07/17 – Martin Silva, Gilberto, Paulão, Rafael Marques e Henrique, Wellington, Bruno Paulista (Andrey), Mateus Vital (Wagner), Yago Pikachu (Manga Escobar) e Nenê; Luis Fabiano. Técnico: Milton Mendes.

No primeiro jogo do temporada, na Florida Cup, a equipe que venceu o Barcelona-EQU foi:

15/01/2017 – Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Alan Cardoso (Henrique); Evander e Julio dos Santos; Escudero (Guilherme Costa), Muriqui (Eder Luis) e Nenê; Thalles (Éderson). Técnico: Cristóvão Borges.

Martín segue absoluto, embora cometendo uma falhazinha e outra aqui em bolas teoricamente defensáveis. A zaga foi totalmente modificada. Luan vendido para o Palmeiras, Rodrigo liberado para a Ponte Preta, Alan Cardoso e Madson foram para o banco. Paulão e Breno foram contratados com o Campeonato Brasileiro em andamento, após a dupla Rafael Marques e Jomar (especialmente) não deixar boa impressão na goleada para o Palmeiras. A “dupla frankeinstein” (criação bizarra; nunca foram) de volantes foi substituída por outros efetivamente da posição (Julio inclusive foi liberado nos últimos dias para jogar no Sportivo Luqueño-PAR). Chegaram Wellington e Bruno Paulista (este após a novela mais longa da história de São Januário, foi regularizado e estreou apenas em julho, contra o Flamengo, e na mesma partida saiu lesionado) com a temporada em andamento. Jean foi contratado pouco depois da volta da Disney. Douglas, cria da base e também jogador do setor, foi vendido nos últimos dias e garantiu a viabilidade financeira do clube teoricamente até o fim do ano. A linha de três atuante detrás do centroavante foi mexida também. Escudero também foi para o banco, Muriqui (depois de não conseguir jogar uma partida boa sequer) liberado para voltar para China e Nenê, após também experimentar período no banco, manteve-se no setor. Yago Pikachu e Mateus Vital ganharam a posição com a chegada de Milton Mendes. No ataque, Thalles voltou para o banco e para a eterna luta contra a balança e foi substituído por Luis Fabiano, também contratado com a temporada em andamento. E por último, mas não menos importante, o técnico. Cristóvão Borges, escolha criticada pelos torcedores desde o anúncio, foi substituído por Milton Mendes durante o Campeonato Estadual.

Dos jogadores que entraram em ambas partidas, Henrique mantinha-se como titular da lateral até falhar decisivamente contra o Flamengo e parece ter perdido a posição para o recém-(perdoado)contratado Ramon; Guilherme Costa voltou a ter oportunidade na partida contra o Vitória; Eder Luis voltou a receber chance (após longo tempo sem nem no banco ficar) no empate em 2×2 com o Coritiba; Éderson, cansado das poucas oportunidades recebidas, voltou para o Atlético-PR (por onde foi artilheiro do Brasileiro em 2013); Andrey entrou contra o Flamengo e por muito pouco (ao atravessar uma bola errada no meio-campo) não queima seu filme com a impaciente torcida; Wagner e Manga Escobar foram contratados com a temporada em andamento.

O que se mantém em comum da primeira partida e da penúltima? Martin Silva e Nenê apenas. Muito pouco para um time que almeja vôos altos no campeonato. E naturalmente explica a oscilação.

Já imaginou se Milton Mendes e boa parte dos reforços trazidos ao longo desses seis meses estivessem presentes no jogo contra o Barcelona-EQU? Seria o (bom) caminho do Vasco até aqui, na estrada do Campeonato Brasileiro 2017, com menos curvas e mais subidas? Nunca saberemos.

Esperamos no entanto que se não for possível fazer a ultrapassagem, também não precisemos ligar o pisca-alerta. Uma viagem segura é tudo o que os passageiros deste Vasco da Gama 2017 desejam. Até mesmo os que costumam a enjoar em longos trajetos.

 

 

 

 

 

 

julho 14th, 2017 by Igor Serrano | Sem Comentários »

A sombra de uma dúvida – Brasileirão 2017 – Vasco 1 x 0 Avaí

O Vasco que ao mesmo tempo é um mandante quase imbatível, é o Vasco que não pontua como visitante.
O Vasco que ao mesmo tempo cansa de perder chances e não mata o jogo, é o mesmo Vasco que dá muito espaço em seu campo e abusa de “dar sorte ao azar“.

O Vasco que atua bem contra adversários fortes e faz o seu pior jogo no duelo contra o mais fraco da sequência.

O Vasco cuja torcida antes temida como 12º jogador pelos adversários, agora é o mesmo Vasco da torcida que cansa de fazer gol contra.

Vasco do Pikachu que não marca ninguém, mas é o jogador com maior número de gols (decisivo?) sob o comando de Milton Mendes.

Vasco de Jean e Gilberto, jogadores com maiores índices de desarmes no campeonato, mas que atrapalham quando estão com a bola.

O Vasco da oposição que acusa a situação e da situação que acusa a oposição.

O Vasco da torcida que se acostuma a conviver com brigas nos jogos por ser “ano de eleição”, enquanto tem esperanças de ver o time bem no campeonato.

 

Dica camarada:

1 – O Vasco de quem gosta do Fulano (e odeia o Sicrano) é o mesmo Vasco de quem gosta do Sicrano (e odeia o Fulano). O clube é um só. Colocar pessoas acima da instituição (defendendo a honra “na mão”) jamais irá ajudar quem está em campo. Muito pelo contrário, pode até atrapalhar.

2 – Seguindo com esse aproveitamento de quase 50%, o Vasco se classifica para a Libertadores da América do ano que vem. Basta lembrar que o Atlético-PR, sexto colocado do ano passado, teve 50% de aproveitamento com os 57 pontos feitos através de 17 vitórias, 6 empates e 15 derrotas.

 

VASCO-RJ 1 X 0 AVAÍ-SC
Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 17 de junho de 2017 (Sábado
Horário: 19h(de Brasília)
Público: 9.966 pagantes
Árbitro: Rafael Traci (PR)
Assistentes: Ivan Carlos Bohn (PR) e Luciano Roggenbaum (PR)
Cartão Amarelo: Paulão, Evander, Nenê, Mateus Vital (Vasco); Juan(Avaí)
Gols: VASCO: Yago Pikachu, aos 19 minutos do primeiro tempo

VASCO: Martin Silva, Gilberto, Breno, Paulão e Henrique; Jean(Wellington), Douglas, Yago Pikachu(Manga Escobar) e Mateus Vital(Andrezinho); Luis Fabiano e Nenê
Técnico: Milton Mendes

AVAÍ: Maurício Kozlinski, Leandro Silva, Airton, Gustavo e Capa; Judson, Wellington Simião(Pedro Castro), Marquinhos(Lourenço)e Juan; Diego Tavares(Willians) e Romulo
Técnico: Claudinei Oliveira

 

junho 18th, 2017 by Igor Serrano | Sem Comentários »

A falta que a falta faz – Brasileiro 2017 – Vasco 2 x 5 Corinthians

Por falta de tempo, infelizmente, não escrevo pós-jogo desde a estreia no Brasileiro contra o Palmeiras no Allianz Parque, quando saímos derrotados por 4×0 após fazer um primeiro tempo relativamente bom contra o atual campeão brasileiro. Naquela ocasião pontuei:

“A propósito, que o Gigante da Colina ultimamente não tem vocação ofensiva, não é nenhuma novidade. Mas a dificuldade em colocar a pelota no fundo do barbante não vem de hoje, e sim dos últimos anos e diretamente ligada a fragilidade dos nossos elencos.

Em 2016, em 64 jogos foram 96 gols marcados. Em 2015, em 69 jogos foram apenas 79 gols. Vale lembrar: estes times ficaram marcados por gols em sua maioria oriundos de cobranças de faltas (cruzamentos) ou escanteios. E assim em 2015 fizemos a pior campanha do primeiro turno da história do Brasileirão e no ano seguinte jogamos pela terceira vez a segunda divisão.

Um time que faz poucos gols não necessariamente é um time ruim (o São Paulo tricampeão brasileiro com Muricy Ramalho cansava de ganhar de 1×0, por exemplo), mas para isso é preciso tomar poucos gols e ter um aproveitamento alto das chances que cria. Algo que o Vasco vem se especializando em NÃO FAZER. Contra o Fluminense, o Vasco teve boas chances quando o placar ainda marcava 0x0. Não converteu nenhuma. Hoje, contra o Palmeiras (que por conta da disparidade financeira acima citada criou um abismo técnico entre as equipes), o time não poderia se dar ao luxo de repetir a fórmula do insucesso.

[…]

Que estamos ainda na primeira rodada do Brasileiro e logo de cara tivemos talvez o jogo mais difícil do campeonato, é certo. Assim profetizar qual será a sorte do Vasco nesta competição, neste momento, parece mero exercício de adivinhação. No entanto, há de se alertar: um time que marca poucos gols, desperdiça a maioria das (ou quase todas) chances que cria e atua com a zaga reserva como se titular fosse, parece destinado ao sofrimento. Torçamos para que este seja algo momentâneo, apenas uma estrofe necessária para no fim chegar aos solos e às palmas do sucesso. Pois de melancolia, o vascaíno está de fado cheio.

E o que mudou de lá pra cá?

O Vasco seguiu se portando bem nas partidas, o que deixa escancaradamente evidenciada a capacidade do nosso estudioso técnico. A zaga “reserva” que atuou contra o Palmeiras (Rafael Marques e Jomar, já que Luan havia sido negociado com o Palmeiras e Rodrigo afastado e liberado para a Ponte Preta) voltou para a reserva com a contratação dos contestados Paulão e Breno (na verdade Paulão e Rafael Marques formaram a zaga contra o Bahia, primeira partida após a derrota na estreia, mas R.Marques saiu de campo lesionado e Breno entrou para não mais sair do time). O primeiro muito criticado pela torcida colorada, a quem atribuiu a culpa no inédito rebaixamento do ano passado.  O segundo, quer por problemas particulares ou físicos, com 27 anos contabiliza apenas 88 partidas como profissional. E mais um detalhe, o até então incontestável craque do time, Nenê, titular absoluto desde a sua chegada ao clube em 2015, foi barrado e teve que amargar o banco de reservas pela primeira com a camisa cruzmaltina.

Contra o Bahia, segunda partida no campeonato, às 11h da manhã de um domingo, com excelente público em São Januário, o time abriu 2×0 e no fim tomou sufoco. A partida terminou 2×1. Gols de Pikachu e Luis Fabiano. Nenê não foi utilizado na partida e permaneceu os 90 minutos no banco.

Na rodada seguinte, mais um jogo em casa. O adversário? O Fluminense, que em dois jogos contra nós no ano somava duas vitórias por 3×0 (no primeiro e no último jogo do Estadual). Com mais um grande público o time fez um primeiro tempo dos sonhos. Controlou a partida durante todos os 45 minutos iniciais e foi brindado com apenas um gol, de cabeça de Luis Fabiano. Na volta para a segunda etapa, no entanto, o panorama mudou. Abel Braga ajustou a marcação de seu time e jogo ficou equilibrado. O Fluminense em um pequeno intervalo de tempo viraria a partida graças a dois gols de pênalti. Mas aí entrou Manga Escobar (aquele mesmo que em sua estreia com a camisa do Vasco havia posto a mão na bola dentro da área e contribuiu diretamente para a eliminação na Copa do Brasil 2017 para o fraco time do Vitória-BA; o mesmo Escobar que deu a assistência para o 1º gol de Luis Fabiano com a camisa vascaína, na final da Taça Rio 2017), que estava em um dia inspiradíssimo. Em uma linda jogada individual pela esquerda empatou o jogo. Milton Mendes partiu pro tudo ou nada e também colocou Muriqui (que errou absolutamente tudo que tentou na partida: passe, chute, domínio de bola e marcação – uma tragédia) e Nenê, que, no último lance da partida, decidiria o jogo com o gol da virada e da vitória, após jogada de Escobar.

No último domingo, o Vasco foi até Porto Alegre enfrentar o Grêmio. Milton Mendes mudou a escalação da equipe. Poupou Luis Fabiano, escalou o time com três volantes, promovendo a estreia do recém-contratado Wellington (ex-Internacional e São Paulo). Além disso, manteve Nenê no banco e substituiu Pikachu por Escobar nos onze iniciais. Com a formação o Vasco não teria um centroavante de ofício. Quem achava que Manga faria o papel de “falso 9” se enganou. Quem tinha liberdade para flutuar próximo da área era na verdade Douglas. Em mais uma boa apresentação, o Vasco fazia jogo duro com o Grêmio. Marcava em cima e criava dificuldades para o Tricolor Gaúcho sair jogando. Mas aí, aos 36’/1ºT, Wellington cometeu pênalti infantil em Geromel e o Grêmio abriu o placar. Aliás, este foi o quinto gol de penalidade máxima em quatro jogos que o Vasco levou. Milton então colocou Thalles e Nenê numa tentativa desesperada de ao menos empatar a partida, mas no fim o que aconteceu foi o segundo gol gremista. Final: Grêmio 2×0 Vasco.

Ontem, em mais um dia de São Januário cheio (a torcida tem dado um show à parte nesse início de campeonato), o Vasco recebeu o Corinthians. Com a repetição da escalação do jogo contra o Fluminense, a torcida estava confiante em mais uma vitória em casa.

Mas logo com menos de 1 minuto jogado: susto. Kelvin subiu para disputar uma bola e quando aterrissou torceu o joelho. Saiu de maca. Enquanto seu reserva imediato, Manga Escobar, não entrava, o Corinthians foi tocando a bola de pé em pé, até Guilherme Arana, pela esquerda, rolar para trás e Marquinhos Gabriel abrir o placar. Chamou a atenção a passividade vascaína no lance, absurdamente envolvida pela rápida troca de passes corintiana. Parecia que o Vasco estava na “de fora” e acabara de entrar ainda frio e o Corinthians era o “rei da mesa” da pelada.

Tudo bem. O time não se abateu e partiu em busca do empate. Com marcação alta, prensou o Corinthians em seu campo de defesa e só deu Vasco. No entanto, a intensidade e o volume de jogo não se traduziam em gols. Na maioria das vezes que chegava com perigo, a opção era por cruzamentos pra área.

Até que aos 39′, Marquinhos Gabriel recebeu no meio e viu Jô arrancar na diagonal, nas costas de Paulão. O passe ocorreu no lado esquerdo do zagueiro vascaíno, à feição para o atacante corintiano já sair de cara para o gol. Lento e atrapalhado, Paulão ainda tentou se recuperar no lance, mas era tarde. São Martín saiu atabalhoado do gol e acabou trombando com Paulão antes de Jô tocar para o gol e fazer Vasco 0 x 2 Corinthians. O time do Parque São Jorge deu dois chutes a gol em todo o primeiro tempo e marcou em ambos.

O primeiro tempo terminou com desvantagem de dois gols para o Gigante da Colina. De se destacar a (mais uma) excelente partida até ali de Mateus Vital: Muito bem ofensivamente e auxiliando na marcação, manteve a calma e a serenidade de um veterano. Puxava a marcação e esperava o momento certo do passe, mesmo quando cercado por dois adversários. Por outro lado, Gilberto em mais uma péssima atuação conseguiu acertar a social em uma frustrada inversão de bola. De se destacar ainda, negativamente, um pênalti claríssimo não marcado em Manga Escobar e a não expulsão do zagueiro Pablo, após cotovelada na barriga de Luis Fabiano sem que a bola estivesse em jogo. Se fosse o contrário, será que Luis Fabiano também seria advertido apenas com o amarelo?

Lembra da falta de efetividade de que reclamava no jogo contra o Palmeiras? Ela voltou a aparecer em mais um jogo crucial, contra um adversário acostumado a marcar muito e sair apenas na boa. Mas em pouco tempo Luis Fabiano calaria a minha boca.

Na volta para o segundo tempo, Nenê substituiu o pífio Gilberto e com isso Pikachu foi deslocado para a lateral direita. Com menos de três minutos do segundo tempo, o placar marcava 2×2. Sim, você não leu errado. Em dois ataques, dois gols de cabeça de Luis Fabiano. No primeiro, aproveitou cobrança de falta de Nenê pela direita. No segundo, recebeu cruzamento de Henrique na medida pela esquerda.

Depois de tomar o empate num piscar de olhos, o Corinthians finalmente teve que sair para o jogo. E numa dessas chegadas ao ataque, aos 6′ repetiu a jogada do primeiro gol, que de tão perfeita a repetição, deu até a impressão de ser ensaiada. A zaga vascaína desta vez estava atenta e Guilherme Arana chutou pra fora.

Quatro minutos depois (10′), após chute de fora da área de Douglas, Cássio espalmou. O rebote ficou com Manga, que tentou repetir a jogada de seu gol contra o Fluminense. Não conseguiu, mas a bola sobrou para Luis Fabiano, de primeira, na marca do pênalti, tocar e mandar muito perto da trave. Seria a virada em dez minutos com hat-trick do Fabuloso. Mais uma epopeia vascaína como contra o Fluminense? Bom…não exatamente.

A atenção dos zagueiros cruzmaltinos duraria pouco. Aos 14′, o Corinthians contou com a lentidão e a tentativa frustrada de jogar em linha dos adversários. Clayson recebeu pela esquerda, brecou e, em mais uma bola enfiada, achou Maycon, passando às costas de Breno, para fazer 3×2. Um balde de água fria.

Depois disso o jogo ficou morno. O Vasco sentiu o golpe e não demonstrava mais o mesmo ímpeto. O Corinthians passou a administrar o jogo e quase tomou o empate mais uma vez aos 30′. Manga teve ótima oportunidade dentro da área, após tabela de Nenê e Luis Fabiano, mas, de canhota, isolou a bola.

Mais uma vez partindo pro tudo ou nada (perder de três é o mesmo que perder de quatro ou cinco para Milton Mendes – que assistia o jogo das cabines de rádio e TV por estar suspenso pela expulsão na Arena do Grêmio), saiu Jean e entrou o inoperante Muriqui.  Não demorou e o Corinthians se aproveitaria do rombo na zaga, aos 35′, quase marcou pela esquerda do ataque (direita da zaga vascaína) mais uma vez.

Dois minutos depois (37′), Nenê arriscou chute colocado e obrigou Cássio a fazer grande defesa. Mas no minuto seguinte, de forma cirúrgica, o Corinthians matou o jogo. Jô acreditou em lance que parecia perdido e pela direita de seu ataque (esquerda da zaga vascaína) cruzou para área. Clayton, que acabara de entrar, livre de marcação, nem precisou saltar para cabecear e fazer Vasco 2 x 4 Corinthians.

No fim, ainda sobraria tempo para mais um. Em quase replay do 4º gol, Paulo Roberto foi ao fundo e da direita cruzou para o meio. Pikachu chega atrasado no lance e Clayton escora para dar números finais à partida: Vasco 2 x 5 Corinthians.

Ao longo de todo o jogo o panorama foi o seguinte (dados da ACERJ):

FALTAS: Corinthians 14; Vasco 10

CARTÕES AMARELOS: Corinthians 3; Vasco 0

FINALIZAÇÕES NO GOL: Corinthians 6; Vasco 9

FINALIZAÇÕES FORA DO GOL: Corinthians 1; Vasco 13

CRUZAMENTOS: Corinthians 8; Vasco 32

GOLS: Corinthians 5; Vasco 2

O Corinthians teve um aproveitamento dos sonhos, quase perfeito, é verdade. Mas o Vasco foi praticamente o oposto. Se somarmos chutes no gol e fora, o time paulista deu 7 e marcou 5. Nós precisamos tentar 22 vezes para marcar míseros dois gols. É muito pouco. Sequer chega perto dos 50%. Talvez os incríveis 32 cruzamentos expliquem. Além disso, conhecido pela forte marcação, o Corinthians bateu quando necessário, prova disso foram os três cartões amarelos e as quatro faltas a mais cometidas.

Voltamos a deixar nossas deficiências escancaradas. Sentimos a falta que a falta faz.

Falta de planejamento (trocar o pneu com o carro em movimento e ainda por qualidade inferior aos que estavam – no caso dos zagueiros; trazer o Milton Mendes com a temporada em andamento, ao invés do início);

Falta de dinheiro para contratações de ponta;

Falta de coesão do time (em cinco jogos no campeonato marcamos apenas 7 gols e sofremos incríveis 14; nosso saldo é -7)

Falta de (não fazer) faltas (quando necessário, para parar o adversário);

Falta de inteligência e velocidade dos nossos zagueiros e

PRINCIPALMENTE

A falta de eficiência ofensiva (crônica) do nosso time (não dá pra seguir desperdiçando tantas oportunidades de gol; jogar bem e perder é pior do que jogar mal e vencer – no fim o que contam são os três pontos; de nada adianta controlar o jogo e não marcar).

Se quisermos chegar a algum lugar digno nesse campeonato, isso precisa ser corrigido.

Mas que a torcida siga fazendo o seu belo espetáculo de apoio maciço, como bem destacado pelo voluntarioso volante Jean, em entrevista após o jogo. Este time pode sentir a falta de muita coisa, mas não do incentivo das arquibancadas da Colina.

junho 8th, 2017 by Igor Serrano | Sem Comentários »

Vasco x Fluminense em São Januário: você lembra quando foi o último?

No próximo sábado às 16h, em São Januário, Vasco e Fluminense duelam pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro 2017. Diante da enorme redução da quantidade de clássicos na Colina nos últimos anos, o duelo entre as equipes não ocorre no estádio vascaíno há um bom tempo. Você lembra quando aconteceu o último?

Foi em 2005! Na ocasião, o Vasco saiu vencedor por 2×0 com gols de Romário, artilheiro daquela edição do Campeonato Brasileiro (sendo o mais velho jogador a atingir tal marca, com os 39 anos que tinha naquele ano).

O jogo aconteceu na 38ª rodada (contando com 22 times, o torneio possuía 42 rodadas), no dia 13/11/2005. Para o mandante, comandado por Renato Gaúcho, o jogo valia para se afastar de vez dos times que brigavam contra o rebaixamento e ao mesmo tempo sonhar com uma vaga para a Copa Sul-Americana. Já os visitantes (por coincidência também treinados naquela ocasião por Abel Braga) vinham com esperanças de classificação para a Copa Libertadores (ainda possuíam chances matemáticas de título antes da bola rolar), dependendo apenas dos próprios resultados. Mas com apenas seis minutos de jogo, o Baixinho abriu o placar após converter penalidade máxima sofrida pro Wagner Diniz. No segundo tempo, nos acréscimos (48’/2ºT) o camisa 11 voltaria aparecer e decidiria a partida, após receber lançamento rasteiro de Têti e marcar oseu 18º gol no campeonato. Final: Vasco 2 x 0 Fluminense.

No fim, com 22 gols, Romário se tornaria o artilheiro daquele campeonato aos 39 anos. O Vasco nos últimos quatro jogos perderia para o Figueirense, venceria Paysandu e Paraná e empataria com o Atlético-MG, classificando-se para a Copa Sul-Americana de 2006. Já o Fluminense conseguiria o incrível feito de perder os quatro últimos jogos para Atlético-MG, Fortaleza, Juventude e Palmeiras, ficando em 5º lugar, também classificado para a Copa Sul-Americana.

 

VASCO 2 x 0 FLUMINENSE

Campeonato Brasileiro 2005 – 38ª rodada

Estádio de São Januário – Rio de Janeiro, RJ
Data e horário: 13 de novembro às 18:10

Árbitro: Márcio Resende de Freitas (Fifa-SC). Auxiliares: Alcides Zawaski Pazetto (SC) e Marco Antônio Martins (SC).

Renda e Público: R$ 137.180,00/ 15.386 pessoas

Cartões Amarelos: Amaral, Róbson Luiz, Wágner Diniz (VAS); Radamés, Arouca, Milton do Ó, Petkovic, Tuta (FLU)
Cartão Vermelho: Arouca (FLU);

Gols: Romário (pênalti), 6’/1ºT (1-0); Romário, 48’/2ºT (2-0);

VASCO: Roberto; Wagner Diniz; Fábio Braz, Luciano e Diego; Ives, Amaral, Abedi (Rubens, 47’/2ºT) e Morais (Rodrigo, 36’/2ºT); Róbson Luiz (Têti, 24’/2ºT) e Romário. Técnico: Renato Gaúcho.

FLUMINENSE: Kléber; Gabriel Santos, Milton do Ó e Lino (Marcelo, intervalo); Marcão, Arouca, Radamés (Alexandre, intervalo) e Petkovic; Leandro (Adriano Magrão, 33’/2ºT) e Tuta. Técnico: Abel Braga.

 

 

 

Ingresso do jogo – Fonte: Netvasco/Acervo Gabriel Moreth

 

 

 

 

 

 

 

 

maio 24th, 2017 by Igor Serrano | Sem Comentários »

Fado – Campeonato Brasileiro 2017 – Palmeiras 4 x 0 Vasco

Fado. 

Fadário, destino, sorte.Vaticínio, oráculo, profecia.

Canção popular portuguesa, dolente e triste; música e dança que acompanham essa canção.

14/05/17. O Vasco retorna ao Allianz Parque (onde pisou pela última vez em 2015 e saiu vitorioso: 2×0). Estreia no Campeonato Brasileiro contra o defensor do título, o Palmeiras, clube que nos últimos anos se reinventou (após também penar por duas vezes no inferno da segunda divisão) e hoje possui o décimo maior patrocínio do mundo. Sim, você não leu errado (http://veja.abril.com.br/placar/palmeiras-renova-com-a-crefisa-e-passa-a-ter-10-camisa-mais-valorizada-do-mundo/).

O Real Madrid na Europa, sempre teve a má fama de comprar todo mundo, ainda que não utilize os atletas. Dinheiro pelos lados do Santiago Bernabéu, desde que me entendo por gente, nunca foi problema. E no Palestra nos últimos anos também não vem sendo. No Palmeiras dos últimos anos, jovens revelações (Keno, Raphael Veiga, Hyoran, Luan), surpresas sul-americanas (Mina, Borja, Guerra) ou figurinhas carimbadas no cenário nacional (Edu Dracena, William, Zé Roberto, Michel Bastos) são incorporadas ao elenco com a mesma naturalidade com que o sol se põe.

Já o Vasco, a duras penas conseguiu sanar parte de suas dívidas nos últimos anos. Com apenas o patrocínio da Caixa Econômica Federal, fez um investimento modesto, dentro de suas possibilidades, em técnico e jogadores. No início da temporada o planejamento não deu certo com Cristóvão Borges. Veio então Milton Mendes, técnico detentor dos quatro níveis de licença de treinador da UEFA e ex-atleta do clube. Em pouco tempo a mudança foi notada em campo, ainda que as peças sejam essencialmente as mesmas, e que isso não queira dizer um futebol suprassumo.

A Taça Rio foi vencida com dificuldades contra o time reserva do Botafogo. Até o Vasco ficar em vantagem numérica, o placar era 0x0. Veio a semifinal do Estadual contra o Fluminense. Chances foram criadas no primeiro tempo e desperdiçadas (com destaque para a de Nenê, cara a cara com Diego Cavalieri). O Fluminense de tanto insistir acabou marcando. Uma…duas…três vezes. E poderia ter feito mais. O Vasco mesmo em desvantagem teve mais chances de diminuir a tragédia, mas não foi efetivo.

A propósito, que o Gigante da Colina ultimamente não tem vocação ofensiva, não é nenhuma novidade. Mas a dificuldade em colocar a pelota no fundo do barbante não vem de hoje, e sim dos últimos anos e diretamente ligada a fragilidade dos nossos elencos.

Em 2016, em 64 jogos foram 96 gols marcados. Em 2015, em 69 jogos foram apenas 79 gols. Vale lembrar: estes times ficaram marcados por gols em sua maioria oriundos de cobranças de faltas (cruzamentos) ou escanteios. E assim em 2015 fizemos a pior campanha do primeiro turno da história do Brasileirão e no ano seguinte jogamos pela terceira vez a segunda divisão.

Um time que faz poucos gols não necessariamente é um time ruim (o São Paulo tricampeão brasileiro com Muricy Ramalho cansava de ganhar de 1×0, por exemplo), mas para isso é preciso tomar poucos gols e ter um aproveitamento alto das chances que cria. Algo que o Vasco vem se especializando em NÃO FAZER. Contra o Fluminense, o Vasco teve boas chances quando o placar ainda marcava 0x0. Não converteu nenhuma. Hoje, contra o Palmeiras (que por conta da disparidade financeira acima citada criou um abismo técnico entre as equipes), o time não poderia se dar ao luxo de repetir a fórmula do insucesso.

Milton Mendes teve bastante tempo para treinar a equipe. Testou novas formações táticas. Nesse período, a zaga, que já vinha desfalcada de um dos titulares (vendido, por coincidência, vejam vocês, para o Palmeiras), sofreu mais um golpe. Não entremos no quesito extracampo (se Rodrigo era benéfico ou não, se realmente tinha alguma influência no vestiário, etc), mas a zaga que até o início do ano era a reserva, da noite para o dia virou titular e, o pior, SEM DISPUTA DE POSIÇÃO (chegamos ao ponto de, no Carioca, o volante paraguaio Julio dos Santos ser utilizado no setor). Hoje no banco de reservas não havia nenhum zagueiro. Embora o treinador tenha ensaiado um 3-6-1 (esquema muito utilizado por Renato Gaúcho na campanha da quase classificação para a Libertadores em 2006), optou por manter o 4-2-3-1 que vinha utilizando. Assim o Vasco foi a campo com: Martin Silva, Gilberto, Jomar, Rafael Marques, Henrique; Jean, Douglas, Matheus Vital, Nenê e Yago Pikachu; Luis Fabiano.

Mas, com apenas 4 minutos de jogo Jomar cometeu pênalti infantil. Jean cobrou e, apesar de Martin ter acertado o canto, marcou. O Vasco não se abalou com o gol sofrido e conseguiu se manter no jogo. Após bola mal afastada pela zaga palmeirense, Matheus Vital chutou colocado para boa defesa de Prass. Pouco depois, Douglas desarmou Guerra no círculo central e deu ótimo passe para Nenê pela direita. O camisa 10 vascaíno invadiu a área, com dois marcadores entre a sua perna esquerda e Luis Fabiano (Douglas que iniciou a jogada, também chegava para concluir). Poderia ter dado a bola para o atacante, melhor posicionado, mas optou por chutar com a perna direita e isolou a bola. Duas boas chances criadas, após ficar em desvantagem no placar. Nenhuma aproveitada.

Douglas, o nosso melhor e mais regular jogador desde o segundo semestre do ano passado, ainda testaria Fernando Prass com um chutaço de longe. Prass, no susto, quase tomou um frangaço. Três chances, nenhum gol.

O Palmeiras responderia com duas oportunidades na sequência. Primeiro Zé Roberto com um chute de fora da área, que desviou na zaga e foi para fora. Depois um chutão do zagueiro Mina acabou armando um contra-ataque para o veloz Borja, que deixou Jomar comendo poeira e se desequilibrou na sequênca. Guerra ainda pegaria a sobra e bateria cruzado, mas ninguém de verde apareceu para escorar dentro da área.

Não demorou muito e Jean recebeu bom passe pela direita e bateu cruzado, Martin Silva espalmou para o meio da área e Guerra apareceu livre para escorar e fazer Palmeiras 2 x 0 Vasco. O relógio marcava 41’/1ºT: O Vasco conseguiu tomar um gol no início e no final do primeiro tempo. Aí complica qualquer tipo de reação, certo? Não para Douglas, que do meio de campo faria ótimo lançamento para Pikachu na corrida passar às costas de Zé Roberto e sair cara a cara com Prass. O lateral/meia, entretanto, chutou em cima do goleiro, ao invés do canto. Quatro boas chances, nenhuma aproveitada.

Após bobeada de Prass e Jean, Douglas ainda apertou a saída de bola palmeirense, tomou e saiu cara a cara com Prass. O nervosismo bateu e o garoto, livre, mandou a bola no travessão. Cinco chances, nenhum gol.

A impressão que dava era de que o Palmeiras era um boxeador experiente e o Vasco um estreante. Não importa onde fossem os golpes cruzmaltinos, o Palmeiras sequer sangrava. Já os jabs palestrinos, sempre deixavam o cruzmaltino desnorteado. Até que no segundo tempo, as cordas começaram a fazer parte do jogo da cruz de malta. Veio o terceiro gol logo no início novamente (menos de 1 minuto jogado) e o quarto também próximo ao fim da partida (34′). Ainda poderiam ter saído outros, se não fosse a boa resistência e guarda proporcionadas por Martin Silva.

De se destacar, pelo menos, a postura de Milton Mendes, que mesmo vendo o planejado ruir, não abdicou de tentar ao menos empatar o jogo, não fazendo substituições para evitar uma goleada maior (colocou velocidade no ataque com Paulo Victor e Kelvin) e não tendo medo em sacar o medalhão Luis Fabiano (ainda que este tenha saído com a expressão de poucos amigos).

Que estamos ainda na primeira rodada do Brasileiro e logo de cara tivemos talvez o jogo mais difícil do campeonato, é certo. Assim profetizar qual será a sorte do Vasco nesta competição, neste momento, parece mero exercício de adivinhação. No entanto, há de se alertar: um time que marca poucos gols, desperdiça a maioria das (ou quase todas) chances que cria e atua com a zaga reserva como se titular fosse, parece destinado ao sofrimento. Torçamos para que este seja algo momentâneo, apenas uma estrofe necessária para no fim chegar aos solos e às palmas do sucesso. Pois de melancolia, o vascaíno está de fado cheio.

maio 15th, 2017 by Igor Serrano | Sem Comentários »

Vasco faz seu primeiro jogo no Brasileirão17 contra o Palmeiras no próximo domingo. Você lembra como foram as estreias dos anos anteriores?

No próximo domingo, às 16h, o Vasco estreia no Brasileirão 2017 contra o Palmeiras, no Allianz Parque. Você lembra como foi o desempenho vascaíno nas rodadas inaugurais do Brasileirão dos anos anteriores?

 

– 2015

VASCO 0 x 0 GOIÁS

Uma semana após a conquista do Campeonato Carioca, o Vasco empatou sem gols com o Goiás em São Januário. Em péssimo jogo, o placar traduziu fielmente o baixo desempenho técnico apresentado pelas duas equipes.

A partida marcou a estreia do terceiro uniforme da Umbro, após o retorno da marca inglesa ao clube.

VASCO: Martín Silva; Madson, Luan, Rodrigo e Christiano; Pablo Guiñazu, Serginho (Bernardo), Julio dos Santos e Dagoberto (Marcinho); Rafael Silva (Yago) e Gilberto. Técnico: Doriva.

GOIÁS: Renan; Everton, Felipe Macedo, Alex Alves e Rafael Forster (Péricles); Ygor, Rodrigo, Juliano e Felipe Menezes (Esquerdinha); Wesley (Lucas Coelho) e Bruno Henrique. Técnico: Hélio dos Anjos.

 

– 2013

VASCO 1 x 0 PORTUGUESA

Dirigido por Paulo Autuori, o Vasco estreou com vitória magra no Brasileiro 2013 frente à Lusa, em São Januário. O equatoriano Carlos Tenório foi o autor do solitário gol da partida. Na ocasião, o Cruzmaltino estreou os uniformes 2013 da Penalty, fornecedora da época.

VASCO: Michel Alves; Elsinho, Luan, Renato Silva e Yotún; Sandro Silva, Fellipe Bastos (Abuda – 24/2ºT), Dakson (Edmilson – 17/2ºT) e Alisson (Wendel – 28/2ºT); Eder Luis e Tenório. Técnico: Paulo Autuori.

PORTUGUESA: Gledson; Luis Ricardo, Lima, Valdomiro e Rogério; Ferdinando , Souza (Arraya – 36/2ºT), Correa (Moisés – 21/2ºT) e Matheus; Diogo e Romão (Henrique – 22/2ºT). Técnico: Edson Pimenta.

 

– 2012

VASCO 2 x 1 GRÊMIO

Em 2012, dirigido por Cristóvão Borges, o Vasco estreou, em casa, com vitória de 2×1 sobre o Grêmio de Vanderlei Luxemburgo, com gols de Fellipe Bastos e Alecsandro.

Em campo, embora estivessem jogando um time de azul e outro de branco, era o Gigante da Colina a equipe anil, graças ao terceiro uniforme lançado pela Penalty naquele ano (de layout semelhante ao templário de 2010, porém inteiramente azul – o que segundo a empresa se justificava por uma homenagem ao remo e ao mar, origens desportivas do clube).

VASCO: Fernado Prass, Allan, Renato Silva, Rodolfo (Rômulo 19’/2ºT) e Dieyson; Eduardo Costa, Nilton, Fellipe Bastos e Carlos Alberto; Wiliam Barbio (Juninho intervalo) e Kim (Alecsandro intervalo). Técnico: Cristóvão Borges.

GRÊMIO: Victor, Edilson, Saimon, Naldo (Leandro 28’/2ºT) e Pará; Vilson, Fernando, Marco Antônio e Marquinhos (Rondinelly 22’/1ºT); André Lima (Marcelo Moreno 20’/2ºT) e Miralles. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

 

– 2011

CEARÁ 1 x 3 VASCO

Com o foco nas semifinais da Copa do Brasil 2011, o técnico Ricardo Gomes escalou dez reservas (apenas Prass foi mantido) para a estreia do Brasileirão contra o Ceará, no Estádio Presidente Vargas. E deu certo. Bernardo foi o nome do jogo e, com dois gols, ajudou o time a vencer por 3×1. Jeferson fez o outro gol cruzmaltino e Cléber descontou para o time cearense.

CEARÁ: Adílson; Diego Macedo, Cléber, Diego Sacoman e Ernandes; Heleno, Eusébio, Murilo (Marcelo Nicácio) e Thiago Humberto (Geraldo); Sinho (Osvaldo) e Júnior Técnico: Vagner Mancini

VASCO: Prass, Fagner, Douglas (Chaparro), Jomar e Márcio Careca (Ramon); Eduardo Costa, Diego Rosa, Jeferson e Enrico (Max); Bernardo e Elton. Técnico: Ricardo Gomes.

 

– 2010

ATLÉTICO-MG 2 x 1 VASCO

Comandado interinamente por Gaúcho (após a saída de Vagner Mancini), o Vasco foi a Belo Horizonte para enfrentar o Atlético-MG, no Mineirão, e saiu derrotado por 2×1. Ricardinho e Muriqui (hoje no Vasco) marcaram e decidiram o jogo com menos de vinte minutos de partida, embora Elton ainda tenha descontado no segundo tempo.

ATLÉTICO-MG: Aranha; Coelho (Evandro), Werley, Jairo Campos e Leandro; Zé Luís, Correa, Fabiano (Carlos Alberto) e Ricardinho (Junior); Diego Tardelli e Muriqui. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

VASCO: Fernando Prass, Paulinho, Thiago Martinelli, Dedé e Ramon; Nilton, Souza, Magno (Léo Gago) e Phillipe Coutinho; Dodô (Caíque) e Élton. Técnico: Gaúcho.

 

– 2008

INTERNACIONAL 1 x 0 VASCO

Treinado pelo Delegado Antônio Lopes e contando com nomes como o goleiro-artilheiro Tiago, o meia Morais e os atacantes Alan Kardec e Leandro Amaral, o Vasco iniciou o Brasileiro de 2008 com derrota por 1×0 para o time reserva do Internacional, no Beira-Rio.

Curiosamente, no jogo do returno, com o time titular, o Internacional seria derrotado em São Januário por 4×0, com direito a um gol-contra bizarro do goleiro Clemer, ex-Flamengo.

INTERNACIONAL: Renan, Sidnei, Sorondo e Titi; Jonas, Pessanha (Marcão, 17’/2ºT), Derley, Ji-paraná e Andrezinho (Ricardo Lopes, Intervalo); Adriano e Iarley (Walter, 29’/2ºT). Técnico: Abel Braga.

VASCO: Tiago, Rodrigo Antônio, Eduardo Luiz (Villanueva, 35’/2ºT) e Jorge Luiz; Wagner Diniz, Jonílson, Leandro Bomfim, Morais (Alex Teixeira, 15’/2ºT) e Madson (Pablo, Intervalo); Leandro Amaral e Alan Kardec. Técnico: Antônio Lopes.

 

– 2007

AMÉRICA-RN 0 x 1 VASCO

Comandado por Celso Roth, em sua primeira passagem pelo clube (substituíra Renato Gaúcho), o Vasco foi a Natal e estreou com vitória pelo placar mínimo. O autor do gol, o atacante André Dias, beijou sua própria canela na comemoração. Posteriormente descobriu-se que era uma homenagem ao ex-técnico Renato Gaúcho, que lhe teria dado o apelido de caneleiro.

O gesto de André Dias se repetiria na vitória por 3×1 sobre o Sport-PE, quando marcou dois gols, jogo que ficou marcado pelo milésimo gol de Romário.

AMÉRICA-RN: René; Edson Borges, Márcio Santos (Anderson Ataíde) e Robson; Eduardo, Joelan (Adriano Peixe), Marcos Alexandre, Souza e Márcio Goiano; Rogelio (Luciano Dias) e Geovane. Técnico: Lori Sandri.

VASCO: Silvio Luiz; Thiago Maciel, Jorge Luiz, Julio Santos e Guilherme; Amaral, Roberto Lopes, Renato (Junior) e Morais (Abedi); Alan Kardec (Conca) e André Dias. Técnico: Celso Roth.

 

– 2006

VASCO 1×1 INTERNACIONAL

Com Edilson Capetinha, Valdiram, Morais e Ramon Menezes responsáveis pelas ações ofensivas e Renato Gaúcho à beira do gramado, o Vasco estreou no Brasileiro 2006 empatando por 1×1 com o futuro campeão da Libertadores e do Mundial da FIFA daquele ano, o Internacional de Fernandão e Abel Braga.

VASCO: Cássio, Wagner Diniz, Jorge Luis, Fábio Braz e Diego; Roberto Lopes (13’/2ºT Abedi), Ygor, Morais e Ramon (24’/2ºT Faioli); Edílson e Valdiram (44’/2ºT – Ernane). Técnico: Renato Gaúcho.

INTERNACIONAL: Clemer, Ceará, Bolívar, Fabiano Eller e Jorge Wagner; Edinho, Perdigão, Tinga e Adriano; Fernandão (32’/2°T Rentería) e Rafael Sobis (19’/2ºT Márcio Mossoró). Técnico: Abel Braga.

 

 

Em 2015, em fraco jogo, Vasco não saiu do 0 com o Goiás em São Januário.

 

maio 12th, 2017 by Igor Serrano | Sem Comentários »

O estádio me faz voltar a ser criança 

Confrades tricolores, frequento estádios desde 1996, desde os longínquos anos sombrios. Faço parte da resistência que pegou o Fluminense pelas mãos e ajudou a não deixar acabar. Já bati muitas palmas para cada perna de pau que vocês mais novos nem podem imaginar. 
Conheci e frequentei o velho Maracanã, aquele de cimento onde a divisão da arquibancada entre as torcidas adversárias era feita pela PM com cordas e o nome popular era “neutra”. Apesar de ser um arquibaldo de raiz, já assisti a jogos nas antigas cadeiras, que eram de metais, e na finada Geral, o local do povo. 

Além do Maraca, já curti jogos em quase todos os estádios do RJ, alguns de São Paulo, Brasília, Minas e Espírito Santo. Ir a jogos sempre mexeu comigo, ao ponto de todas as vezes que entro no ex-Maior do Mundo, parece que é a primeira. É desse nível. 

Mas esse sentimento volta e meia esfria, seja por falta de tempo, ânimo, irritação com algo, etc. motivos não faltam. Mesmo assim eu não deixo de ir aos jogos, vou, mas não com aquela alegria habitual. 

Só que quando essa paixão volta é com força total! E é bem o momento atual. 

No ano passado eu conheci um grupo de amigos que tinha em comum o forte amor ao Fluminense, o gosto pela cerveja, a alegria e o bom humor. Eles tinham até nome: Fluchopp. Não são uma torcida organizada, mas um grupo de torcedores independentes e sem ligação política dentro do clube. Ahhh e que canta em português, com ritmo brasileiro. 

Me identifiquei e resolvi fazer parte. 

Hoje posso afirmar que tenho novos e bons amigos para celebrar os jogos do Fluzão. Me divirto, dou boas gargalhadas, comemoramos juntos, bebemos juntos e já até fizemos ações sociais. Somos uma família. E da paz! 

Quer colar com a gente no Fla x Flu? Compre seu ingresso para o setor Sul Inferior, entrada B e nos encontre no setor sinalizado com as setas vermelhas. 

Aos jogadores: joguem como bebemos!

abril 27th, 2017 by Carlos Alberto | Sem Comentários »

Nem comemoro ao ganhar do Vasco 

Quando comecei a frequentar os estádios lá na década de 90 o Fluminense era um freguês absurdo do Vasco era meio que ir para o jogo e saber que iremos perder. Pouco importando se o nosso time era bom ou não. Eram tempos sombrios e de muita irritação para nossa torcida. Logo na sequência vieram os nossos trágicos rebaixamentos. E eles estavam nas cabeças ganhando o Campeonato  Brasileiro, Taça Libertadores e disputando o Mundial. 

Não tenho a mínima saudade dessa época. Só que hoje o jogo virou, né? Aquele Vasco da Gama que teve lampejos de grandeza ali pelo final da década de 90 e início da década de 2000, hoje virou um Bangu com perfume. Não assusta mais nenhum adversário, coleciona rebaixamentos e virou piada entre todos as outras torcidas. 

Nesse último jogo o Fluminense engoliu o Miúdo da Planície. Ficou barato o jogo ter terminado 3 x 0, cabiam no barato mais uns dois ou três gols. Nem consigo mais chamar o Vasco de adversário, tamanha a disparidade entre os dois clubes. Enfim… 

Wellington Silva e Lucas jogaram muita bola. Ao ponto do jogadores do Vasco perderem a cabeça. Um perdeu a cabeça de uma botinada no Wellington Silva e foi expulso, o outro tomou um lençol vergonhoso e viu seu time tomar mais um gol. 

Tá certo que o Vasco até ameaçou em alguns momentos do jogo, Mas foi muito pouco para um time que insiste em achar que é grande. E 80% do jogo ou mais o Fluminense dominou soberanamente. Não tem o que discutir.

Agora o Fluminense aguarda o Flamengo para disputar a final e o Vasco já está de férias. Sempre importante lembrar que Vasco e Botafogo são os times queridinhos da FERJ. Dessa vez não deu. 

Que venha o Fla x Flu! 

abril 25th, 2017 by Carlos Alberto | Sem Comentários »

Vasco tem a chance de quebrar jejum de conquistas da Taça Rio no próximo domingo. Você lembra da última?

Após o empate em 0x0 com o Flamengo do último sábado, no Maracanã, o Vasco carimbou sua vaga na final da Taça Rio 2017. Taça esta que o Gigante da Colina não levanta desde o longínquo ano de 2004. Você lembra como foi?

 

O time comandado por Geninho (que atualmente treina o ABC-RN), tinha como referência o hoje auxiliar-técnico Valdir Bigode no comando do ataque (e a presença de Donizete Pantera no banco) e com gols do próprio Valdir e do meia Beto (ex-Flamengo), o Cruzmaltino venceu o Fluminense por 2×1 e levantou o caneco. Detalhe: o Fluminense era treinado por Ricardo Gomes (que anos mais tarde viria a conquistar a primeira Copa do Brasil da história do Vasco) e tinha o estrelado ataque formado por Roger, Edmundo e Romário, além de contar com Ramon Menezes no banco.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VASCO 2 x 1 FLUMINENSE

Data: 04/04/2004
Campeonato Estadual 2004
Local : Estádio Do Maracanã (Rio De Janeiro – RJ)
Arbitro : Edílson Soares Da Silva
Público : 48.355
Gols : Valdir (Vasco 22/1ºT), Beto (Vasco 26/2ºT) e Romário (Fluminense 47/2ºT)

Vasco – Fábio, Claudemir, Wescley, Henrique, Víctor Boleta, Ygor, Coutinho, Rodrigo Souto (Júnior), Beto, Robson Luís e Valdir. Técnico : Geninho.

Fluminense – Fernando Henrique, Leonardo Moura, Odvan, Antônio Carlos, Júnior César, Marcão, Diego, Roger (Ramon), Alan (Alex), Edmundo (Marcelo) e Romário. Técnico : Ricardo Gomes.

 

 

 

abril 10th, 2017 by Igor Serrano | Sem Comentários »

Livro sobre a conquista da Copa do Brasil 2011 será lançado em maio

No próximo mês de maio, lançarei meu segundo livro, intitulado “Copa do Brasil 2011 – Norte e sul deste país!” (Editora Multifoco/Selo Drible de Letra). Nele abordo a montagem do elenco campeão, o turbulento ano que antecedeu o título e a passagem de quatro treinadores, todos os jogos da campanha, os uniformes utilizados, além de entrevistas com diversos personagens, que de alguma forma participaram do triunfo: jogadores (Eder Luis, Rômulo e Fellipe Bastos), comissão técnica (Ricardo Gomes e Cristóvão Borges), imprensa, sócios do clube e MC Charles, criador do “Trem-Bala da Colina“.

Convido todos para o lançamento, que acontecerá no Bistrô Multifoco (Av. Mem de Sá 126 – Lapa – Rio de Janeiro-RJ) no dia 16/05/17 (terça-feira), das 19h às 23h. O evento tem o patrocínio da Cariocas FC, que disponibilizou uma camisa oficial do Vasco para ser sorteada entre aqueles que adquirirem o livro no dia.

 

março 30th, 2017 by Igor Serrano | Sem Comentários »

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